CAPÍTULO 18 – O PRIMEIRO ENCONTRO À LUZ

1098 Palavras

Afonso Eu não devia estar aqui. É o que eu penso quando empurro os portões da mansão Torrance sem avisar ninguém, sem mandar mensagem, sem ligar antes. Mas desde que esse casamento absurdo apareceu na minha vida sem o meu consentimento, “dever” deixou de significar muita coisa. A casa continua a mesma, grande demais, silenciosa demais, cheia demais do gosto do meu pai em cada detalhe. Colunas, vidros, mármore. Tudo impecável, tudo calculado. Entro sem bater. O segurança já me reconhece, mas hesita por um segundo, como se soubesse que minha presença não é bem-vinda. Ignoro. O hall principal é grande, com um lustre ridículo pendurado no meio, e aquela escadaria que sempre achei exagerada. E é ali, naquele cenário teatral, que eu vejo ela pela primeira vez. Naya. Ela está para

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