RATO - PEGA O PASSARINHO

1117 Palavras

O barulho das motos cortava a noite, ecoando pelas ruas molhadas do subúrbio carioca. O céu ainda estava encoberto, uma garoa fina insistia em cair, e o ar pesado fazia tudo parecer mais lento, mais denso, como se até a cidade tivesse medo de respirar. Mauricinho pilotava na frente, o farol amarelado iluminando apenas pedaços do asfalto. Rato vinha logo atrás, atento a cada movimento, a cada vulto nas esquinas. Eles não estavam apenas caçando — estavam tentando sobreviver. Porque quando Vera mandava buscar alguém, era ordem de morte ou de redenção. E os dois sabiam que, se falhassem outra vez, o preço seria o deles. — Vamo passar de novo na rodô — gritou Mauricinho, com a voz abafada pelo capacete. — Já passamo lá três vezes, pô! — respondeu Rato. — A mulher da bilheteria quase chamo

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR