Vinte e quatro

1675 Palavras
Uzumaki Mayumi. Eu estava caminhando pelo jardim até encontrar um tipo de porta e assim que me aproximei um sapo pulou na minha frente me assustando. Como eu não senti a presença dele? - Quem é você? - Eu quem pergunto. — O sapo me analisou de cima a baixo - Sou o sapo guardião da entrada do monte Myoboku. - "Monte Myoboku"? Não sabia que esse lugar realmente existe. - Quem é você? - Uzumaki Mayumi. — Sinto algo passar entre minhas pernas e desço o olhar encontrando Lupe. — E esse é meu... - Lobo guardião. — Outro sapo me cortou e ergui a sobrancelha virando os olhos para ele. — Sou Gamamaru, o grande sapo eremita. Conheci seu pai quando ele ainda era jovem. - Seiji? - Não, Rikudou sannin. — Dei um passo para trás batendo no peito de alguém e esse alguém tocou meus braços - Qual o problema? — Me tranquilizei ao ouvir a voz de meu noivo e encolhi os ombros. Por que me sinto tão frágil? - O que... Como sabe sobre mim? - Eu previa esse momento, ansioso por sua chegada. - Gamamaru-sama, acho que ela não está pronta. — Pronta? Do que Tobirama está falando? - Para o que? - A profecia da criança que salvará o mundo perdido. - Eu vi o futuro, então não venha com mentiras para cima de mim. - Ele nunca errou uma profecia sequer, Mayumi. - A profecia é simples, a garota de olhos ônix trará ao mundo um garoto cujos olhos serão azuis e ele será o responsável pela salvação do mundo ou o fim dele. - E acha que eu sou essa garota? - Sim. Você está grávida agora, mas não é dessa criança que estou falando. - Nani?! — Eu e o prateado gritamos e nos afastamos no mesmo instante. - Você também terá um aluno e somente você conhecerá a forma correta de elimina-lo, após ele se perder em busca do dom que o Rikudou lhe deu. - Quem iria querer essa maldição de ser imortal? — Sussurro e peguei Lupe visivelmente irritada. — Profecias são patéticas, não acredito em você e não pense que irei me apaixonar novamente, meu coração sempre será de Tobirama. Dou as costas para ele prestes a seguir meu caminho porém sua voz me fez parar e arregalar os olhos. - Cruzando o campo de batalha, apenas um borrão n***o será visto e então o Kage será salvo. - Como sabe disso? — Me viro para ele - Eu já disse, tudo o que ele vê realmente acontece. Qual kage? - Isso não importa... Não agora. {...} - Você tem certeza disso? — Questiono sem acreditar e ela sorri. — 100% de certeza? - Sim, aconteceu sem vocês desejarem? - Sim. - Isso acontece, Mayumi-hime. - Eu tomei pílula, não deveria funcionar? - As chances de funcionar são de 75%... Não se preocupe tanto. Esteve em lutas recentemente? - Sim, cheguei ontem de uma missão. - Certo, aqui está a receita para ter refeições mais saudáveis se seguir fazendo missões até a barriga ficar exposta. — Pego o papel e abaixo o olhar para meus pés. — Se precisar de algo, basta voltar. - Está bem... Arigatō. — Tento dar meu melhor sorriso mas sei que falhei miseravelmente pois ela tocou meu ombro e me abraçou. Eu realmente estou precisando disso. Me despedi dela e sai do hospital, pensei em mil maneiras de contar a Tobirama mesmo que o sapo já tenha dito mas isso só me deixou ainda mais nervosa e quando percebi estava na frente da casa principal do clã Senju. - Tia May! — Hideki parou de arremessar shurikens e correu até mim me abraçando enquanto encostava a cabeça na minha barriga. — Veio treinar comigo? - Não desta vez baixinho. — Coloco a mão nos cabelos dele e sorrio minimamente. — Vim falar com sua mãe, ela está? - Sim, na cozinha. — Ele me soltou sorrindo e concordei entrando na casa. Ouvi as risadas vindo do cômodo indicado por Hideki e encostei no batente da porta vendo Mito passando chocolate no rosto de Hashirama que se virou para mim. - Ei, May! — Ele sorriu abertamente e acenei breve para eles - Não quis interromper... Mas é importante. - Tudo bem, eu já ia voltar a treinar com Hideki. — Ele falou limpando o rosto e beijou minha testa antes de sair. - Então, já não aguenta mais o amargo do Tobirama? — Ela sorriu divertida e abaixei o olhar sentindo meus olhos lacrimejarem. — O que aconteceu? Vocês brigaram? - Não. — Sussurro e olho para ela que se aproximou preocupada fazendo todas as minhas defesas caírem enquanto eu a abraçava. - Shh, tudo bem. Vai ficar tudo bem. - Eu não vou conseguir. — Sussurro e pude senti-la sorrir - A tia pode não estar aqui mas eu estou e vou ajudar você. Passei o resto da tarde com ela e mesmo apavorada com toda a situação eu consegui manter a calma pois tanto a minha médica quanto Mito disseram que faz m*l para o bebê. Ao cair da noite eu estava na porta de casa e por incrível que pareça Lupe estava com a cabeça deitada sobre a perna de Tobirama que com toda certeza notou minha presença pois me olhou preocupado. Meu fiel guardião correu até mim e me agachei o pegando no colo, Tobirama tocou minha cintura e ergui o olhar para ele. - Onde esteve? - Com Mito, pensei que fosse trabalhar até tarde, me perdoe. - Tudo bem. Vamos entrar, está frio. — Concordei e seguimos para dentro de nossa casa. Coloquei Lupe no chão e fiz carinho nos pêlos dele antes de seguir em direção a cozinha. - Eu comprei rámen. — Tocou minha cintura e subiu os dedos para minha barriga. A vontade de chorar voltou e sem pensar duas vezes o abracei escondendo o rosto na curva do pescoço do maior que me apertou de forma protetora em si. - É verdade? - Sim, por isso estava com Mito, gomen. - Você está brincando? — Se afastou e o olhei temendo pelo pior mas ele sorria. — Eu com certeza sou o homem mais feliz de Konoha, Mayumi. - O-o que? - Eu vou ser pai, vou casar com a mulher que amo e me ama... Não poderia pedir por uma vida melhor. — Toca minha bochecha e aproxima nossos rostos iniciando um beijo. Calmo, profundo, com amor e então ficou mais quente e agressivo conforme fui encostada no balcão e erguida do chão. - Eu amo você. — Sussurro contra os lábios do maior que sorri novamente enquanto erguia meu vestido. Nós começamos o trabalho na cozinha e terminamos no quarto nos amamos novamente, após algum tempo ele se levantou e antes que eu pudesse pegar no sono trouxe o rámen que deveríamos ter comido quando cheguei. Ele terminou a noite fazendo carinho em minha barriga por agora lisa e a beijou em seguida dizendo o quanto já amava essa criança. Estou assustada, não n**o, mas sei que Mito é a pessoa certa para me ajudar, ela sempre esteve ao meu lado mesmo eu não percebendo ou a afastando após tudo o que aconteceu, ela é parte da minha vida, da minha família. Tobirama dormiu primeiro por conta dos carinhos que fazia em seus fios prateados e sorri ao analisá-lo. Nem parece um matador de Uchihas. Uchihas... E se nosso bebê despertar o sharingan? Ele ficará como? Não sei se estou pronta para várias coisas mas sei de algo, não quero que Tobirama se arrependa de me escolher. Eu já o amo o suficiente para sentir a sensação esmagadora em meu peito só de imaginar ele terminando comigo. - Sabe que eu consigo sentir seu chakra mudar drasticamente mesmo dormindo, certo? — Dou um pulinho aí ouvir sua voz e o olhei. — Qual o problema? - Eu... De certa forma eu sou uma Uchiha e possuo o sharingan... — Ele sela meus lábios e sorri de lado - Eu não ligo, ele ou ela vai ter amor, apoio e nós dois ao lado então não importa a dor ou motivo, ajudaremos nosso bebê a lidar com o pior. Eu te amo, não se preocupe tanto, vai dar tudo certo. - Você confia em mim? - Com a minha vida. Por que? - Eu vi o que aconteceria se eu permitisse que Hashirama separasse as bijuus... — Toco a bochecha dele ativando o Mangekyou Sharingan e consequentemente o genjutsu. — Relaxe, nada é real. Ele ficou em silêncio por minutos enquanto via todo o caos da quarta guerra e o motivo por trás disso, sei que ao ver meu futuro ele entenderia minha preocupação com o sharingan mas foi necessário, eu preciso do apoio dele e não podemos deixar as bijuus caírem em mãos erradas. - Tudo bem. — Ele sorriu tocando minha bochecha e beijou minha testa me abraçando. — Nós vamos manter as bijuus dentro de você em segurança, ninguém vai ousar tentar tira-las de você. - Arigatō. — Sorrio encostando a testa no seu peito e mordi o lábio inferior. — Minha vida no futuro não o mágoa? - Magoaria saber que não vai seguir em frente após minha morte... Seja lá como ela for. - Espero que não seja um sonho, que você seja real e não uma brincadeira do Rikudou sannin. - Não, ele não brincaria com os corações das pessoas. — Sorrio fechando os olhos e a tranquilidade percorreu meu corpo. — Durma e descanse, me chame se precisar de algo, sem hesitar. Estarei sempre aqui. - Você sempre diz isso. - Pois não é mentira. E assim eu adormeci, nos braços do meu noivo, do homem que amo, que possuí olhos vermelhos penetrantes e um sorriso de tirar o fôlego. Que consegue ser carinhoso mas mudar isso radicalmente para o semblante fechado e frio que mataria todos que o confrontasse. Temos isso em comum, como diz Hashirama.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR