GUTO - MANHÃ DA VIRADA

1086 Palavras

O sol ainda nem havia nascido por completo quando Guto abriu os olhos. A claridade fraca, quase azulada, se infiltrava pelas janelas da casa do Guto, revelando apenas os contornos dos móveis. O resto do morro ainda dormia — silencioso, abafado, com aquele cheiro de madrugada misturado ao início do calor que prometia vir. Acordar cedo era impulso, costume, marca registrada. O corpo dele tinha relógio próprio, disciplinado por anos de vigília, patrulha e vida alerta. Mas naquela manhã, ao tentar se mover para se levantar, percebeu algo diferente. Algo… quente. Algo… leve. Algo… colado nele. Isadora. Estava abraçada às suas costas. Guto congelou instantaneamente. Não respirou. Não piscou. Só sentiu. Os braços dela envolviam sua cintura com delicadeza, mas havia força suficiente para

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