Vinte e cinco

866 Palavras
Tobirama olhou para Mayumi que assinava os papéis que ele já havia lido e um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ele abria a gaveta da mesa do escritório. Ela estava de quase 42 semanas e ainda assim parecia agir normalmente perante a isso, ambos já haviam casado e não saíram em lua de mel por questões óbvias. Não faz muito tempo desde que eles se tornaram marido e mulher mas ela não era oficialmente uma kunoichi de Konohagakure. O Senju se colocou atrás dela e amarrou o objeto na testa da esposa que se arrepiou ao sentir o tecido gélido. - O que é isso? - Minha bandana. - Ela arregalou os olhos e o olhou vendo o sorriso no rosto dele. - Hashirama me deu quando se tornou hokage e... Quero que seja sua, veja como um presente. É especial para mim. - A-arigatō, Tobirama-kun. - Sorriu com o rosto avermelhado e ele beijou os lábios dela. - Essa bandana me deu muita sorte também. - Ela sorriu mais abertamente o deixando aliviado - Certo, vou tomarei cuidado com ela, não se preocupe. - Sei que sim. Vamos para casa? - Claro. Uzumaki Mayumi. Dia seguinte. Saio do banheiro após fazer minha higiene matinal e coloquei a mão na barriga sentindo um chute. Eu não estou inchada, gorda ou com qualquer outro sintoma de gravidez que daria em mulheres normais sem mencionar que minha barriga está pequena. É uma menina e quando contei ao Tobirama ele começou a chorar enquanto me abraçava mas ele não foi o único, quando fiz a consulta também chorava de alegria e já comecei a pesquisar o enxoval. Eu realmente pareço uma criança que comeu seu doce preferido após muitos anos mas não é isso, é a primeira vez que estou sendo mãe, que carrego uma criança em meu ventre e mesmo sabendo que não é a última vez nunca esquecemos o fruto de um verdadeiro amor. - Ohayo! — Sorrio entrando na cozinha e Tobirama engoliu a torrada - Ohayo. — Beijo sua testa e bocejo espreguiçando o corpo. — Como se sente hoje? - Bem... Mas... — Coloco a mão na barriga e ele faz o mesmo. — Tem alguém muito animada. - Hum, é mesmo? Esta pensando em sair tão cedo, Megumi? - Se ela responder eu saio correndo. — Falo rindo e sinto minhas costas doerem o que faz eu me sentar na cadeira. - Tudo bem? - Sim, eu vou ao hospital e depois irei comprar o que falta. - Qualquer coisa me avise. - Pode deixar, Nidai-sama. - Não querendo apressar mas quando você acha que vai voltar a fazer missões? - Quando ela tiver uns três anos ou antes. Por que? - Porque você é a melhor kunoichi sem mencionar que as situações entre as nações estão ficando preocupantes. - Por que? - Eles querem as bijuus e mesmo você não saindo de Konoha eles sabem da sua gravidez, o que só aumenta a nossa preocupação. — Coloco a mão sobre a dele que me olha fazendo-me sorrir. - Nada vai acontecer, está bem? E só os ninjas de mais alta classe e de confiança irão vigiar o local do parto, ficaremos bem. - Eu sei. — Beija minha mão e solto o ar começando a me servir - Mas falando de outra coisa... Se fica tão duro por mim, por que não transamos? — Ele engasgou corando e o olhei. — Eu sei que é complicado e te entendo mas você parou, quando eu estava de oito meses. - Então ambos estamos necessitados. — Sorriu me fazendo suspirar. - Eu já disse que amo seu sorriso? - Sim, mas eu particularmente amo o seu. - Como será que ela vai ser? — Falo me animando e ele gargalha - Não sei, mas sei que já está na hora de você comer. - Ah é. — Sorrio e corto um pedaço da panqueca mas pego a calda de chocolate colocando por cima das fatias. — Mas será que ela vai ser 100% a sua cara ou vai ter detalhes meus? - Ou talvez ela seja como você fisicamente. - Mas ela seria rabugenta, com um ódio sanguinário pelos Uchiha. - Eu não odeio os Uchiha, me apaixonei por uma, inclusive. - Em minha defesa, não sou uma Uchiha. — Sorrio e bebo um pouco da vitamina de banana. — Mas agradeço pelo elogio. - Irei ao escritório, encontrar Hashirama então tome cuidado e... - Sim, irei avisa-lo assim que sair do hospital e não se preocupe, Mito e Hideki estarão comigo. - Se apegou ao garoto. — Sorrio fechando os olhos. - Talvez eu tenha um filho como ele, quem sabe. - Se você diz. — Se levanta beijando minha testa e faz carinho em minha barriga. — Não dê tanta dor a sua mãe e logo você estará aqui. Amo vocês. - Também te amamos, pai bobão. — Sorrio e ele sai de casa enquanto eu faço os selos de mãos criando um clone que começa a arrumar a cozinha. Me levanto após comer e sigo para o quarto pegar minha bolsa junto de um casaco, o dia vai ser longo.
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