capítulo 15 vulcano

1164 Palavras
Vulcano narrando Eu ainda tava com a boca colada na dela quando o telefone começou a vibrar no meu bolso. E eu tava duro. Duro não. Eu tava era travado. Pedra. p*u latejando igual coração de passarinho fora do peito. A cabeça do meu p*u pulsando tão forte que parecia que ia explodir dentro da bermuda enquanto eu beijava aquela boca como se eu tivesse com sede há anos, como se ela fosse a última água do deserto e eu tivesse cruzando areia quente fazia tempo demais. Quando puxei ela pros meus braços — sentei ela no meu colo, abri as pernas dela, encaixei ela em cima de mim — piorou. Muito pior. O calor do corpo dela através daquele body branco, a b***a dela pressionando minhas coxas, o cheiro do perfume dela misturado com o cheiro da pele quente. A cabeça já tava longe. Muito longe. Eu já tava pensando em arrancar aquele body dela no r***o. Enfiar a mão por dentro. Puxar pro lado. Jogar ela na cama e meter com força, com vontade, com tudo que eu tinha guardado dentro de mim. Já tava vendo ela gemendo embaixo de mim, os cabelos espalhados no travesseiro, as unhas cravadas nas minhas costas. Foi quando o celular vibrou. Eu ignorei. Vibrou de novo. Ela parou o beijo, ofegante, a boca molhada, os olhos vidrados. — Melhor você atender… — ela falou, a voz falhando. Eu puxei o telefone puto da vida. A mão tremendo de t***o, de raiva, de frustração. Quando olhei na tela: coroa. — c*****o… — resmunguei, fechando os olhos por um segundo. Ela já saiu dos meus braços na hora. Levantou rápida, ajeitou o cabelo, passou a mão no body. Saiu de cima de mim como se tivesse levado um choque. — Salva pela tia Helena. — ela falou, já andando pra trás, criando distância. — Eu preciso ir pro meu desfile… e você precisa atender. Ela não ligaria à toa. Eu respirei fundo. Passei a mão no rosto. Tentei voltar pro planeta Terra. Tentei fazer o sangue descer da cabeça de cima pra cabeça de baixo. Não funcionou muito bem. — Isso não terminou. — falei pra ela, olhando no olho, a voz grossa, firme. — Não terminou, viu? O telefone continuava vibrando na minha mão. A coroa não desistia. Ela nunca desiste. Atendi. Ligação On — Qual é, coroa? — falei já bolado, a voz saindo mais grossa do que eu queria. — Eu tava quase na linha de ataque e tu me liga agora. — Eu não acredito que você deixou de me atender por causa de b****a! — ela respondeu do outro lado, indignada, a voz dela subindo um tom. — Espero que não seja nenhuma marmita do morro. Onde é que você tá, Vulcano? Pelo amor de Deus! Eu já tô quase pronta. Quero chegar lá junto com a Jane. Ou até antes dela. Isso é promessa que eu fiz pra minha amiga! Eu fechei os olhos. Balancei a cabeça. Olhei pro lado e vi a Jane se afastando, indo pro closet, tentando se recompor. — A Jane tá muito bem. — respondi, tentando manter a voz controlada, baixa. — E pelo que eu acho… ela deve se atrasar também. Silêncio do outro lado. A coroa processando. — O que que tá acontecendo? — ela perguntou, a voz cheia de desconfiança. — Nada, coroa. — falei rápido demais. — Fica pronta aí que já já eu chego. Já já eu vou enfrentar esse pesadelo que é sair contigo pro asfalto pra ver desfile. — Pegar estrada? — ela estranhou, a voz aguda. — Coroa, aguenta aí. — falei, já sem paciência. — Já falei que eu vou com você. Então aguenta. Desliguei. Ligação Off Olhei pra Jane uma última vez. Ela já tava se ajeitando, respirando fundo, tentando voltar pro foco, tentando esquecer o que quase aconteceu. A mão dela tremia um pouco. Eu ri de canto. Um riso baixo, safado. — Isso não acabou. — repeti, apontando o dedo na direção dela. — Não acabou, viu? Saí do quarto. A porta fechou atrás de mim com um clique seco. Desci no elevador gargalhando sozinho igual maluco. O espelho do elevador me devolveu a imagem de um homem de olhos vidrados, a camisa amassada, a bermuda marcando o p*u que ainda não tinha baixado direito. Entrei na moto. Liguei. Acelerei. O vento batendo no rosto. A cabeça fervendo. O corpo ainda duro dentro da calça. O paü roçando no banco da moto a cada curva, a cada buraco, a cada acelerada. Voltei pro morro direto. Sem passar no bar. Sem passar na boca. Sem passar em lugar nenhum. Subi pra Rocinha voado, costurando carro, ignorando sinal, furando preferencial, com a mente só nela. No cheiro dela. Na pele dela. Naquela cintura fina no meio daquele corpo todo. Na boca dela. Na forma que ela segurou meu ombro quando eu puxei ela. No jeito que ela falou meu nome baixinho, ofegante, com a boca perto da minha. — Desgraçada gostosa… — resmunguei dentro do capacete, o punho fechado no guidão. — Como é que pode… Entrei em casa ainda rindo. Rindo sozinho. Rindo de nervoso. Rindo de t***o. Fechei a porta. Joguei a chave em cima do criado-mudo. Tirei a camisa jogando no chão. O cinto. A calça. A cueca. Olhei pra baixo. Ainda duro. Ainda latejando. A cabeça do meu p*u vermelha, pulsando, pedindo passagem. Eu balancei a cabeça negando, incrédulo. Um sorriso amarelo escapou. — Não é possível… — murmurei. — A mina nem sentou em mim ainda e já me deixou desse jeito. Entrei debaixo do chuveiro. Abri o registro. A água caiu quente no corpo, no peito, nas costas, nas pernas. Mas não resolvia. Porque a imagem dela não saía da minha cabeça. Ela no meu colo. Ela me beijando. Ela respirando ofegante com a boca colada na minha. Ela falando meu nome baixo. Aí já era. Encostei a testa no azulejo frio. A água escorrendo pelo rosto, pelos olhos fechados. Respirei fundo. Puxei o ar pelo nariz. Soltei pela boca. E deixei a imaginação terminar o que tinha começado no quarto dela. A cabeça dela jogada pra trás. A cintura dela na minha mão. O corpo dela em cima do meu, rebolando, gemendo, me provocando. O body dela rasgado no meio, os p****s dela pulando, os m*****s duros. — Jane… — falei baixo, rouco, a testa ainda no azulejo. A mão desceu. Fechou no paü. Começou a subir e descer. Devagar no começo. Depois mais rápido. Mais forte. Mais molhado. O som da pünheta se misturou com o barulho da água caindo. E na minha cabeça, ela tá aqui. Ajoelhada na minha frente. A boca aberta. Os olhos nos meus. — Isso… — eu gemi baixo. — Assim, desgraçada… A mão acelerou. O paü latejou. O prazer subiu pelas pernas, pela barriga, pelo peito. — Vou ter que entrar nela… — murmurei, a voz falhando. — O mais rápido possível… Continua....
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