Cap.3 Elisa apronta

4974 Palavras
_Princesa... medo, de quê? _Não sei, acho que as coisas estão acontecendo rápido demais. _E isso não é bom? _Não sei. Tenho medo de você desinteressar tão rápido quanto ficou interessado. _Isso não vai acontecer. Terminamos de beber a água de coco, levantei, peguei na mão dela. _Vem, vamos dar uma voltinha. Caminhamos até a areia. _Ally, nunca tive interesse em namorar nenhuma das garotas que fiquei. Era só conhecimento, curtição. Tanto da parte delas, quanto da minha. Com você é diferente. Você desperta algo em mim. Eu quero te namorar, Ally. Quero que nossos pais fiquem amigos, quero te levar pra jantar fora, sair pra dançar, ir à praia juntos, ver filme agarradinho com você. Quero tudo com você. Não tenha medo, deixa as coisas acontecerem. Falei enquanto caminhava lentamente com ela na beira da praia. O mar estava manso e o sol estava baixando. Ela ficou na minha frente, me abraçou. _Eu estou gostando de você, Miguel. _Não vou te magoar. Prometo. Fiz um carinho em seu rosto, ela me beijou tão devagar, parecia em câmera lenta, estava muito gostoso. A boca dela é deliciosa e o beijo...ah, não sei explicar. Continuamos caminhando e conversando. _Miguel, quando estávamos no restaurante, você levantou e saiu rápido, como soube que tinha alguém passando m*l? Eu sorri e pensei. "Pronto, ela vai descobrir meu segredo, como ela vai lidar com isso?" _Primeiro me responde, princesa. Qual é sua religião? _Ah, eu sou católica, só não sou de ir a igreja. Mas respeito todas as religiões e crenças. Porque? _Porque eu sou médium. _Você... peraí... você escuta ou ouve vozes... é isso? _Eu escuto. Quando eu era pequeno cheguei a ver minha mãe biológica, eu estava me adaptando com a mediunidade. Depois, ela aparecia nos meus sonhos e me falava coisas que ia acontecer e realmente acontecia. Ela, através de mim, mandava recados pra minha mãe Amanda. Depois que fui crescendo, aprendi a escutar meu guia espiritual e escuto também as almas que ja se foram, quando estão por perto falando, sinto a presença delas, mesmo quando não falam nada. Não os vejo, só sinto e escuto. _Peraí, é muita informação. Amanda não é sua mãe? _Claro que é. Só não saí do ventre dela. Mas ela me criou, me deu amor, p******o física, sentimental e espiritual. Até hoje faz. Faz muito mais do que muitas mães por aí. Ela ja foi minha mãe em outras vidas. Tenho uma ligação muito forte com ela. Se acontecer algo com ela, eu sei na hora, mesmo que estejamos longe. _Nossa Miguel. E sua mãe biológica, morreu de quê? _Ela descobriu um câncer quando estava grávida de mim. E morreu quando eu tinha 1ano. Meu pai me deixou com a minha vó materna, pra ele terminar os estudos e trabalhar em Sao Paulo, vinha me ver sempre. E quando eu estava com 5 anos ele voltou pro Rio, se envolveu com minha mãe, sonhei com ela grávida do meu pai antes de conhecê-la, e quando eu a vi pela primeira vez, me assustei, sabia que ela ia ser minha mãe. A minha mediunidade tava me mostrando oque ia acontecer. Me mostrou ela em outras vidas me parindo. E aí eu comecei a chama-la de mãe no dia seguinte. Em uma semana, eu ja estava morando com eles. Eles se casaram logo, ela engrávidou do meu pai, eu ja sabia, eles só foram saber depois. E quando os p****s dela começaram a ter leite, ela me deu de mamar, e isso fortaleceu muito nosso elo. Minha mãe é tudo pra mim. Meu pai até conseguiu mudar minha certidão colocando ela como minha mãe. Eu tenho o sobrenome dela também. Quando meus irmãos nasceram, eu estava com ela em casa, liguei pro meu tio, ele saiu do plantão no hospital, no meio de um temporal de moto, chegou todo molhado e fez o parto. Eu fui o primeiro a pegar a Luz no colo. Eu estava na cama do lado da minha mãe, o tempo todo. Meu pai chegou do trabalho na hora que o Vitório estava nascendo, depois da Luz. Foi muito emocionante. Desde ali, eu ja sabia que ia ser médico, igual meu tio. _Nossa, estou impressionada com sua história. É linda! _E você quando soube que queria fazer medicina? _Ah, desde pequena, as minhas amigas brincavam de ser mãe, de fazer comidinha, eu brincava de ser médica, sempre foi assim. Tive a certeza quando o Dani nasceu, que minha mãe vivia com ele no médico, eu estava sempre junto. _E você ja sabe que área da medicina você quer exercer? _Penso em pediatria ou anestesiologia. Mas vou ver se é isso mesmo. Estava conversando sentado na areia, abracei ela e beijei. Ally estava de joelhos, porque o vestido ficava curto quando sentava, pra não ficar de b***a na areia. _Principe, meus joelhos ja estão doendo, aqui na areia. _Senta aqui na minha perna. Ela sentou e continuamos conversando, falando das nossas faculdades. _Principe, onde é a sua faculdade? _Unigranrio na Barra. Eu queria fazer na UFRJ, mas... ja que temos condições de pagar. Não temos o direito de tirar a vaga de outros, que precisam mais. _Com certeza. Olha, o por do sol está lindo! _Está sim princesa. Eu comecei a beijar o pescoço dela, ela virou o rosto pra me beijar e aos poucos o corpo dela foi escorrengando para o meu colo, enquanto nos beijávamos. De repente, percebi que estava e******o. Ally continuou me beijando, ela não se importou de estar tão colada ao meu corpo. _Miguel... _Oi Ally. Eu estava com os olhos fechados, tentando me controlar pra não perder a cabeça, ela percebeu. _Promete que não vai sair com nenhuma outra garota? Vai me esperar? _Prometo. Ninguém me interessa, só você. Eu te espero, o tempo que for. _Você é tão lindo, sabia. Ela passava a mão no meu peitoral. Eu olhei nos olhos dela. _Você que é linda, uma princesa. Voltei a beija-la. Sentindo seu corpo com minha mão. Ela começou a passar a mão por baixo da minha blusa, me provocando com sua língua no meu lábio e deixou eu acariciar suas pernas e depois seus s***s por baixo da blusa. A praia estava vazia, não tinha ninguém próximo. _Como você vai fazer pra me esperar, principe? _Em casa, vou pensar em você, na sua boca gostosa, no seu corpo e vou me aliviar no chuveiro. Fechei os olhos e ela me beijou. Eu estava com muito tes@o. De repente, meu celular tocou, eu olhei, era a Elisa, eu atendi. >Oi Elisa >Guel que negócio é esse, de que você está namorando...? >Elisa você está louca? >Você é meu, não pode me trair. Você é meu. >Pára de loucura menina. Você ainda nem saiu das fraldas. >Guel eu sou sua, desde pequena. >Elisa eu sou seu amigo, só isso. Agora preciso desligar tchau. Desliguei, Ally ja estava ficando em pé, com uma cara chateada, ela tinha ouvido tudo. _Quem é essa Elisa? _Elisa é a afilhada da minha mãe. _Vocês ja ficaram? Ela disse que você era dela. _Não nunca. Ela é uma pirralha de 16 anos. Ela faz isso pra me irritar, deve ter ouvido alguém la em casa falar que eu tô namorando e me ligou pra perturbar. Eu estava em pé de frente pra Ally explicando pra ela. De repente ela saiu andando, eu fui atrás, segurei no braço dela. _Princesa por favor, acredita em mim. Eu juro pra você, nunca tive nada com ela, nem pretendo ter. _Miguel tem certeza, não mente pra mim. Ela pareceu ser íntima sua. _Eu juro pela minha mãe. Nunca me relacionei com meninas mais novas do que eu. Acredita em mim. Essa menina é uma pirralha. _Ta bom, vou confiar em você. Mas agora vamos embora, ja está anoitecendo. Preciso dar uma lida numa matéria. Amanhã, eu tenho uma prova. Hoje não estudei nada. _Ta, vamos, eu te levo. Peguei na mão dela, puxei ela para um abraço e pedi desculpas pelo ocorrido. Ela me beijou. Eu fiz um carinho no rosto dela e logo fomos pro carro. Meu celular tocou de novo, era Elisa, eu atendi no painel do carro pra Ally ouvir. >Oque você quer Elisa? >Quero você. >Elisa, não enche minha paciência. Desliguei. Liguei pra minha mãe. >Filho, ta tudo bem? Onde você está? >Estou dirigindo mãe, levando a Ally pra casa. >Oque aconteceu? Parece nervoso. >Mãe eu estava na praia com a Ally e a Elisa começou a me ligar falando um monte de loucuras, dizendo que ta sabendo que eu tô namorando, que não posso fazer isso com ela, que eu sou dela. Essa pirralha está louca. >Calma filho. Eu vou conversar com ela. >Não mãe, não fala nada. Eu vou falar com tia Melissa, chega. A Elisa passou dos limites, não vou aceitar que ela faça provocações pra que Ally desconfie de mim. Isso não é brincadeira. >Calma filho. Você ta dirigindo e a Ally está aí? >Sim, está aqui. >Então filho, deixa a Ally em casa com segurança, por favor. Não coloca a vida de vocês em risco. A Ally é inteligente e madura, ela vai entender que a Elisa, é uma adolescente irresponsável e imatura. >Mãe se essa pirralha me ligar de novo, eu vou falar tudo com tio Bruno das coisas que ela andou aprontando. E você sabe muito bem do que estou falando. >Vem pra casa, pra gente conversar, dirige devagar por favor. Meu coração está descompensado. >Ta bom mãe, vou desligar, logo tô chegando aí. >Te amo filho. Ally desculpa querida, não deixa Elisa te afetar. Beijo. Desliguei a ligação no painel do carro. _Desculpa Ally. Essa pirralha vai me pagar. _Fica calmo príncipe, eu confio em você. Eu peguei na mão dela e dei um beijo, agradecendo. Deixei Ally em frente ao prédio dela, nos despedimos com um beijo longo e carinhoso. Cheguei em casa e ja fui falando pra minha mãe chamar tia Melissa. _Calma filho. Vamos conversar. _Desculpa mãe. Não tem conversa. Se você não chamar ela aqui, eu vou descer no apartamento dela agora. Meu pai olhou pra mim, pra minha mãe, abriu os braços demonstrando que não tinha jeito. Minha mãe interfonou pra ela. _Mel, você pode dar um pulo aqui, agora. _Claro amiga, ja subo. Tia Melissa entrou no nosso apartamento, deu um beijo na minha mãe e no meu pai, quando olhou pra mim, viu que eu estava sério. Me deu um beijo e perguntou: _Oque houve? Tem alguém doente? _Não madrinha. Não é nenhum aviso espiritual. _Oque foi então? Falou com calma. _Elisa. _Oque tem Elisa? Oque ela fez, dessa vez? _Eu estava com minha namorada passeando, você ja deve saber que eu estou namorando... _Sim, fiquei sabendo, a Luz foi lá em casa entregar o livro da Elisa e me falou. _Então tia, a Elisa me ligou e falou um monte de loucuras, disse que eu tava traindo ela, que eu não podia fazer isso, minha namorada escutou tudo, eu falei pra ela parar, disse que era amigo dela e desliguei, ela ligou de novo perguntei oque ela queria com isso, ela disse que me queria, ela acha que eu pertenço a ela. Tia, nunca me atrevi com Elisa, sempre fomos amigos. Tenho maior respeito e cuidado pra não magoar ela, mas ela passou dos limites. Minha namorada ficou achando que eu sou um galinha mentiroso. Ja passou da hora da Elisa parar de brincadeira, parar de ficar dizendo que somos namorado pra todo mundo. Eu não sou mais adolescente. E ela me ligou 2 vezes, sabia muito bem oque estava fazendo, sabia que minha namorada tava do meu lado. _Desculpa Miguel. Você está certo. Ela está passando dos limites com essa brincadeira. Eu vou conversar com o Bruno amanhã e vamos dar um corretivo nela. _Tia desculpe, mas se a senhora não falar com tio Bruno, eu falo. Só te chamei aqui, porque você conhece sua filha muito bem. Ela leva tudo na brincadeira, mas isso é sério. E ja ta na hora do tio Bruno saber oque ela apronta. _Ok, dessa vez não vou passar pano pra ela. Bruno vai saber de tudo e vai ser rigido com ela. Desculpa meu afilhado. _Obrigado madrinha. Não queria te aborrecer. Mas a Elisa precisa ter limites. Senão, ela vai aparecer com um problema muito maior. _Com certeza. Pedi licença pros meus pais e fui pro meu quarto. Sei que coloquei tia Melissa na parede, porque ela não queria contar pro tio Bruno as loucuras que a Elisa faz. Outro dia, Elisa me agarrou na sauna da casa de praia de Angra. Ela ja até, invadiu o meu quarto do chalé de Angra, enquanto eu estava dormindo, tirou a roupa e se enfiou debaixo da coberta comigo. Acordei com ela passando a mão no meu corpo, tive que colocar ela pra fora do quarto, pedi pra minha mãe falar com tia Melissa, antes que alguém achasse que eu estava fazendo alguma coisa com ela. Tia Melissa brigou com ela, mas não contou pro tio Bruno, pra ele não pegar pesado com ela. Mas Elisa não muda. Continua aprontando, se divertindo com as loucuras. A Luz me contou em segredo outro dia, que ouviu Elisa no telefone conversando com um garoto da escola, falando um monte de p*****a, disse até que queria m***r aula de novo pra encontrar com o garoto, pra dar pra ele de novo. Eu e a Luz ficamos assustados, então pedi pra Luz fingir que não ouviu nada. Isso não é problema nosso, se falássemos, ela poderia desmentir. A Luz ficou me perguntando oque ela queria dar, e eu tive que explicar com muito jeito e que esse termo era muito chulo e que essas palavras não deveriam ser usadas por uma menina. Fora que, suspeitar que ela ja tenha perdido a virgindade com 16 anos e sendo sem juízo do jeito que ela é... é preocupante. Imagina se tia Melissa e tio Bruno souberem disso. Não quero nem me meter. Só espero que Elisa não me complique, tenha juízo, maturidade e pare com essas brincadeiras. A semana passou, só estive com a Ally na quarta no começo da noite, quando saí do meu estágio e fui direto pro shopping pegar ela saindo do trabalho, no salão. Lanchamos no shopping, ficamos namorando um pouco. E depois deixei ela em casa. Nos outros dias, só nos falamos por mensagens escritas e por video, na hora de dormir. Hoje, sexta à noite vamos numa casa show, assistir uma amiga dela cantar. Eu não conheço, mas ela diz que a amiga canta bem. Pra mim, não importa, só quero estar ao lado da minha princesa cheirosa. Peguei ela no trabalho, depois fomos pro prédio dela, esperei ela tomar um banho e se arrumar, eu ja tinha passado em casa, pois consegui sair mais cedo do estágio. Os pais dela me receberam muito bem. A mãe dela trabalha no salão na parte da manhã, à tarde é sempre a tia da Ally. A Cristina fica o resto da tarde com o Daniel, leva ele na fonoaudióloga, psicóloga, natação e outras atividades, para o desenvolvimento dele. E o pai dela acompanha quando está de folga. Fiquei conversando na sala com seu Pedro e brincando com o Daniel, enquanto a Ally se arrumava. _Miguel, vocês vão sair pra dançar? _Vamos numa casa de show no flamengo, eu não conheço, mas a Ally disse que ja foi lá, ver a Silvia cantar. _Ah sim, a Silvinha. Ja fui uma vez com a Ally, a Cristina não pode ir. Mas gostei muito, é um ambiente muito aconchegante e tranquilo. _O senhor quer ir com a gente? _Não meu filho, que isso. Só queria saber mesmo onde vocês vão. Não estou aqui pra proibir ela de nada, só quero que ela esteja em boas companhias e em lugares com segurança. Apesar de que não estamos totalmente seguros em lugar nenhum, não é? _É verdade. Mas não se preocupe, o chefe da segurança do meu pai vai estar lá com a esposa dele. Ele sempre me acompanha quando não conheço o lugar. É como se fosse um tio pra mim. E a esposa dele foi babá dos meus irmãos, ela é muito amiga da minha mãe. É como se fossem da família. _Que bom, fico mais tranquilo. Daqui à dois dias vou embarcar. Cuida da minha filha. Não deixa ela beber. Volto em 15 dias. _Pode deixar seu Pedro. Eu também não sou de beber. _Eu ja sei, seu pai me falou. Escutei quando a Ally chamou o pai dela do quarto, ele me pediu licença e saiu pra ver oque ela queria. Fiquei brincando com o Daniel na sala, ele sentado no sofá do meu lado, brincando com os carrinhos. Ele é um menino muito bonito, inteligente, se limita por causa do autismo, mas comigo foi diferente, me aceitou numa boa. Cristina estava na cozinha terminando o jantar, me chamou pra experimentar o bobó de camarão, que ela estava fazendo. Eles são tão tranquilos, e me tratam como se eu frequentasse a casa deles à muito tempo. Quando vi o bobó na tigelinha que ela me deu, só lembrei da mamãe, ela adora. Fiquei em pé do lado da bancada com a tigelinha na mão, assoprando a colher. Cristina ficou olhando. _Então, me diz se está bom de sal. Eu ja experimentei tantas vezes, que perdi o paladar, preciso saber se tenho que colocar mais. _Nossa Cristina, tá uma delícia! O melhor bobó que ja comi. E olha que minha mãe encomenda sempre uns pratos de um restaurante de frutos do mar, e o bobó e muito bom. Mas esse aqui superou. _Sério, então não precisa de sal? _Não, ta ótimo. _Então sua família gosta de bobó? _Todos nós lá em casa, gostamos de frutos do mar. E eu gosto de tudo com camarão, sempre encomendamos paella, moqueca, bobó, peixe com pirão de um restaurante conhecido. _Que bom, frutos do mar é muito saudavel. Uma hora vou chamar sua familia pra vir jantar aqui, vou fazer um salmão que eles não vão esquecer. Só não temos um apartamento chique, mas eu gosto de cozinhar com prazer, quando tenho tempo. _Aposto que meus pais vão adorar qualquer prato que você fizer. Posso te chamar de você né? _Claro que pode. _Ei, vocês vão ficar aí conversando a noite toda? Ally apareceu toda arrumada na sala de jantar. _Princesa, você ta linda! _Ah obrigada, principe. A mãe dela ficou rindo da gente. Me aproximei da Ally e dei um selinho. _Uhn que cheiro bom! Você ta comendo o bobó que minha mãe fez. _Só experimentei e está uma delícia. _Poxa mãe! _Eu sei que você também gosta filha, porque vocês não sentam e comem só um pratinho, depois vocês saem. Ally olhou pra mim. Eu topei na mesma hora. E ela ficou rindo. Imediatamente sentamos todos à mesa. Comemos só um pratinho, nos despedimos e fomos pra casa de show, lá encontramos tio Reynaldo e tia Josi. Eles estavam lindos, sentamos na mesma mesa e eles adoraram a Ally. _Adorei a Josi e o Reynaldo são tão simpaticos e alegres. Ally falou no meu ouvido enquanto a gente ouvia a Silvinha cantar. Tio Reynaldo levou tia Josi para dançar no salão onde haviam alguns casais dançando agarradinhos. Aproveitei pra dar uns beijos na minha princesa que estava linda com um vestido tubinho preto com brilho no decote em V, estava de sandalia de salto preta e muito cheirosa. Cada vez eu fico mais apaixonado por ela e pela família dela. Teve um momento que ela foi no banheiro e eu fiquei observando um homem olhando ela passar, depois ele levantou e foi para o corredor onde ficavam as portas dos banheiros, levantei e fui atrás, fiquei um pouco distante observando, ele esperando perto da porta. Meu tio Rey apareceu e me mandou voltar pra mesa. _Não tio, vou esperar a Ally. _Volta pra mesa, tô mandando. Eu vou pegar esse cara e quero você longe daqui da porta. _Pode pegar, mas vou esperar ela sair. _Ok. Só não encosta nele e nem fala nada. Deixa comigo. Quando Ally saiu do banheiro, o cara ficou na frente dela fechando a passagem, tentando segurar na mão dela e falando sei la oquê. Tio Reynaldo só tocou no ombro dele e pediu pra ele se afastar dela. O cara tentou agarrar a Ally de repente e meu tio fechou as mãos os ouvidos dele. Bateu uma mão de cada lado da cabeça, ele caiu no chão na hora. Meu tio costuma chamar isso de telefone. Peguei na mão da Ally e voltei com ela pra mesa. Tia Josi percebeu que a Ally estava assustada, chamou o garçon, pediu uma água e disse: _Fica tranquila querida, vai ficar tudo bem. Fiquei abraçado com ela e perguntei se o homem tinha a machucado. _Não, só me assustei. Logo tio Reynaldo voltou pra mesa, pediu uma vodka pro garçon e uma porção de aipim com carne de sol, me deu muita vontade de rir. _Nossa, que fome, vocês não estão com fome? Tia Josi olhou pra ele rindo e disse: _Você não tem jeito Rey. O resto da noite foi tranquila e animada, dancei agarradinho com a Ally. Senti o corpo dela colado ao meu, nossos corpos ficaram quente, fiquei e******o várias vezes. Desconfiei que ela colava seu corpo no meu de propósito, cada vez que eu ficava mais duro, e me dava uns beijos de enlouquecer. Acariciei as costas dela, o pescoço. Ela só me provocava, eu respirava fundo, controlando à vontade de tê-la. Oque eu sentia por ela não era só t***o, era carinho e respeito. Saímos da casa de show quase 2hs da manhã, deixamos a Silvinha em casa, um quarteirão antes do prédio da Ally. Dentro do carro, Ally se despediu de mim com um beijo de enlouquecer, ela ainda me provocava de propósito, abriu os botões da minha camisa, exalou meu peito e passou a mão no meu peitoral com uma carinha de desejo, ela estava tão ousada e tudo sem beber nada. Logo ela desceu, porque meu tio Reynaldo estava com o carro dele, atrás de mim. Ela soltou um beijo e entrou no prédio, eu dirigi pra casa, seguido por tio Reynaldo. O prédio dele é três quarteirões depois do nosso. Em casa, entrei no banho, o cheiro da Ally estava em toda parte do meu corpo e eu precisei me aliviar. Quando deitei pra dormir, mandei mensagem pra ela avisando que tinha chegado em casa bem e que ja estava morrendo de saudades. Ela me surpreendeu com uma resposta mais ousada. > Eu também, príncipe. Com tanta saudades, que meu corpo ta pegando fogo. >Princesa, toma um banho pra refrescar. >Ja tomei. Não refrescou. E agora não consigo dormir. >Princesa você me deixou louco com seus beijos e seu toque. Você estava muito ousada, me deixou cheio de vont@de. >Oque você fez pra aliviar sua vontade? >Tomei um banho e me aliviei pensando em você. Você também ficou com vontade? >Muita. Ainda estou. >Princesa, se tiver sozinha no quarto, tranca a porta e faz um carinho nela, fecha os olhos, pensa em dois dançando coladinho, assim que você se aliviar, logo você vai dormir. E quando acordar de manhã, me manda mensagem pra gente poder ir na praia. >Vou trancar. E tentar me aliviar, amanhã nos falamos. Beijo meu príncipe. Fui dormir pensando no que ela estava fazendo. E o melhor, pensando em mim. Amanheceu, acordei as 8hs, ela ainda não tinha mandado mensagem, fui tomar café da manhã e meu pai tava no telefone combinando com tio Luís de ir pra Angra na próxima semana. Depois meu pai veio falar comigo e me deu um beijo. _E aí como foi a noite? _Divertida. A Ally adorou tio Rey e tia Josi. Acredita que ele deu um telefone num cara, que tentou agarrar a Ally na porta do banheiro. _Acredito. O Rey é o melhor. _Com certeza! _Filho, semana que vem, vamos todos pra Angra, chama a familia da Ally. Vou reservar um chalé pra eles. _Ok pai. O seu Pedro não vai poder ir, ele vai embarcar na plataforma em 2 dias. Mas a Cristina deve ir com o Dani, vou falar com elas. Ontem, eles me receberam muito bem na casa deles. A Cristina fez um bobó de camarão e me chamou pra experimentar, delicioso. Ela disse que vai fazer depois e chamar vocês pra irem lá comer. _Uhn muito bom, é só chamar que eu vou. _Pai cadê meus irmãos? _Luz e Vitório sairam cedo, foram pra uma festa de churrasco lá no condomínio onde seu tio mora, seus primos todos estão lá, é aniversário da Alice, uma amiga deles da escola. _Uhn que maneiro, vou sumir também, pra você e a mamãe ficarem à sós. _Obrigado filho e pra onde você vai? _Vou à praia com a Ally. Almoçamos num restaurante e depois eu vou ver ainda. Mas não se preocupe, só volto à noite. Pode namorar minha mãe à vontade. _Te amo, você é demais filho. Ja acionou o seu segurança de hoje? _Ainda não. Vou fazer isso agora. Terminei de comer e guardei tudo na geladeira, tirei toda louça da mesa, coloquei na lava louças, limpei a mesa e fui pra sala ver tv. Sempre limpo tudo, quando sou o último a comer. A Luz e o Vick sempre me ajudam. Nossa mãe sempre nos ensinou sermos unidos e ajudar em casa, mesmo tendo alguém que cuida da casa, devemos manter tudo organizado. _Filho, quando sua mãe chegar avisa que subi, vou fazer esteira e ficar na hidro. _Ok, aviso sim. Minha mãe chegou me deu um beijo. _Bom dia filhote. Deixei seus irmãos na casa da Alice. Coitada da mãe dela, ta uma criançada lá pro churrasco. _Bom dia! Meu pai me falou. Mãe você ta linda, adorei o corte de cabelo. _Cortei com a Cristina, no salão dela. Também adorei. Nossa, ta um calor hoje, deu até vontade de ir na praia. _Porque não vai? Aproveita que você e o papai estão de folga dos filhos, hoje. Daqui à pouco vou pegar a Ally, e vamos à praia também. _Ok e cadê seu pai? _Ele foi pra hidro, disse que ia te esperar lá peladão. _Bobo, seu pai jamais falaria isso pra você. _Pode até não falar, mas ele pensa, que eu sei. _Miguelll! _Ta bom mãe, ja tô saindo. _Você ta ficando muito sem vergonha e safadinho, vai devagar. _Pode deixar, tô muito devagar. Fui pro meu quarto, arrumei umas roupas, tênis, coloquei numa mochila. Vesti uma sunga e bermuda de praia, camiseta, calçei um chinelo e saí. _Mãaae, ja tô indo. _Filho, vem cá. Amarra meu biquini pra mim. Ela me chamou do quarto. _Ualll que linda! Papai vai ficar doido, esse biquini é novo? _É, nova coleção. Acabei de lançar está vendendo muito. _Pronto. Amarrado. Tem algum aí pra eu levar pra Ally? _Tem vários. Pega lá no escritório, escolhe oque você quiser, o tamanho dela deve ser M. _Obrigado mãe. Você é demais. Te amo infinitamente. _Eu também filho. Tenho tanta saudade de você pequeno, você não desgrudava de mim. _Cresci, né mamãe. _É meu filho. Agora vai meu lindo. Quero ficar sozinha com seu pai. _Eu sei, ja tô indo. _Não esquece de pegar alguns biquinis pra Ally, se não der nela, pede pra ela guardar pra trocar comigo. Tenho vários tamanhos e modelos novos aí no escritório. _Ta, vou pegar. Escolhi alguns biquinis e fui pra casa da Ally. Ela ja tinha me mandado mensagem. Cheguei, o pai dela me recebeu e o Daniel veio todo devagar, pra eu abraçar ele. Ele não é muito de abraçar, mas adora que a gente abrace ele. Levei um kit de carrinhos miniatura pra ele. Me agradeceu e foi brincar. Seu Pedro também me agradeceu. _Ally, filha, o Miguel chegou. _Ja to indo pai. _Seu Pedro, no final de semana que vem, minha familia vai pra nossa casa de praia em Angra. Meu pai pediu pra eu convidar vocês, lá pra nossa casa. Sei que vai embarcar. Será que a Cristina aceita ir com o Dani e a Ally. Podemos ir de helicóptero com meu pai, ou então eu posso leva-las de carro. _Nossa, elas vão adorar. A Cristina e o Dani adoram praia. Ele só não aguenta muito sol. _Temos uma praia particular na casa, temos vários chalés, dá pra acomodar vários amigos. _Ok, da próxima vez eu vou. _Oi principe, bom dia! _Bom dia princesa. Eu trouxe uns biquinis pra você, da coleção nova que minha mãe lançou. Se não der em você, eu levo pra trocar. _Nossa, que lindas as estampas. É meu tamanho certinho. Acho que vou vestir um. E foi pro quarto. Cristina veio na sala com o celular na mão, me cumprimentou, me deu um beijo e falou que estava resolvendo um probleminha no salão. Logo, Ally voltou com uma saída de praia e bolsa. _Vamos, tô pronta. _Vamos. Ela se despediu dos pais, eu dei um beijo no Daniel e dei um abraço no seu Pedro. _Filha, nós vamos almoçar na casa da madrinha do Daniel. Se vocês, quiserem... passa lá. _Não sei pai, qualquer coisa te aviso, senão eu almoço na rua. _Ta bom divirtam-se. Descemos no elevador, nos beijando. _Dormiu bem princesa? _Dormi. _Demorou pra pegar no sono? _Não, depois que relaxei, dormi rápido. _Foi bom? _Foi, só faltou você. Sorrimos um pro outro, ela estava com aquela carinha de sapeca de novo. Chegamos na praia, estava cheia, cumprimentei meu segurança que estava me esperando no quiosque e fomos pra areia. Aluguei três cadeiras, um guarda sol e sentamos juntos, conversando. Ally começou à tirar a saída de praia. Fiquei admirado como ela é perfeita de corpo e suspirei.
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