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Doce Confronto segredos em chamas

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Sinopse

Aurora sempre viveu no controle, entre regras e cálculos, até que Matteo entrou em sua vida, quebrando cada certeza que ela tinha. Entre olhares intensos e palavras afiadas, surge um desejo impossível, nascido do ódio e da provocação.Ao lado dela está Bia, a irmã encantadora, sociável e sorridente, mas que guarda segredos capazes de virar tudo de cabeça para baixo. Em meio a rivalidades, intrigas e sentimentos proibidos, as linhas entre ódio e paixão começam a se confundir, criando um jogo perigoso onde cada toque, cada olhar e cada segredo podem incendiar o que resta de inocência.“Doce Confronto: Segredos em Chamas” é um romance arrebatador, onde o amor nasce do conflito, a paixão surge do ódio e o perigo espreita em cada esquina. Entre laços de sangue, desejos proibidos e segredos escondidos, quem será capaz de resistir às chamas do confronto?

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Confronto ou Atração? ou Ambos?
O shopping estava cheio demais para uma terça-feira. Aurora odiava lugares cheios. Barulho demais. Gente demais. Energia demais. Ela ajustou a bolsa no ombro, andando ao lado de Bia, que falava sobre a decoração da nova cafeteria da cidade como se aquilo fosse um evento nacional. — Você viu que trocaram as mesas? Ficou mais claro, mais… leve. Aurora deu um meio sorriso. — Mesas claras não mudam café r**m. Bia riu baixo. — Você continua a mesma. Aurora não respondeu. Elas entraram na livraria-café. Bia foi direto para a seção de literatura contemporânea. Aurora ficou alguns passos atrás, observando o ambiente, os detalhes, as pessoas. Ela sempre observava antes de ocupar espaço. Foi quando viu. Um homem encostado na estante oposta. Camisa social azul escura dobrada no antebraço. Relógio discreto. Postura firme. Ele falava com Bia. Não era conversa casual. Era troca real. Aurora percebeu pelo jeito que Bia inclinava levemente o corpo — interessada. Ela não se aproximou. Observou. — Você já leu esse? — ele perguntou, segurando um livro. — Já. Mas gosto de reler. — Bia sorriu. A voz dele era calma. Grave. Segura. Aurora desviou o olhar. Não era problema dela. O telefone vibrou. Pai. Ela atendeu. A expressão mudou. — O que aconteceu? Silêncio. Escuta. Respiração contida. — Já estou indo. Ela desligou e caminhou até os dois. Sem hesitar. — Bia, precisamos sair agora. O homem ergueu os olhos para ela. Avaliação imediata. — Oi? — Bia piscou. — A mãe passou m*l. Hospital. Não é grave, mas precisam de nós. O homem endireitou o corpo. — Está tudo bem? Aurora sustentou o olhar. — Vai ficar. E então, naturalmente, segurou o braço da irmã para conduzi-la. Ele não gostou. — Vocês estavam conversando — ele disse, com firmeza controlada. Aurora parou. Virou-se lentamente. — E agora estamos indo embora. O silêncio entre eles ficou denso. Ele não elevou a voz. Mas também não recuou. — Você sempre decide por todo mundo assim? Bia sentiu o ar mudar. Aurora aproximou um passo. — Quando a situação exige, sim. Os olhos dele escureceram levemente. — Talvez ela pudesse responder por si. Bia abriu a boca para falar, mas Aurora já havia soltado o braço. — Então responde — disse, seca. Bia respirou fundo. — A gente precisa ir mesmo. Depois a gente conversa. Ela sorriu para ele, quase pedindo desculpa sem palavras. Aurora percebeu. Ele também. Antes de sair, ele perguntou: — Faz tempo que voltou? Aurora inclinou levemente a cabeça. — O suficiente. Ela virou e saiu. Ele ficou olhando. Não era arrogância. Era algo pior. Ela parecia não precisar agradar. E isso o incomodou. Horas depois. Sala de reunião. Aurora entrou primeiro. Quando ele entrou logo atrás, o choque foi silencioso. Olhares se cruzaram. Reconhecimento imediato. O diretor apresentou: — Aurora Valente, responsável pelo planejamento estrutural do projeto. — Matteo Alcântara, responsável pela execução e fiscalização. Silêncio. Claro. Tinha que ser. — Já nos conhecemos — Matteo disse, profissional. Aurora manteve a postura. — Superficialmente. A reunião começou. Ela falava com precisão. Dados claros. Projeções exatas. Visão estratégica. Matteo observava. Ela não era impulsiva. Era inteligente. E isso o irritou ainda mais. — Esse cronograma é apertado — ele disse. — É viável — ela respondeu. — Se não houver imprevistos. — Imprevistos são para quem não planeja. O clima na sala ficou pesado. O diretor limpou a garganta. — Vocês dois vão precisar alinhar expectativas. Aurora cruzou os braços. — Eu não misturo pessoal com profissional. Matteo sustentou o olhar. — Ótimo. Eu também não. Mentira parcial. Porque algo ali já tinha sido pessoal desde o primeiro olhar. À noite. O restaurante era discreto. Bia estava nervosa. Não pela companhia. Mas pela intensidade silenciosa dele. Matteo não era homem de conversa vazia. Ele falava pouco. Observava muito. — Sua irmã sempre foi assim? — ele perguntou, casual demais. Bia sorriu leve. — A Aurora é intensa. Mas tem um coração bom. Ele assentiu. — Ela parece… firme. — Ela é. Silêncio. Depois ele mudou o rumo. — Eu não gosto de relações indefinidas. Bia piscou. — Como assim? — Se eu começo algo, é para fazer direito. Ele apoiou os cotovelos na mesa. Olhos fixos nela. — Eu gostei de você. Sem rodeios. Sem poesia. — Você é estável. Transparente. Não joga. O coração dela acelerou. — Então não vejo sentido em testar por meses algo que pode ser construído desde já. Ela prendeu a respiração. — Você quer namorar comigo? Ele não sorriu. Mas a decisão estava ali. — Quero. Sem hesitação. Bia sentiu o mundo organizar. Era seguro. Era certo. Era aprovado. Ela assentiu. — Eu quero também. Ele segurou a mão dela. Firme. Decidido. Do outro lado da cidade, Aurora estava sozinha na casa pequena. Em silêncio. Sem saber que, naquela noite, uma decisão havia sido tomada. E que, a partir dela, nada ficaria simples. Matteo desligou o carro em frente à casa dos pais de Bia. A rua estava silenciosa. Luz amarela do poste iluminando metade do rosto dele. Metade dela. Bia segurava a bolsa no colo, mas não fazia menção de sair. Havia algo diferente no ar. Não era ansiedade. Era decisão. Matteo apoiou uma das mãos no volante e virou o corpo levemente para ela. — Eu não faço nada pela metade — disse, mais baixo do que no restaurante. Ela sentiu o peso da frase. Não era romantismo. Era compromisso. — Eu sei. Ele a observou por alguns segundos. Como se estivesse confirmando algo internamente. Então levou a mão até o rosto dela. Sem pressa. Sem urgência. O beijo não foi intenso. Foi firme. Escolhido. Bia fechou os olhos, sentindo a segurança daquela escolha. Não havia dúvida ali. Não havia impulso. Havia intenção. Quando se afastaram, ele encostou a testa na dela por um breve segundo. — Então está decidido — disse. Ela sorriu, pequena. Contida. Feliz. — Está decidido. Ele respirou fundo. — Nós estamos namorando. Não era pergunta. Era afirmação. Bia abriu a porta do carro com o coração aquecido. Antes de sair, virou-se: — Boa noite… namorado. Ele observou ela entrar pelo portão da casa dos pais. Só quando a porta se fechou atrás dela é que ligou o carro novamente. Do outro lado da cidade, as luzes da casa pequena de Aurora ainda estavam acesas. Sem saber que, naquela mesmo noite, um compromisso havia sido firmado. E que, a partir dali, era um casal.

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