Mesmo com o banho na piscina, Aliah ainda se sentia incomodado, como se a água com cloro não tivesse limpado o suficiente, então foi direto para o banho e ficou debaixo do chuveiro por muito tempo, esfregando o corpo repetidas vezes, tentando tirar aquela sensação que ainda o incomodava.
Quando Dakota entrou no quarto e não o encontrou na cama, foi até o banheiro.
— Aquela casa… ..
— Mas você não mora lá. Você já se limpou o suficiente. Vai acabar se machucando se continuar se esfregando desse jeito.
Ele parou, jogou a bucha no aparador de plástico e respirou fundo.
— Vem… toma banho comigo.
Dakota foi até a porta, trancou, se despiu e entrou no chuveiro com ele, e se abraçaram ali, debaixo da água, ficando em silêncio por alguns segundos, a proximidade com ela fez a mente esquecer a crise, até que os beijos vieram. Aliah a encostou na parede, e uma das pernas dela subiu para a cintura dele, e ela gemeu, quase se esqueceu de pro.teção.. Mas tinham tido muita orientação, os dois.. Ela colocou a mão no peito dele.
__ Dakota..
— Não temos prot£ção aqui… — ela sussurrou.
Ele fechou os olhos, soltando o ar com dificuldade.
— Eu sei…
Camisinh@ estavam na outra casa, a casa ao lado.Na casa que estavam construindo, na casa deles, onde tinham decidido que a primeira vez seria.
Mas, naquele momento, ele se arrependeu um pouco da decisão. Saíram do banho, foram para a cama e acabaram dormindo abraçados, Aliah estava aprendendo a se controlar, mesmo excit@do tinha se comportado bem..
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Era noite, Mateus estava estudando, e era uma daquelas noites frias em que ele só pensava em chegar em casa. Não gostava muito das conversas do colegas e não tinha feito amizades, porque os outros alunos sempre iam para festas ou viagens, mas ele, ele só ia em festas com Makrisla..
Quando a aula acabou, , saiu, jogando a bolsa no bagageiro do carro , um colega se aproximou..
___ Uma carona, Mateus?
Mathus balançou a cabeça.
— Não posso, cara… sinto muito.
— Você não dá carona para colegas mulheres por causa da sua esposa, e por que não pode dar carona para mim ? Sou homem..que desculpa vai usar?
Ele respondeu na hora, direto:
— Porque você não é de confiança e não ando com gente assim.
O outro riu,..
— Claro que sou.
__ Não é não.. Você é casado e trai sua esposa.
— E daí ?
__ Eu não ando com quem trai.
Mateus disse.. Não queria amizade com aquele tipo de gente, não queria.
— Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Mateus entrou no carro, mas continuou olhando para ele.
— Tem sim. Primeiro, se a minha mulher souber que eu ando com alguém como você, vai ficar chateada. Segundo, para entrar no meu carro, eu preciso confiar em você, e, se você é capaz de trair a sua esposa, que vive com você…que dorme e cuida de você.. imagina o que pode fazer com qualquer outra pessoa.
Fez uma pausa curta.
— Não confio.
Ligou o carro.
— Então não posso te dar carona.
E partiu para a fazenda.
Quando chegou, todos os irmãos estavam reunidos ao redor da fogueira, com suas mulheres, o fogo aceso quebrando o frio da noite, e Makrisla estava ali, enrolada numa coberta, o esperava acordada.
Ele desceu do carro, tirou a jaqueta que usava e foi direto até ela, sentando-se ao seu lado, puxando-a para o peito e beijando o seu rosto demoradamente.
Ela sorriu, um sorriso grande, calmo, cheio de confiança. E foi ali, naquele instante simples, que ele teve certeza de uma coisa:
Nunca daria motivo para perder aquilo, nunca daria brecha, a faculdade podia ser uma porta para problemas, mas seguiria o conselho de Albucacys, ia para faculdade estudar e mais nada, a sua vida era ali na fazenda..
Aliah também tinha Dakota contra o peito, enquanto Monalisa estava deitada numa cadeira de balanço, e a garota acabou adormecendo ali.
Calton olhou para Aliah e disse:
— Pegue a sua irmã e vá deitar ela na cama, Aliah.
— Papai…
— Vamos, Aliah, sua irmã está dormindo, leva ela para cama, não é certo os outros pegarem ela.
Calton sabia que poderia pegar, nunca olharia com olhos diferentes, olhava para Monalisa, do mesmo jeito que olhava para Dakota.. mas mandou o filho a pegar, porque precisava que Aliah perdesse a raiva da irmã, precisava que ele se aproximasse, mesmo que fosse aos poucos.
Aliah ficou parado, relutante, olhando para a irmã, porque não queria tocar, não queria se aproximar, mas também sabia que ela não tinha culpa, assim como ele também não tinha.
Respirou fundo, ainda tenso, e se levantou devagar, caminhando até a cadeira, onde hesitou por um segundo, mas não teve outra opção. Se abaixou, pegou a irmã com cuidado e a ergueu.
Monalisa se mexeu levemente, mas continuou dormindo. Quando a deitou não ia cobri-la, mas não teve coragem, colocou o cobertor nela..
Os dois não eram amados pelos genitores, porque eram diferentes, o amor ficou somente para os filhos perfeitos, e só agora, ele percebia isso.