Uzumaki Mayumi.
Eu estava caminhando pelo jardim até encontrar um tipo de porta e assim que me aproximei um sapo pulou na minha frente me assustando.
Como eu não senti a presença dele?
- Quem é você?
- Eu quem pergunto. — O sapo me analisou de cima a baixo
- Sou o sapo guardião da entrada do monte Myoboku.
- "Monte Myoboku"? Não sabia que esse lugar realmente existe.
- Quem é você?
- Uzumaki Mayumi. — Sinto algo passar entre minhas pernas e desço o olhar encontrando Lupe. — E esse é meu...
- Lobo guardião. — Outro sapo me cortou e ergui a sobrancelha virando os olhos para ele. — Sou Gamamaru, o grande sapo eremita. Conheci seu pai quando ele ainda era jovem.
- Seiji?
- Não, Rikudou sannin. — Dei um passo para trás batendo no peito de alguém e esse alguém tocou meus braços
- Qual o problema? — Me tranquilizei ao ouvir a voz de meu noivo e encolhi os ombros. Por que me sinto tão frágil?
- O que... Como sabe sobre mim?
- Eu previa esse momento, ansioso por sua chegada.
- Gamamaru-sama, acho que ela não está pronta. — Pronta? Do que Tobirama está falando?
- Para o que?
- A profecia da criança que salvará o mundo perdido.
- Eu vi o futuro, então não venha com mentiras para cima de mim.
- Ele nunca errou uma profecia sequer, Mayumi.
- A profecia é simples, a garota de olhos ônix trará ao mundo um garoto cujos olhos serão azuis e ele será o responsável pela salvação do mundo ou o fim dele.
- E acha que eu sou essa garota?
- Sim. Você está grávida agora, mas não é dessa criança que estou falando.
- Nani?! — Eu e o prateado gritamos e nos afastamos no mesmo instante.
- Você também terá um aluno e somente você conhecerá a forma correta de elimina-lo, após ele se perder em busca do dom que o Rikudou lhe deu.
- Quem iria querer essa maldição de ser imortal? — Sussurro e peguei Lupe visivelmente irritada. — Profecias são patéticas, não acredito em você e não pense que irei me apaixonar novamente, meu coração sempre será de Tobirama.
Dou as costas para ele prestes a seguir meu caminho porém sua voz me fez parar e arregalar os olhos.
- Cruzando o campo de batalha, apenas um borrão n***o será visto e então o Kage será salvo.
- Como sabe disso? — Me viro para ele
- Eu já disse, tudo o que ele vê realmente acontece. Qual kage?
- Isso não importa... Não agora.
{...}
- Você tem certeza disso? — Questiono sem acreditar e ela sorri. — 100% de certeza?
- Sim, aconteceu sem vocês desejarem?
- Sim.
- Isso acontece, Mayumi-hime.
- Eu tomei pílula, não deveria funcionar?
- As chances de funcionar são de 75%... Não se preocupe tanto. Esteve em lutas recentemente?
- Sim, cheguei ontem de uma missão.
- Certo, aqui está a receita para ter refeições mais saudáveis se seguir fazendo missões até a barriga ficar exposta. — Pego o papel e abaixo o olhar para meus pés. — Se precisar de algo, basta voltar.
- Está bem... Arigatō. — Tento dar meu melhor sorriso mas sei que falhei miseravelmente pois ela tocou meu ombro e me abraçou. Eu realmente estou precisando disso.
Me despedi dela e sai do hospital, pensei em mil maneiras de contar a Tobirama mesmo que o sapo já tenha dito mas isso só me deixou ainda mais nervosa e quando percebi estava na frente da casa principal do clã Senju.
- Tia May! — Hideki parou de arremessar shurikens e correu até mim me abraçando enquanto encostava a cabeça na minha barriga. — Veio treinar comigo?
- Não desta vez baixinho. — Coloco a mão nos cabelos dele e sorrio minimamente. — Vim falar com sua mãe, ela está?
- Sim, na cozinha. — Ele me soltou sorrindo e concordei entrando na casa.
Ouvi as risadas vindo do cômodo indicado por Hideki e encostei no batente da porta vendo Mito passando chocolate no rosto de Hashirama que se virou para mim.
- Ei, May! — Ele sorriu abertamente e acenei breve para eles
- Não quis interromper... Mas é importante.
- Tudo bem, eu já ia voltar a treinar com Hideki. — Ele falou limpando o rosto e beijou minha testa antes de sair.
- Então, já não aguenta mais o amargo do Tobirama? — Ela sorriu divertida e abaixei o olhar sentindo meus olhos lacrimejarem. — O que aconteceu? Vocês brigaram?
- Não. — Sussurro e olho para ela que se aproximou preocupada fazendo todas as minhas defesas caírem enquanto eu a abraçava.
- Shh, tudo bem. Vai ficar tudo bem.
- Eu não vou conseguir. — Sussurro e pude senti-la sorrir
- A tia pode não estar aqui mas eu estou e vou ajudar você.
Passei o resto da tarde com ela e mesmo apavorada com toda a situação eu consegui manter a calma pois tanto a minha médica quanto Mito disseram que faz m*l para o bebê.
Ao cair da noite eu estava na porta de casa e por incrível que pareça Lupe estava com a cabeça deitada sobre a perna de Tobirama que com toda certeza notou minha presença pois me olhou preocupado.
Meu fiel guardião correu até mim e me agachei o pegando no colo, Tobirama tocou minha cintura e ergui o olhar para ele.
- Onde esteve?
- Com Mito, pensei que fosse trabalhar até tarde, me perdoe.
- Tudo bem. Vamos entrar, está frio. — Concordei e seguimos para dentro de nossa casa.
Coloquei Lupe no chão e fiz carinho nos pêlos dele antes de seguir em direção a cozinha.
- Eu comprei rámen. — Tocou minha cintura e subiu os dedos para minha barriga.
A vontade de chorar voltou e sem pensar duas vezes o abracei escondendo o rosto na curva do pescoço do maior que me apertou de forma protetora em si.
- É verdade?
- Sim, por isso estava com Mito, gomen.
- Você está brincando? — Se afastou e o olhei temendo pelo pior mas ele sorria. — Eu com certeza sou o homem mais feliz de Konoha, Mayumi.
- O-o que?
- Eu vou ser pai, vou casar com a mulher que amo e me ama... Não poderia pedir por uma vida melhor. — Toca minha bochecha e aproxima nossos rostos iniciando um beijo.
Calmo, profundo, com amor e então ficou mais quente e agressivo conforme fui encostada no balcão e erguida do chão.
- Eu amo você. — Sussurro contra os lábios do maior que sorri novamente enquanto erguia meu vestido.
Nós começamos o trabalho na cozinha e terminamos no quarto nos amamos novamente, após algum tempo ele se levantou e antes que eu pudesse pegar no sono trouxe o rámen que deveríamos ter comido quando cheguei.
Ele terminou a noite fazendo carinho em minha barriga por agora lisa e a beijou em seguida dizendo o quanto já amava essa criança.
Estou assustada, não n**o, mas sei que Mito é a pessoa certa para me ajudar, ela sempre esteve ao meu lado mesmo eu não percebendo ou a afastando após tudo o que aconteceu, ela é parte da minha vida, da minha família.
Tobirama dormiu primeiro por conta dos carinhos que fazia em seus fios prateados e sorri ao analisá-lo. Nem parece um matador de Uchihas.
Uchihas... E se nosso bebê despertar o sharingan? Ele ficará como? Não sei se estou pronta para várias coisas mas sei de algo, não quero que Tobirama se arrependa de me escolher.
Eu já o amo o suficiente para sentir a sensação esmagadora em meu peito só de imaginar ele terminando comigo.
- Sabe que eu consigo sentir seu chakra mudar drasticamente mesmo dormindo, certo? — Dou um pulinho aí ouvir sua voz e o olhei. — Qual o problema?
- Eu... De certa forma eu sou uma Uchiha e possuo o sharingan... — Ele sela meus lábios e sorri de lado
- Eu não ligo, ele ou ela vai ter amor, apoio e nós dois ao lado então não importa a dor ou motivo, ajudaremos nosso bebê a lidar com o pior. Eu te amo, não se preocupe tanto, vai dar tudo certo.
- Você confia em mim?
- Com a minha vida. Por que?
- Eu vi o que aconteceria se eu permitisse que Hashirama separasse as bijuus... — Toco a bochecha dele ativando o Mangekyou Sharingan e consequentemente o genjutsu. — Relaxe, nada é real.
Ele ficou em silêncio por minutos enquanto via todo o caos da quarta guerra e o motivo por trás disso, sei que ao ver meu futuro ele entenderia minha preocupação com o sharingan mas foi necessário, eu preciso do apoio dele e não podemos deixar as bijuus caírem em mãos erradas.
- Tudo bem. — Ele sorriu tocando minha bochecha e beijou minha testa me abraçando. — Nós vamos manter as bijuus dentro de você em segurança, ninguém vai ousar tentar tira-las de você.
- Arigatō. — Sorrio encostando a testa no seu peito e mordi o lábio inferior. — Minha vida no futuro não o mágoa?
- Magoaria saber que não vai seguir em frente após minha morte... Seja lá como ela for.
- Espero que não seja um sonho, que você seja real e não uma brincadeira do Rikudou sannin.
- Não, ele não brincaria com os corações das pessoas. — Sorrio fechando os olhos e a tranquilidade percorreu meu corpo. — Durma e descanse, me chame se precisar de algo, sem hesitar. Estarei sempre aqui.
- Você sempre diz isso.
- Pois não é mentira.
E assim eu adormeci, nos braços do meu noivo, do homem que amo, que possuí olhos vermelhos penetrantes e um sorriso de tirar o fôlego.
Que consegue ser carinhoso mas mudar isso radicalmente para o semblante fechado e frio que mataria todos que o confrontasse.
Temos isso em comum, como diz Hashirama.