— Paciência. Murmuro. — Sempre paciência... A cebola fica translúcida, então é hora do arroz. Adiciono-o e refogo até ficar translúcido, mexendo para que cada grão fique coberto de óleo. O arroz gruda como pedrinhas. Em seguida, o vinho branco. De repente, o vapor sobe. O aroma invade a cozinha. — Perfeito. Suspiro. Começo a adicionar o caldo quente, concha por concha. Mexo constantemente. O arroz absorve, o amido é liberado. É quase meditativo. Enquanto isso, preparo os camarões. Frigideira de ferro fundido, fogo alto, um pouco de óleo. Quando a frigideira estiver bem quente, coloco os camarões. O som é intenso. — Isso mesmo. Sorrio. Sele-os por apenas um minuto de cada lado. O suficiente para dourarem e manterem a suculência. Um toque de raspas de limão, depois os retiro e vo

