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Depois do caos, o RECOMEÇO

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Sinopse

A vida de Emma precisava mudar e ela estava lutando muito para que isso acontecesse até o dia em que encontrou o lugar perfeito para recomeçar sua vida. Sua nova vida inspirava tranquilidade, segurança e sobretudo, esperança de dias melhores. Todo o seu passado podia começar a ser esquecido.

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Capítulo 1
Foram mais de nove horas de uma longa e cansativa viagem de ônibus até chegar à pequena cidade com apenas vinte mil habitantes que Emma escolheu para chamar de lar. Talvez tenha sido a viagem mais difícil que já tenha feito em toda sua vida. Não estava arrependida, muito pelo contrário. Tomar a decisão de mudar para uma outra cidade tinha sido a mais acertada dos últimos meses. Até porque, tal decisão não foi tomada por impulso – foi amadurecida durante anos. Emma era uma jovem de apenas 30 anos, não tinha filhos e nem sabia se um dia ia querer ser mãe. Era bonita, pele clara, cabelos escuros na altura dos ombros. Seus olhos castanhos lembravam os de seu pai. Seu corpo pequeno inspirava cuidados. Ela parecia frágil, mas era mais forte do que muitos poderiam imaginar. Houve um tempo em que, sim ela era uma mulher muito frágil, sem opinião até. Fazia tudo para agradar a terceiros e se obrigava a suportar certas situações muitos desconfortáveis para ela. No entanto, sua experiência lhe trouxe o amadurecimento necessário para que não se submetesse mais à vontade alheia. Sua vida agora era outra. Uma vida muito melhor, cheia de possibilidades, cheia de sonhos e era tudo o que importava naquele momento. A SUA NOVA VIDA.  Deixar a sua antiga vida, assumir uma nova identidade, era necessário naquele momento delicado. Aliás, já tinha passado da hora fazia muito tempo. O que ela tinha a perder afinal? Nada. Nada mesmo. Seu único lamento era deixar seu “irmão de coração” para trás. Sua ida significava cortar relações com ele para sempre; para sua própria segurança. Isso a machucava demais. No fundo de seu coração, a jovem alimentava a esperança de que dias melhores viriam, mas para que isso acontecesse, ela deveria fazer algo ao invés de esperar que tudo se resolvesse por si só. “Às vezes, precisamos arrancar o band-aid.” Ela repetia como um mantra e foi o que Emma fez. Sacrificou aquilo que, para alguns, era conforto e vida boa, em prol de sua paz de espírito e sanidade. Por essa razão, quando viu o anúncio de venda de uma pequena pousada naquela cidade, não hesitou. Tratou logo de fechar negócio, mesmo estando em outra cidade há quilômetros de distância. Comprou o imóvel e decidiu que além de transformar o lugar em sua nova casa, reformaria e reabriria a pousada que era conhecida na cidade como “Casa Rosa”. *** Chegou à rodoviária com sua pequena mala por volta das oito horas da noite, naquele lugar desconhecido. Olhou em volta e avistou apenas um policial em seu posto. Aproximou-se, um tanto receosa. - Boa noite! Será que você poderia me dar uma informação? - Boa noite! – O policial olhou aquela mulher desconhecida dos pés a cabeça e continuou, com indiferença em sua voz – Pois não, em que posso ajuda-la? - Preciso chegar até a Casa Rosa, tenho aqui o endereço. Fica distante daqui? - Qualquer pessoa desta cidade sabe onde fica a Casa Rosa, senhora. - Ok. Mas não sei se deu para perceber, não sou daqui. Acabei de chegar. – Foi mais ríspida que desejava. O policial novamente a olhou com desconfiança. - Olha... não quero atrapalhar seu trabalho. Só preciso saber onde posso pegar um taxi para ir aonde preciso. – Finalizou. - A senhora pode ir naquela direção e dobrar à esquerda. Logo verá alguns por ali, parados. - Obrigada. – Agradeceu e caminhou na direção em que o policial indicou. *** Assim que entrou no taxi já disse seu destino, ao que o taxista perguntou: - Tem certeza que quer ir para lá, senhora? - Sim. – Respondeu sem hesitar. - Tudo bem. Ao chegarem ao local, entendeu o motivo da pergunta feita pelo taxista. Por fora, a casa estava com aquele aspecto de casa m*l-assombrada de filme de terror. Não sabia se era a escuridão da noite que promovia a ideia que a Casa Rosa estava em ruínas. Muito mais do que o ex-dono havia dito. Entrou na casa e para sua decepção, estava muito pior do que nas fotos que ele havia enviado a ela. Não havia energia elétrica e não tinha a menor condição de permanecer ali. - Não é possível! – A frase saiu quase em um sussurro. – Fui enganada. Sem saber exatamente o que fazer. Trancou a casa, foi a para rua e ficou ali, olhando para todos os lados, pensando quais eram as suas possibilidades. O taxista, que ainda estava ali, caso ela precisasse, sugeriu: - Senhora, com licença. Se precisar de um hotel, tem um há duas quadras daqui. Posso lhe deixar lá. Nem precisa me pagar. - Obrigada. Quero sim. Seguiram para o Hotel das Flores. Um espaço aconchegante e modesto, cuja estrutura lembrava casas de campo – um verdadeiro charme. Precisava mesmo de um lugar para repousar enquanto sua nova casa recebia muitos ajustes que, o antigo proprietário esqueceu de informar. Conseguiu hospedar-se sem grande dificuldade apesar de ter que responder a inúmeras perguntas na recepção. Nem se deu ao trabalho de ir jantar alguma coisa. Estava exausta da viagem e muito estressada pela péssima surpresa que encontrou na casa que comprou. ***  No dia seguinte a notícia já tinha se espalhado. Sua chegada despertou a curiosidade de muitas pessoas; o que era de se esperar em uma cidade pequena onde todos os moradores se conhecem desde sempre. “A casa estava fechada havia muitos anos; precisava de uma reforma urgente.” Foi o que ele disse, e tinha razão. No entanto, Emma não se incomodou, até seria bom para ocupar sua mente. Os últimos acontecimentos ainda eram muito vivos na lembrança. Só não sabia que eram tantos reparos. Durante toda a viagem ela já vinha planejando seus próximos passos, com aquele sentimento leve de recomeço. Os próximos passos eram: encontrar alguém para cuidar da reformar e começar imediatamente. O problema era que não conhecia ninguém na cidade, ainda. Levantou-se cedo e caminhou até uma confeitaria nas proximidades. Estava bem movimentada àquela hora da manhã. Aproximou-se do balcão onde havia uma moça usando um uniforme.   -       Bom dia! – cumprimentou Emma ao se aproximar. -       Bom dia, moça! Você é a nova moradora, não é? – perguntou a atendente da confeitaria. -       É tão evidente assim? – respondeu em meio a um sorriso tímido. -       Cidade pequena tem dessas coisas. Todos se conhecem e as notícias se espalham rapidamente. Seja bem-vinda, me chamo Molly. – Estendeu a mão para Emma. -       Muito prazer, Molly. Me chamo Emma. – retribuiu o cumprimento.   De imediato, Emma simpatizou com a moça alegre e falante da confeitaria. Até então, era uma das primeiras pessoas que conhecera ali naquele lugar.  -       Então, o que vai querer, Emma? Acabaram de sair uns bolinhos deliciosos. Especialidade da casa. -       Não, obrigada. Somente um café, por favor. -       Okay! Só um momento. -       A propósito, será que você conhece alguém que entenda de marcenaria ou coisa assim? -       Tem o Mark... ele é quase um faz tudo, por aqui. E mesmo que ele não saiba fazer, pode te ajudar a encontrar alguém que saiba e que seja de confiança. Aqui seu café – entregou o café de Emma e apontou para a porta – e por falar nele... Aquele é o Mark – Molly apontou para o rapaz que vinha entrando pela porta e logo se aproximou do balcão. -       Bom dia, Senhoritas! – virou para Emma – Ainda não fomos apresentados, me chamo... -       Mark! – ambos falaram e riram. -       Exatamente! – ele confirmou desconfiado – Como sabe? -       A Molly me falou de você e que talvez possa me ajudar. -       Falou bem ou m*l, Molly – perguntou zombeteiro. -       Falei muito m*l! Mark é meu irmão, Emma. Ele pode te ajudar, com toda certeza. -       Do que você precisa, novata? – brincou. -       A Casa Rosa... -       Sei... Nicky, o antigo dono, me falou que havia vendido. Você foi a compradora? -       Sim. Eu mesma. -       Sortuda! A Casa Rosa é patrimônio histórico por aqui, sabia? -       É bom saber disso, mas não sou tão sortuda assim. A casa está um verdadeiro fiasco. O fato é que precisa de alguns muitos reparos e não conheço ninguém por aqui e... -       Nem precisa continuar. Você tá falando com o cara certo. Conheço a Casa Rosa como se fosse a palma de minha mão e sim, posso te ajudar com os reparos. -       Isso é maravilhoso! – Emma estava feliz de ter encontrado tão rápido alguém para ajudá-la com a Casa Rosa, pelo menos até reabrir. -       Não te falei? – Molly sorriu para Emma com orgulho – meu irmãozão é o cara certo para essa missão! -       Basta me dizer o dia e a hora para fazer uma vistoria e vou estar lá. -       Mas e o seu trabalho? Não vai te atrapalhar? -       Mark é dono do pub mais badalado da cidade, gata! – Molly disse em defesa de seu irmão – Relaxa! Ele dá um jeito. -       Não se preocupe com isso. Posso te ajudar no período da manhã e tarde. Jeff pode cuidar do bar sem mim, enquanto isso. -       Bom, acabei de chegar à cidade e estou hospedada naquele hotel que fica aqui próximo. Será que podemos marcar para amanhã, as oito na Casa Rosa? -       Claro! Tá marcado! – despediu-se delas e seguiu seu caminho – Até mais, maninha! -       Até mais, irmãozão! O carinho e a amizade entre os irmãos que Emma acabara de conhecer a deixou com a sensação boa de que estava em um lugar onde poderia ser muito feliz novamente. Lembrava muito o relacionamento que tinha com Aiden, seu irmão. De repente seu coração ficou apertado de saudades e a vontade de ligar para ele e dizer que ela estava bem, era grande. Mas não podia fazer isso, ou melhor, não DEVIA fazer isso. Pelo bem dos dois. Ela não sabia se ele estava em segurança ou não.   -       Bom, eu também já vou. Até logo. – Pagou o café e saiu para o clima agradável que fazia lá fora.   Emma despediu-se de sua nova conhecida e saiu da confeitaria. Queria caminhar pelas redondezas e conhecer um pouco mais. A cidade era pequena, charmosa... perfeita aos olhos de Emma.   Caminhou até que não aguentava mais de tanto cansaço. Conheceu novos moradores por onde andou; muito discretamente observou o comportamento daquelas pessoas que pareciam tão unidas e felizes. Retornou ao hotel somente na parte da tarde. Estava cansada da longa caminhada, mas cheia de ideias sobre a nova Casa Rosa. Seus planos incluíam reinaugurar o quanto antes a pousada que, segundo informações que coletou mais cedo, era patrimônio histórico da cidade.  *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. P.S.: Todas as histórias estarão totalmente atualizadas a partir de 05.09.21 – Todas elas estão sofrendo segunda revisão, por esta razão, algumas estão incompletas. Como é a primeira vez que publico nesta plataforma, ainda estou testando. Mas prometo que todas as histórias estarão atualizadas a partir da data acima. Obrigada por lerem minhas histórias!  ***

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