A noite estava tão quente que até o ar parecia mais pesado dentro do quarto. A pequena janela deixava entrar apenas uma brisa morna, incapaz de espantar o calor grudado na pele. Serena estava sentada na cama de Chacal, os cabelos ainda úmidos do banho, camiseta larga e shorts curtos. O cheiro do sabonete dela — suave, quase doce — dominava o ambiente, o cheiro de jasmim. Chacal apareceu na porta depois de alguns minutos na cozinha, camisa preta colada ao peito ainda úmido. Ele segurava uma garrafa de água gelada, gotas escorrendo pelos dedos até o pulso tatuado. — Não queria nada da cozinha? — ele perguntou com aquele sorriso torto, parado ao lado da cama. — Não — Serena respondeu, tentando parecer relaxada, mas o olhar fugiu para os músculos do ombro dele. — Só… ficar aqui mesmo. E

