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Amor de morro. [MORRO]

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Sinopse

Alana é uma jovem de 22 anos estudante do 4 período de medicina, focada em se formar e ajudar as pessoas, não pensa muito em amar ou namoricos. Pantera, pra favela, Rafael pros mais íntimos é um homem de 26 anos e desconfiado de tudo pelo seu histórico familiar materno, não pretende conhecer o amor pois sabe que ele pode ser traiçoeiro. Mas tudo isso pode ter uma reviravolta gigantesca.

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CAPÍTULO 1 - O começo
Alana narrando — Finalmente o fim do dia chegou, depois desse dia acumulado de matérias.— A faculdade tem me matand0 esses últimos meses, principalmente por ter que escolher minha especialização, é agora ou nunca: ortopedia ou cirurgia geral?! Distintas né, mas são duas especialidades que eu amo e que seria feliz nisso. Quando eu tinha 8 anos perdi meu pai, na verdade me tiraram ele. Meu pai estava lá em frente a porta, segurando como se nossas vidas dependesse daquilo. Num instante ele estava em pé e em segundos caído ao chão, pois é os gambé invadiram nossa casa e atiraram; sabe aquele esquema : atirara primeiro e pergunta depois ? Era assim que eles agiam e foi assim que aconteceu. Enquanto eu estava paralisada em choque, ouvi um deles aos gritos XXX - bora filha da p**a, deixa o presunto aí caralh0 e simbora matar uns menor. XXX - c*****o, p***a, olha o que eu fiz, a criancinha car@ XXX - idai? p***a deixa aí esses caralh0 e vamo subi pra boca, quero pegar o dono logo e acabar com minhas próprias mãos com a vida dele. Ou você quer fixar aqui e fazer uma chacina? Pai e filha, vai ser uma boa manchete se colocada no nome do dono do morro. XXX - tá doido Comandante? Ela é só uma criança, não deve ter nem 10 anos. Bora subi a ladeira deixa ela aí, vai virar uma p**a um dia pra proveito de muitos. Eles saíram rindo e atirando, cada tiro um de cada lado caia, era um horror. Eu corri pra perto do meu pai e coloquei a mão no buraco da bala, não adiantou de nada. A poça de sangue já estava lá, era sangue pra todo lado que eu uma criança nunca tinha visto. O barulho do tiro, as risada dos gambé, os vapores caídos no chão, e o rosto gelado do meu pai eu nunca vou esquecer, um trauma pra uma criança pro resto da vida. Naquele dia sentada naquela poça de sangue esperando alguém vim ao meu encontro, eu prometi com os olhos fechadinhos: nunca mais vou deixar alguém partir sem que tenha o mínimo cuidado possível, vou lutar pela vida de quem mais necessita. E foi aí que senti uma mão me tocando, era minha tia, me pegou e levou pra sua casa. E a promessa, iria se cumprir um dia, de um jeito ou de outro.

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