CAPÍTULO 13

409 Palavras
1 — Vamos! Nós precisamos ir agora! O sol já está nascendo e já tem pessoas acordadas. — Gregory dizia, com as mochilas prontas, — Acordei cedo, já peguei mais comida e arrumei tudo. As espadas estão na mochila também. Você vem? Eu olhei em volta, ainda assustado com o sonho que tive e com Gregory me acordando daquele jeito. Ester estava brincando com um pedaço de madeira que provavelmente arrancara do piso. Levantei rapidamente, um pouco tonto, mas continuei de pé, pegando minha mochila e indo até a janela. — Está vazio, apenas alguns homens comendo. Poucos. Se formos rápidos dá para passar sem que nos percebam. Estão prontos? — Falei, coçando os olhos e fechando as janelas. Eles fizeram que sim com a cabeça. — Vão na frente. Rápido! Estou indo, só preciso fazer mais uma coisa antes. Me esperem nos fundos da vila. Fiquem escondidos e em silêncio. Gregory não gostou, mas assentiu e pegou a mão de Ester. Eles saíram rapidamente, dando a volta na cabana e indo até os fundos, embaixo do morro. Procurei um pedaço de papel. Demorou alguns segundos, mas encontrei em uma gaveta perto do fogão de lenha. Olhei em volta e vi uma sacola de carvão, peguei um. Aquele sonho tinha servido para alguma coisa, afinal. Comecei a escrever com o carvão: "Olá Clythia... Antes de qualquer coisa, gostaria de te agradecer por ter nos ajudado. Muito obrigado! Estou escrevendo isso para dizer que tivemos que partir para o bem de todos nós. Amamos conhecê-la. Foi um prazer! Tem coisas que é melhor não serem detalhadas, então, apenas saiba que estamos e vamos ficar bem. Estamos voltando para casa... Desculpa sair sem me despedir de vocês, mas eu sei que você não deixaria pelo nosso bem. Então, espero que consigam tudo o que precisam... Espero que sejam felizes! Tenha uma boa vida... Quando tudo acabar, se tudo der certo, queremos voltar aí para agradecer melhor. De Victor... " Coloquei a carta em uma das duas camas, olhei em volta para ter certeza de que não estava esquecendo de nada, e saí. O sol estava começando a nascer, e sua luz refletia nos cabelos castanhos dourados de Ester, conforme me aproximava dela e de Gregory nos fundos da vila, na divisão da vila para a floresta. Corri até eles, e de mãos dadas seguimos em frente, enquanto o sol nos aquecia e o vento fazia nossos cabelos se balançarem.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR