Capítulo 3

1258 Palavras
- Katia, por que esses processos aqui valem muito mais do que os outros?.- pergunto para recepcionista do escritório, enquanto reviso algumas fixas dos documentos que preciso entregar. - Esses são processos milionários que nenhum de nossos agentes conseguiu entregar em mãos.- disse ela sem nem olhar para os nomes nos documentos. Todos os processo precisam ser entregues para o próprio destinatário, jamais para um empregado ou secretaria, pois o mesmo precisa ser assinado pelo próprio. - Se eu conseguir uma assinatura, nem que seja apenas de um desses documento, eu faço o meu salário inteiro em uma viagem só?- pergunto incrédula olhando para ela e para o papel em um e um segundo. - Se conseguir, sim!- disse ainda inerte em seus afazeres no computador. Eu não digo mais nada. Fico tão empolgada com a possibilidade de bater minha meta em pouco tempo. Tenho trabalhado dia e noite revezando do escritório e o bar para alugar meu próprio espaço ainda esse mês, mas se eu fizer dois desses documentos, já vou ter o valor que preciso, sem precisar me matar entregando mais de 10 processos em um dia. O primeiro desafio é um empresário do ramo de hotelaria. 10 hóspedes entraram com um processo contra William Castro, e o bonito não quis receber nenhuma das intimações. Como não “foi comunicado” o processo não pode andar pois ninguém “ o encontra em casa” Eu tentei de todas as formas possíveis, até paguei um menino para chamar por ele dizendo ser um parente distante, mas o homen estava atento e sabia que poderia ser uma cilada. Eu podia ter desistido, e por um tempo eu realmente desisti. Peguei mais algumas dessas fichas e nem todas foram tão difíceis e quando fui ver, a comissão da do empresário tinha aumentado 2x. Aquilo bastou para mim. Bolei um plano infalível e decidi. Aquele ia ser o dia que eu ia entregar aquela intimação. ◆◆◆ A casa onde o empresário morava era enorme, se encontrava na barra da Tijuca, porém não era em nenhum condomínio fechado, isso facilitou muito para mim. Eu passei o dia vigiando a movimentação de longe, mas era quase nula. Havia um rapaz que saiu da residência umas duas vezes. Uma para atender um moto-boy e outra para verificar algo no jardim da frente da casa. Não vi nenhuma outra pessoa, mas tinha certeza que aquele não era o senhor William Castro. Sabia que seria aquele o guarda costa, aquele que dizia que o patrão jamais estaria em casa. Já que ele não vai me deixar chegar até William, precisarei fazê-lo sair. Mais à frente, encontrei um enorme caminhão de reboque, e para a minha sorte, dois trabalhadores almoçava em um self-service na esquina. Uma ideia me ocorreu imediatamente… - Olá?- disse ao chegar perto dos dois que apenas levantaram a cabeça para me encarar.- quero oferecer a vocês um pequeno trabalho.- eu disse e vi quando os dois seguraram o riso. - Não temos interesse menina, já temos trabalho demais e agora estamos em horário de almoço.- disse um deles que tinha o cabelo desgrenhado e sotaque engraçado. - Não vou tomar muito o seu tempo, eu pagaria o almoço e mais 50 reais por 5 minuto do tempo de vocês.- quando disse isso os olhos dos dois arregalaram e eles se entre olharam. - Mais o que seria esse trabalho de 5 minutos?.- perguntou o mesmo de antes. ◆◆◆ Olhei nas fichas que eu tinha feito das propriedades e dos bens de William, e encontro um de seus carros estacionados em frente à residência. - Reboquem esse carro.- eu disse para os rapazes. Eles ficaram meio confusos mais começaram a fazer o que pedi. Logo, o mesmo homem que vi sair da residência anteriormente aparece com os olhos arregalados e com pressa. - O que estão fazendo? Parem com isso.- gritou ele ao correr em nossa direção. - O senhor é o proprietário do carro?.- perguntei o encarando seriamente. - Pertence ao meu patrão.- disse ele preocupado já do lado de fora da grade que nós separava. - Então infelizmente vou precisar reboca-lo pois o senhor não é responsável pelo automóvel.- disse com toda segurança enquanto os rapazes o moviam. - Não espera, o que está acontecendo?.- perguntou ele nervoso. - Esse carro está sendo dado como roubado, precisamos apreendê-lo.- disse sem encara-lo. - Não, esse carro e do meu patrão.- afirmou indginado. - Mas ele fez o boletim constatando o roubo?- dessa vez fiz questão de olhar para sua cara assustada. - Não, é claro que não, o carro não foi roubado, está havendo um engano.- disse ele passando a mão pelos cabelos. - Infelizmente só poderei constatar se realmente é verdade quando o proprietário me apresentar a documentação do carro e a dele próprio.- disse firme balançando a cabeça. - Está bem, só parem o que estão fazendo que eu vou chamá-lo.- disse urgente e eu fiz sinal para os rapazes esperarem. Quando o homem branco de 1,68 de altura, uma aparência cansada e um roupa impecavelmente passada retorna, vem acompanhado de um homem bem mais alto e impecavelmente vestido de um terno Armani preto. O homem calvo exalava soberba e arrogância, ele olhava para os rapazes trabalhando como se fossem lixo, e para mim como se fosse me esfaquear. - Que zona é essa aqui no meu portão?- disse ele em tom autoritário. - E o senhor quem é?- perguntei já sabendo da resposata. A olhada que ele me deu foi um raio-x tendencioso. Vi seus olhos me comerem viva entre desejo* e desprezo. Acho que minha aparência o agradava o ponto de me desejar, mas o motivo que me fazia está ali o causava repulsa. O ar que ele emanava era como se fosse um absurdo o que estávamos fazendo, como se ele fosse o intocável. - Minha querida, eu sou William Castro, essa é a minha casa, esse é o meu carro, e quero que vocês se retirem imediatamente daqui.- ele cuspiu as palavras com desdém. - Eu tenho um mandato de busca e apreensão para esse veículo por roubo, feita pelo proprietário. Não foi o senhor que fez?- perguntei com um ar inocente e vi quando seus olhos pegaram fogo. - Você está surda* ou você é apenas burra*?- Willian disse saindo para o lado de fora do portão com fúria*.- esse carro é meu bonitinha, ele foi roubado coisa nenhuma, não está vendo que está aqui em meu portão?. Eu queria xingá-lo, mas não valia gastar meu tempo com essa bobagem. Eu tinha um propósito e ia concluí-lo. - Então eu preciso que o senhor assine isso, confirmando que não fez denúncia alguma.- estiquei a folha com a intimação, e o i****a* arrancou-a da minha mão. Ele assinou o documento às pressas sem nem lê o que estava escrito e me entregou a folha com descaso. - Pronto, agora se retirem.- disse inojado. - É claro.- eu disse guardando o documento.- esse aqui é seu.- disse entregando o envelope com um sorriso satisfeito no rosto. - O que é isso?.- pegou o papel franzindo o nariz com desdém. - Essa é a intimação que o senhor acabou de assinar o recebimento. Passar bem senhor Castro, tenha um ótimo dia, e o tribunal lhe aguarda!- foi impagável vê a cara de descrente do mesmo abrindo o papel desesperado para lê, sem acreditar que teria caído no meu golpe. - Desgraçada*.- ouvi quando praguejou pelas minhas costa enquanto eu andava para longe da li.
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