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Entre Dois CEOs Gelo

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Sinopse

Aurora Rivera era uma doce menina sonhadora, até que a vida decidiu destruir seus sonhos.Abandonada com um bebê de apenas três meses, ameaçada pelo próprio pai e sem ter para onde fugir, ela não teve escolha a não ser aceitar um casamento de contrato com dois CEOs conhecidos como os Homens de Gelo.Nunca vistos ao lado de nenhuma mulher, eles sempre foram conhecidos por sua frieza e por não demonstrarem interesse em relacionamentos. Mas, pela primeira vez, o destino estava prestes a mudar tudo.Rodolfo Gutierrez e Afonso Gutierrez eram conhecidos por serem frios, arrogantes e poderosos. Dois homens que pareciam não ter nascido para se casar.Até que a pressão da sociedade e da família os levou a tomar uma decisão: pedir ao pai de Aurora que fechasse um contrato de casamento com uma mulher.Eles só queriam conhecê-la na lua de mel.A proposta era simples:Casar.Aurora chegaria à mansão e entraria em um quarto com as luzes apagadas. Naquela noite, o casamento seria consumado. Somente no dia seguinte, sob a luz do sol, Rodolfo e Afonso finalmente conheceriam a esposa que haviam escolhido por contrato.Mas havia algo que eles não sabiam.Aurora tinha um bebê.Um contrato.Dois homens arrogantes, frios e poderosos.Uma mulher doce, marcada pela vida.E um bebê que jamais deveria fazer parte daquele acordo.Será que esse casamento vai funcionar?Ou o contrato que deveria unir apenas três vidas acabará mudando o destino de todos eles?

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Capítulo 1 — O abandono
Aurora ainda conseguia sentir o cheiro do hospital em suas roupas. As mãos tremiam enquanto segurava o resultado do exame. Positivo. Ela estava grávida. Por alguns segundos, não conseguiu respirar direito. Um bebê. Um filho. Seu coração disparou, e um sorriso involuntário surgiu em seus lábios. Ela sempre sonhara em ser mãe, mas nunca imaginou que aconteceria tão cedo. Principalmente porque seu relacionamento com Fábio estava longe de ser perfeito. Ainda assim, acreditava que ele a amava. Acreditava que, quando soubesse da notícia, ficaria feliz. Talvez assustado. Talvez preocupado. Mas feliz. Aurora guardou o exame dentro da bolsa e foi para casa. Durante todo o caminho, ficou imaginando como contaria. Até ensaiou algumas frases. "Fábio, você vai ser pai." Não. Muito simples. "Nós vamos ter um bebê." Essa parecia melhor. Quando entrou em casa, encontrou Fábio sentado no sofá. Ele estava distraído no celular. — Fábio? Ele ergueu os olhos. — Oi. Aurora sorriu. — Você está ocupado? — Não. Por quê? Ela se aproximou. — Eu preciso te contar uma coisa. Fábio colocou o celular de lado. — Aconteceu alguma coisa? Aurora respirou fundo. — Eu fui ao médico hoje. — Você está doente? — Não. Ela segurou a bolsa contra o peito. — Na verdade... eu estou grávida. O sorriso desapareceu do rosto de Fábio. Ele ficou em silêncio. Aurora esperou. Um segundo. Dois. Cinco. — Grávida? — Sim. — Você tem certeza? Ela assentiu. — Fiz o exame. O médico confirmou. Fábio se levantou. — Mas... Ele passou a mão pelos cabelos. — Aurora, você não tomava remédio? O sorriso dela desapareceu. — Não. — Como não? — Eu nunca tomei. — Mas eu pensei que você estivesse tomando. Aurora franziu a testa. — Fábio, você sempre soube que eu não tomava. — Eu sabia no começo. — No começo? — Depois eu achei que você tivesse começado. — Por quê? Ele soltou uma risada nervosa. — Porque, Aurora, a gente sempre teve uma vida s****l ativa. Eu achei que você tivesse começado a se prevenir. Ela o encarou, magoada. — Você nunca perguntou. — Eu não precisava perguntar! — Precisava, sim. — Eu simplesmente achei que você estivesse tomando! — E agora está me culpando? — Eu não estou culpando você. — Parece. Fábio começou a andar de um lado para o outro. — Isso não podia acontecer agora. Aurora levou a mão à barriga. — Mas aconteceu. — Você sabe que eu não estou preparado para isso. — Ninguém está. — Eu estou falando sério. — Eu também. Ele parou na frente dela. — O que você pretende fazer? Aurora sentiu um arrepio percorrer seu corpo. — O que você quer dizer? — Com a gravidez. Ela demorou alguns segundos para responder. — Eu quero ter o bebê. Fábio ficou em silêncio. — Não. Aurora arregalou os olhos. — Não? — Não. — Fábio, é nosso filho. — Eu sei. — Então por que está falando assim? — Porque eu não quero ser pai. Aquelas palavras destruíram algo dentro dela. — Você não pode simplesmente decidir isso. — Posso decidir sobre a minha vida. — E eu também posso decidir sobre a minha. — Então você vai mesmo ter essa criança? Aurora enxugou uma lágrima. — Sim. — Mesmo sabendo que isso vai acabar com nosso relacionamento? Ela ficou olhando para ele. — Você está me fazendo escolher? — Estou perguntando. — Então minha resposta é sim. Fábio apertou a mandíbula. — Você vai jogar nosso futuro fora por causa disso? Aurora colocou a mão sobre a barriga. — Nosso futuro não está sendo jogado fora. Ele está crescendo aqui. — Aurora... — É nosso filho. — Eu não quero esse bebê! O silêncio que veio depois foi ensurdecedor. Aurora sentiu como se tivesse levado um tapa. — Não diga isso. — É a verdade. — Você não pode dizer isso sobre uma criança que nem nasceu. — Eu não pedi por isso! — Eu também não! As lágrimas escorreram pelo rosto dela. — Mas eu vou assumir. — E eu não. Aurora respirou fundo, tentando se manter de pé. — Então é isso? Fábio desviou o olhar. — Eu não consigo fazer isso. — Fazer o quê? — Ser pai. Construir uma família. Casar. Ter responsabilidades. — Você dizia que queria uma família comigo. — Eu dizia muita coisa. Aurora ficou imóvel. — Então tudo foi mentira? Ele não respondeu. Ela se aproximou. — Você me ama? Fábio fechou os olhos. — Não faça isso. — Só responde. Ele permaneceu calado. E aquele silêncio foi resposta suficiente. Aurora recuou. — Entendi. Fábio pegou as chaves sobre a mesa. — Vou embora. — Para onde? — Não sei. — E eu? Ele olhou para ela. — Você fez sua escolha. Aurora segurou o choro. — Não. Eu escolhi meu filho. Fábio abriu a porta. — Então cuide dele. Ele saiu. Aurora correu até a porta. — Fábio! Ele continuou andando. — Fábio, por favor! Ele não voltou. A porta do elevador se fechou entre os dois. Aurora ficou parada no corredor. Sozinha. Com o coração despedaçado. --- Naquela noite, Fábio não voltou. Nem na manhã seguinte. Nem no dia depois. Aurora ligou várias vezes. Nenhuma chamada foi atendida. Mandou mensagens. Nenhuma resposta. Até que, três dias depois, recebeu apenas uma. "Não me procure mais." Aurora encarou a tela durante vários minutos. Depois apagou as lágrimas. Colocou a mão sobre a barriga. — Tudo bem, meu amor. Sua voz tremia. — Talvez seu pai não queira você... Ela respirou fundo. — Mas eu quero. Uma lágrima caiu sobre sua mão. — E enquanto eu estiver viva, você nunca vai precisar se perguntar se alguém te ama. Ela beijou a própria barriga. — Eu vou amar você por nós dois. Meses depois, Fábio ainda não havia aparecido. Aurora descobriu que ele havia contado uma versão completamente diferente da história para algumas pessoas. Segundo ele, Aurora havia engravidado de propósito para prendê-lo. A mentira se espalhou. E Aurora teve que suportar os olhares, os comentários e os julgamentos. Ela nunca tentou desmenti-lo. Não porque fosse verdade. Mas porque estava cansada. Cansada de implorar para alguém acreditar nela. Seu bebê era a única coisa que importava. Seu pai também não recebeu bem a notícia da gravidez. Ele ficou furioso. — Você destruiu seu próprio futuro. Aurora permaneceu em silêncio. — Eu não quero escândalos nesta família. — Eu não fiz nada de errado. — Para você é fácil falar. — Eu vou ter meu filho. O pai a encarou por alguns segundos. — Faça o que quiser. E saiu. Foi sua madrasta quem permaneceu ao lado dela. Comprava roupas. Preparava o quarto. Acompanhava Aurora às consultas. E comemorava cada pequena descoberta da gravidez. Aurora acreditava que, apesar de tudo, finalmente teria paz. Mas não sabia que seu pai já havia tomado uma decisão. Uma decisão que mudaria sua vida completamente. Enquanto Aurora escolhia o primeiro sapatinho do filho, seu pai estava sentado diante de seu melhor amigo. — Minha filha precisa se casar. O homem levantou uma sobrancelha. — E você já sabe com quem? O pai de Aurora assentiu. — Com seus filhos. Um sorriso discreto surgiu no rosto do homem. — Rodolfo e Afonso? — Sim. — Você sabe que meus filhos não querem casamento. — Justamente por isso precisamos de um acordo. Naquele momento, sem imaginar o que estava sendo decidido, Aurora acariciava sua barriga. Seu bebê chutou pela primeira vez. Ela sorriu. — Mamãe está aqui. Sem saber que, muito em breve, sua vida seria colocada nas mãos de dois homens que ela sequer conhecia.

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