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1227 Palavras

Ana narrando Desci as escadas ainda ajeitando a alça da bolsa no ombro. A casa já estava acordando devagar, o cheiro de café vindo da cozinha e a luz da manhã entrando pelas janelas grandes da sala. Meu pai estava perto da mesa, terminando de falar ao telefone. Quando me viu, ficou alguns segundos em silêncio, me observando. — Você está muito linda, filha. Sorri, um pouco sem graça. — Obrigada. Ele sempre dizia aquilo de um jeito simples, sem exagero, mas que me deixava tranquila. Como se, apesar de tudo que estava acontecendo, ainda existisse um lugar seguro ali. Peguei uma xícara de café rápido, mais para acompanhar ele do que por fome. Meu estômago estava leve demais para comer alguma coisa. Ansiedade. Era isso. — Vamos? — ele perguntou, pegando as chaves. Assenti. Saímos ju

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