Arthur passara o dia remoendo a situação da manhã. Carla parecia estar querendo acertá-lo com um bastão, deveria ter acontecido algo muito grave para isso. Ele não sabia o que, mas algo tinha acontecido.
Ele era acostumado a ter muitas mulheres aos seus pés, mas ele nunca as tratava m*l, pelo contrário, mimava a todas. Esse era seu defeito, mas sempre saía com uma de cada vez. Quando conheceu Carla, seu primeiro pensamento foi dar um bom t**a naquelas nádegas arredondadas, e se enterrar bem fundo nela. Depois daquele primeiro encontro, seu interesse aumentou um pouco. Mas não apenas pelos glúteos dela, mas também pelo jeito dela, pela alegria e inocência que ela exalava.
Agora, depois de dois dias sem entender mais nada do que acontecia com sua cabeça e seu corpo, pensava que precisava ao menos saciar esse desejo que o estava sufocando, assim talvez parasse de pensar tanto nela. Mas como? Se aquela mulher o estava enlouquecendo sabia-se lá porque!
O dia ia passando lentamente, paciente após paciente... até que teve uma ideia... "Vou persegui-la até me falar o que houve! Depois resolveremos esse impasse com beijos... e algo mais." Estava decidido! Olhou no relógio, estava quase no horário dela sair da biblioteca. Tirou seu jaleco e correu para o carro.
Carla tinha carro, mas às vezes ia caminhando para o trabalho, gostava de aproveitar o tempo de ida para o trabalho sentindo o sol da manhã. Na volta pra casa, aproveitava o por do sol. Hoje foi um desses dias. Depois de tanto estresse com Arthur, precisava aproveitar uma caminhada.
Ao sair do trabalho, Jeremias ofereceu carona a Carla e Luana. Luana iria para casa com Fábio, Carla recusou, pois queria aproveitar a caminhada e pensava em passar no super mercado para comprar algumas coisas para casa.
Carla se aproximava do mercado, quando percebeu um carro andando devagar próximo a ela. Virou o rosto lentamente. Sentiu-se gelar! Revirou os olhos, começou a andar mais rápido, como se pudesse ser mais rápida que um carro, pensou bufando.
Arthur andava atrás dela no supermercado, ela entrara no setor de biscoitos, pegara um pacote de biscoito água e sal com gergelim e um pacote de biscoitos doces sortidos, um de seus favoritos. Ela o ignorava completamente.
- Não vou sair do seu pé, até me contar o que a deixou tão zangada comigo. - Dissera ele atrás dela, sua voz soava calma. Mas seu estomago retorcia.
- Vai cansar! - Ela respondera seca.
Pelo menos falara alguma coisa, pensou Arthur. - Veremos! - Disse com um sorriso maligno nos lábios.
Carla se dirigiu para o setor de congelados, pegou uma pizza quatro queijos e uma lasanha congelada. Foi para o caixa, com Arthur atrás.
Saindo do super mercado, Arthur tomou as sacolas de suas mãos. - Venha, te levo em casa.
Carla estancou no lugar. - Devolva minhas sacolas.
- Meu carro está bem ali. - Apontou para seu lado.
- Devolva minhas coisas. - Falou lentamente, não se movendo do lugar.
- Ok, devolvo se me falar o que raios aconteceu.
- Dr. Arthur Gonçalves... - Carla respirou fundo. - Você deve examinar a sua consciência. Ou será que você não tem uma ?
Isso fez Arthur entrar em erupção. - Você quer me enlouquecer, não é ? - Arthur falou se aproximando dela. - Então vou enlouquecê-la também. - Se aproximou mais um pouco e grudou seus lábios nos dela, a fazendo dar uns dois passos para trás, encostando-a em seu carro. Ela o empurrava, e fechava os lábios, mas ela era muito pequena perto dele, e ele era bem mais forte que ela.
Carla estava prensada contra o carro, suas mãos apoiadas no peito dele, forçando-o para soltar-se, mas com as sacolas em uma mão, que lhe enlaçava a cintura e a outra atrás da nuca, a deixavam imobilizada. Carla sentia os lábios dele pressionando os seus, ela podia sentir o sabor de hortelã vindo daquela boca, que insistia em insinuar-se para dentro da sua. Sua respiração ofegante a denunciava, sua cabeça esquecia-se do porque a raiva, em um momento de relaxamento que demonstrou, Arthur abriu a porta do carro e a colocou para dentro. Trancou as portas, deu a volta no carro, e entrou na direção. Carla o olhava atônita.
- Abra essa porta já! Está louco? - Ela forçava para abrir a porta do passageiro.
- Não! - E saiu cantando pneus do estacionamento do mercado.
- Isso é sequestro! - Ela gritara de olhos arregalados para ele.
Arthur franziu o cenho. - Você sabe qual é o resgate.
Carla, cruzou os braços e bufou.
Arthur andou até uma cidade próxima, onde tinha uma cabana, perto de um lago. Lá teriam tempo e silêncio, para resolver as coisas.
Carla tremia em seu assento. "Aquele i****a, a estava sequestrando! Mas ele ia arrepender-se!"
- Desça! - Disse quando chegaram, abrindo a porta para ela.
Carla desceu, batendo os pés. Ele a encaminhou para dentro da cabana, segurava suas sacolas de compras e sua bolsa.
- Me da minha bolsa. - Ela tentou pegá-la da mão dele.
- Você terá tudo de mim... - Disse malicioso. - Mas somente depois que disser o que está acontecendo. - Ele falava colocando a bolsa dela dentro de um armário na entrada da cabana.
A cabana era pequena, com um quarto de casal, cozinha conjugada com a sala e um banheiro. O local era limpo e bem organizado. Carla se surpreendeu, pelo lado de fora, achara que seria um horror ali dentro. Mas era até bonita. Virou-se para ele. Encarou-lhe bem nos olhos, um arrepio percorreu-lhe até a nuca.
Arthur ergueu as sobrancelhas para ela.
Ela mostrou a língua para ele fazendo uma cara f**a. - Pense!
- Já pensei e repensei. - Disse ele se recostando na parede, tentando não sorrir da cara de brava dela.
- Você m*l me conhece! Porque se importa tanto ? Vá atrás de sua mulher! - Bradou ela.
Arthur se irritara mais. Não sabia porque se importava, mas se importava. E isso bastava. E de que mulher essa maluca falava ?
- Mas que mulher? - Gritou fazendo-a dar um pulo de susto.
Até agora ela não tinha percebido o real perigo de estar sozinha com um homem enorme praticamente no meio do mato. Qual a chance dela contra ele ?
Arthur percebeu o medo nos olhos dela. Ele não queria isso. Deu um passo a frente.
Ela recuou dois para trás.
Arthur fechou os olhos. Aquilo o atingira mais do que deveria. Nunca forçaria nada com uma mulher, apenas queria entender o que acontecia. Abriu os olhos. - Me desculpe, não quis gritar com você. E também não machucarei você. Só quero entender. - falou suave.
Carla suavizou o rosto. Caminhou até o sofá e sentou-se, de braços cruzados.
***
Ele fez a pizza que ela comprou e colocou em sua frente, com dois copos e uma caixinha de suco de abacaxi que ele tinha na cabana.
Carla o olhou incrédula.
Arthur sorrira para ela. - Vamos comer?
- Desaforado! - Ela disse ainda brava.
- Estou morrendo de fome. - Ele disse pegando um pedaço de pizza, e mordendo. - Hummm, minha favorita. Quatro queijos.
Carla sentia o estômago roncar. Pegou um pedaço de pizza. Era dela mesmo. Comeu em silêncio.
- Vão sentir minha falta amanhã no trabalho, e vão avisar a polícia. - Ela falava servindo-se de suco. Seu rosto mostrava seu desgosto.
- Bem lembrado. Mandarei uma mensagem de seu celular para seu chefe pedindo o dia de folga, por você. - Ao vê-la de olhos arregalados e boca aberta, sorriu. Um sorriso grande e satisfeito.
Depois de comerem em silêncio total. Arthur suspirou. - Preciso de um banho. - Se levantou. - Venha.
Carla arregalou os olhos de tal forma que parecia que iam saltar para fora. - Perdeu o juízo ?
Arthur gargalhou. Carla sentiu retorcer-se por dentro. Que desgraça de homem lindo!
- Não a deixarei sozinha aqui. Não precisa entrar no banho comigo. - Disse malicioso. - Vamos. - Disse a puxando pela mão, enquanto ela se esforçava para trancar os pés no chão.
Entraram no banheiro, ele trancou a porta. O banheiro era grande, em relação a cabana. Possuía um chuveiro com box, uma banheira, o vaso sanitário e uma pia.
Arthur colocou a chave na beirada da janela dentro do box. Carla sentou-se na privada com a tampa fechada.
Arthur começou a abrir os botões de sua camisa, a cada botão aberto mostrava um pouco mais de seu peito e abdômen, Carla observava cada detalhe, ficando cada vez mais vermelha. Arthur percebia discretamente, achando-a incrivelmente linda e achando a situação engraçada.
Ele tinha os músculos bem definidos, com poucos pelos que saiam de seu peito e iam descendo até além da calça. Carla sentia-se zonza, os braços fortes saindo da camisa, fizeram-na trancar a respiração. Quando ele começou a tirar o cinto e abrir as calças, ela começou a ficar roxa.
- Pelo amor de Deus Carla! - Arthur parara de tirar a roupa e falava com humor na voz. - Respire, ou vai morrer.
Carla ergueu os olhos da região baixa dele, e soltou a respiração lentamente, ficando cada vez mais vermelha.
Ele riu, então mexia com ela. Isso fez ficar mais convencido. Voltou a tirar a roupa, abaixou-se para tirar as meias, ao se levantar encontrou Carla com os olhos fechados fortemente. - Mas... - Até parece que nunca viu um homem nu! - Abra os olhos Carla. - Falara sério.
Ela sacudia a cabeça de um lado para o outro com os olhos fechados. Não, não iria abrir. Ele tinha compromisso, não queria vê-lo nu, já tinha visto demais. Nem sabia se se recuperaria daquela visão algum dia. O homem era lindo demais.
Carla sentiu a respiração quente perto de seu rosto. - Abra os olhos. - Disse com voz rouca e suave.
Carla abriu bem devagar, encontrando os olhos negros e brilhantes. Sua respiração falhou. Os cabelos agora despenteados, o fazia ficar mais charmoso e sexy.
Ele encostou os lábios nos dela, sem fechar os olhos, gostava de olhar naqueles olhos verdes claros, o verde mais lindo que já vira. - Pode entrar no banho comigo, se quiser. - Disse em tom de voz baixa, com os lábios ainda tocando os dela.
Ela conseguira balançar a cabeça em recusa. Ele sorriu, virou-se de costas e tirou a cueca box preta que usava. Carla levou as mãos no rosto e exclamou. - Entra logo nesse box homem!
Arthur entrou no box gargalhando.