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1635 Palavras

Ana narrando Assim que o carro parou em frente à primeira casa, eu senti o coração acelerar. O condomínio era silencioso, organizado, completamente diferente do movimento constante da favela logo ali embaixo. Quando desci do carro e levantei o olhar, a vista me fez parar por um instante. Era linda. A casa ficava em um ponto alto, e a piscina de borda infinita parecia se misturar com o horizonte. Mais ao lado, uma área verde com árvores bem cuidadas criava uma sensação de tranquilidade inesperada. Dali era possível ver a Rocinha inteira, viva, pulsando, mas ao mesmo tempo distante. Era como se dois mundos se encontrassem naquele lugar. — Nossa… — murmurei, sem conseguir esconder o encantamento. O corretor sorriu, claramente acostumado com aquela reação. — A vista é um dos pontos mai

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