Cap.2 Ally passeio

5000 Palavras
Fiquei olhando nos olhos dela por alguns segundos sem conseguir falar nada. Ela sorriu. Ally tinha um sorriso lindo, um jeito meigo, uma boca carnuda de enlouquecer os pensamentos. Me senti totalmente rendido. Até que perguntei a idade dela. _Tenho 19 e você? _Tenho 20. Continuamos nos olhando, até que ela perguntou se eu estava gostando do que estava vendo. Fiquei sem graça, embora ela fosse meiga, ela foi direta. Sorri e disse que sim. Ela segurou no meu rosto e me deu um beijo na boca, o beijo era delicioso, molhado, suave, intenso, com sabor de gloss de morango. Envolvi meus braços em volta dela, segurei sua nuca e aprofundei o beijo, trazendo o corpo dela pra perto do meu. Depois que paramos pra respirar, ficamos em silêncio, acariciei seu rosto e perguntei onde ela estudava. Ela deu uma olhada no celular, guardou na bolsa e disse que estava no ínicio do terceiro período de medicina na UFRJ. Eu sorri e pensei: "É inteligente" _Também faço medicina. _Sério? _Sério, mas estou no nono período. _Ahnn como assim? Falou assustada. _Entrei na faculdade com 16. E agora estou fazendo 2 semestres ao mesmo tempo. _Como consegue? _Estudo muito. _Nossa! Você é um nerd! Ela falou e sorriu. A boca dela ficou brilhando, e era linda, eu não resisti e dessa vez eu tomei a iniciativa de beija-la. Segurei atrás da cabeça dela e colamos nossa boca, sua língua aprofundou na minha boca, deslizando num ritmo gostoso, fiquei louco, meu coração disparou. Paramos o beijo e ela me abraçou e suspirou no meu ouvido. Fiquei fazendo carinho nos cabelos dela e eu disse que ela era linda. Ela ficou vermelha e me pediu água. Nos levantamos do sofá e fomos até a cozinha, segurei na ponta dos dedos da mão dela e caminhamos até lá. Nesse momento, escutei uma voz me dizer duas vezes. ((Vai se apaixonar, é ela)) Era meu guia me dizendo que era a menina ideal pra namorar. Eu nunca tinha namorado ninguém, só ficava. E senti um arrepio quando escutei aquela voz. Entreguei um copo de água pra ela. Ela bebeu a água e me beijou gostoso de novo, me encostei no balcão da cozinha, abri as pernas e abracei ela perto do meu corpo, continuei beijando-a suavemente sem ser abusado. Mas nossos corpos estavam tão colados, que ela sentiu quando fiquei e******o. Ela se afastou um pouco, ainda abraçada e respirou fundo no meu ouvido. Eu colei minha testa na dela, percebi seu nervosismo, ela respirava fundo, quase ofegante. _Desculpa. Seu beijo é muito bom. Você ta bem? Eu perguntei _Sim. Ela falou meiga e encaixou seu rosto no meu pescoço. "Se fosse outra garota, eu chamava ela pro meu flat." Pensei. E escutei de novo uma voz me dizendo: ((ela é uma garota pra namorar)) _Quer sair comigo amanhã? Perguntei logo _Onde? _Onde você quiser, na praia, no cristo, no cinema, quem sabe um passeio no bondinho. _Eu topo, nunca fui no bondinho. Ela falou com um sorriso enorme. Dei um selinho nela. E senti que estávamos começando algo sério. _Que horas você prefere? _Cedo, 10hs, pode ser? Ela falou empolgada. _Ok, anota meu contato. E a gente combina onde eu te pego. _Ta bom. Assim que adicionou meu contato, recebeu uma mensagem do seu pai. E ela avisou que ele, estava quase chegando pra busca-la. _Você mora aqui perto? _Não. Eu moro lá na Tijuca. _E seu pai veio de lá pra te buscar? _Na verdade, ele me trouxe aqui e foi dar uma volta no shopping com minha mãe. Agora está vindo me buscar. _Entendi. Vou descer com você, pra não ficar esperando sozinha. Ela fez uma carinha triste. Mas eu abracei ela e dei outro beijo bem gostoso. Ouvi o barulho da trava da porta da sala se abrindo, era minha mãe chegando com meu irmão. Segurei na mão da Ally e voltamos para a sala. _Mãe vou levar Ally na portaria, o pai dela está vindo busca-la. _Ah que pena, ja vai? _Sim, dona Amanda. Ja anoiteceu. Agradeço pelo lanche e por me receber na sua casa. _Foi um prazer, e não me chame de dona. Só de Amanda. _Ta bem, então Amanda. Diz ao sr Lucas, que se precisar de mim, pra fazer algum depoimento estou à disposição. Ela deu dois beijos na minha mãe e cumprimentou meu irmão com um "oi". _Ok querida, muito obrigado de novo, você foi um anjo com meu Miguel. _De nada, boa noite! Ally sorriu tímida e olhou pra mim. Caminhamos até porta e descemos o elevador nos beijando, quando chegamos na portaria nos abraçamos, o cabelo dela estava tão cheiroso, que não deu vontade de soltar ela do meu abraço. Mas o porteiro estava ali perto, então disfarcei. _Ally, eu não tenho seu contato. _Mas eu tenho o seu. _Sim, Claro. Ela pegou o celular dela e me mandou um "oi" no zap pra eu salvar o contato dela. Dei mais um beijo nela e logo o pai dela encostou o carro em frente ao prédio, acompanhei ela até o carro, cumprimentei os pais dela com um "boa noite", e eles me cumprimentaram educados. Entrei em casa com meu coração acelerado. Não sei oque deu em mim. Peguei meu celular no sofá e fui direto pro meu quarto. Respondi a mensagem dela no zap. >> Oi Ally. Está tudo certo para o passeio no pão de açúcar amanhã? Se quiser, te pego em casa. Ela só me respondeu 1h depois. _Sim, pode ser. Eu te passo a localização amanhã cedo. Nossa, eu estava tão ansioso, parecia a minha primeira vez. Tomei meu banho, depois minha mãe me chamou pra jantar. Quando sentei à mesa, vi meu pai me observando. Jantamos todos e minha irmã comentou que a Ally era muito bonita. Acho que meu pai ficou observando meu sorriso. E perguntou se alguém tinha planos para o domingo. Meu irmão falou que queria andar de skate com os colegas. E a Luz queria ir na casa de uma amiga. _E você meu filho. Minha mãe me perguntou. _Eu vou no pão de açúcar com a Ally dar um passeio. _Uall que passeio irressístivel e romântico. Minha mãe falou. _Ah mãe, eu também quero ir. Luz falou _Se vocês forem, eu também vou. Vitório também quis ir. E meu pai logo emendou. _Oque você acha minha deusa? _Acho que isso está me parecendo muito romântico, melhor deixar o Miguel ficar à vontade com a Ally e nós iremos outro dia. _Que isso mãe, pai, podem ir. Não vão atrapalhar. Só não vou ficar colado com vocês o tempo todo. Eu respondi _Ok então. Iremos todos. Meu pai disse. Terminei meu jantar e fui pro meu quarto procurar a Ally nas redes sociais. Achei ela, várias fotos em família, na escola no ensino médio, foto com um garotinho pequeno, parecia irmão, e outra foto chorando, fotos com várias amigas. Algumas fotos ela no salão de cabelereiro, fazendo uma propaganda. Achei engraçado ela postar fazendo unhas e cabelo. Não postou foto com nenhum garoto ou rapaz. Resolvi mandar um zap pra ela. >> Boa noite princesa Ally >> Estou ansioso que chegue amanhã, pra te ver de novo Ela ficou online na hora e logo respondeu: >> Boa noite principe Miguel >> Também estou ansiosa Meu coração disparou. Ela mexe comigo. Enviei um coraçãozinho pra ela. E ela me enviou outro de volta. Saí do online, mas depois resolvi voltar e escrevi pra ela, que fiquei surpreso com beijo dela na sala. Ela me perguntou : >> Porque surpreso? > Eu não esperava nosso primeiro beijo aqui >> Primeiro beijo? Achei estranho quando ela colocou uma interrogação e coloquei uma interrogação pra ela também >> ? Ela demorou um pouquinho e disse >> Não foi nosso primeiro beijo Me surpreendi com oque ela disse e resolvi mandar um audio >Ally estou confuso, onde foi nosso primeiro beijo? Vi ela digitando... >>Você não lembra? >>Desculpe, não lembro Ela ficou em silêncio. Será que ficou triste. Fiquei pensando. >>Ally por favor, me perdoa Fiquei esperando ela responder e nada. Cinco minutos depois liguei pra ela de video. Ela demorou a atender e quando atendeu estava com os olhos e rosto vermelho. _Ally... princesa, você ta chorando? _Miguel... desculpe. Eu cometi um erro. _Que erro, princesa? _Nos beijamos no carro, pensei que você estivesse acordado. Ela deixou uma lágrima cair. _Nos beijamos no carro? _Sim. Mas eu juro que eu não quiz me aproveitar daquela situação. Eu achei que você... eu pensei que você se lembrasse. _Ally, me desculpe, eu realmente não me lembro. Sinto muito por isso. Mas de modo algum vou pensar que você se aproveitou daquela situação. Seria mais óbvio, eu tentar me aproveitar de você. _Miguel eu fui uma tola, você estava vulneravel, não estava em condições de decidir nada naquele momento. Eu deveria ter evitado aquele beijo. _Princesa como foi o beijo? Oque foi que eu falei? Eu tentei mais alguma coisa com você? Eu te forcei o beijo? _Não forçou nada. Você falou que estava doido pra me beijar e me beijou. Eu adorei, você foi muito carinhoso, respeitador. Depois falou que minha boca era muito gostosa, encostou a cabeça na poltrona e dormiu. Você não me forçou nada. Mas agora, acho que cometi um crime. _Ally pára. Princesa, eu daria tudo pra me lembrar do nosso beijo. Eu lembro que estava no carro e peguei meu celular, liguei pra minha mãe, e apaguei. Não lembro nem como entrei no carro. Deve ter sido o efeito da d***a que deram. Mas não entra nesse mérito de crime. Por favor, o beijo de hoje, foi muito importante. E eu quero repetir. Quero te conhecer melhor. E acho que você também quer. _Principe... se teu pai souber que te beijei e você não lembra, ele vai achar que me aproveitei da sua vulnerabilidade, e isso é crime. _Ally, se você continuar chorando, eu vou aí. _Não principe. _Princesa esquece isso. Eu e você queríamos nos beijar desde o momento que estávamos nos paquerando na boate. Ou você não me queria? _Queria, muito. _Então princesa. Vai lavar seu rostinho e vai dormir. Porque amanhã eu quero você descansada, pra podermos passear e almoçar juntos. Ta bom? _Ta bom. beijo principe. _Beijo princesa. Desliguei e deitei na cama pra dormir, pensando nela chorando. Minha mãe bateu na porta do quarto e entrou. _Filho, eu tava querendo falar com você, mas escutei sua voz, estava numa ligação? _Sim mãe. _Ta tudo bem? _Sim. _Você ta interessado na Ally, eu percebi. _Sim, nos beijamos hoje, na sala e na cozinha, quando fui buscar água pra ela. _Se você quiser ir pro flat amanhã, eu invento uma desculpa pros seus irmãos, eu falo que você não vai no pão de açúcar por outro motivo. _Não mãe. Eu não vou no flat com ela. Não tem nada a ver com s**o, eu quero namorar ela. _Desculpa filho. Você ta gostando sério dela, então? _Sim. Tô gostando. Ela mexe comigo. É delicada, inteligente e o beijo dela foi o melhor que ja experimentei. _Que bom filho. Então, vou te dar um conselho. Relacionamento sério, requer dedicação, fidelidade e verdade. Digo isso, porque logo você vai precisar falar com ela sobre o flat, que você usa pra ter sua privacidade. Explica direitinho que você não sai por aí pegando todas, E que o flat é só pra você não despertar a curiosidade dos seus irmãos em casa, se você deixar pra falar bem depois, ela pode se sentir enganada. Então, explica pra ela que você tem o flat, mas que só vai voltar lá, com ela e no momento certo, na hora certa. Isso é o certo a se fazer, pra não magoa-la. _Vou pedir ela em namoro e depois eu conto tudo pra ela. _Fico feliz por você ter encontrado uma garota tão doce. Gostei dela. No dia seguinte acordei ansioso para o passeio e para beijar Ally. Minha família e eu, tomamos café da manhã juntos. Depois, fui no meu banheiro escovei os dentes e a língua, voltei no quarto pra buscar meu celular e as chaves do carro e Luz estava atrás de mim o tempo todo. _Guel você não vai no carro com a gente? _Não Luz, eu vou no meu carro porque vou passar na casa da Ally pra pegar ela. _Mas... Guel, você ta namorando ela? _Quase. Vou pedir em namoro hoje. _Guel espera, deixa eu perguntar. _Fala maninha. _Você ta gostando dela, Guel? _Estou. _Guel e a Elisa? _Luz, eu não tenho nada com a Elisa. Ela é engraçada, alegre, mais é irresponsavel e maluquinha demais. Tenho carinho por ela, e só. _Guel ela gosta de você, eu achei que você gostasse dela. _Luz, eu gosto. Mas como amigo. E olha, você com 15 anos é mais sensata do que ela, que tem 17. Eu gosto de garotas mais maduras e inteligentes. Elisa é sem assunto pra mim, parece criança. Entende? _Entendi. _Maninha, você ta preocupada com Elisa ou ta com ciúmes do seu irmão aqui? _Os dois. _Ei, não vou deixar de ser seu irmão nunca. Eu te amo! E a Ally é muito legal, você vai gostar dela. Nos abraçamos e meu pai nos chamou pra descer, porque a mamãe ja estava pronta pra sair. _Pai, vou no meu carro, vou pegar a Ally. _Ta bom filho, quer que eu te siga? Ou a gente se encontra lá? _Nos encontramos lá. Pegamos o elevador, meus pais me deram um beijo e meus irmãos também. Eu enviei uma mensagem pra Ally, avisando que estava saindo e abri o aplicativo na localização que ela tinha me enviado, logo cedo. Peguei meu carro e saí ansioso, ouvindo música. Cheguei na frente do prédio, ela estava lá, com o pai dela. Meu coração disparou vendo ela. O pai dela fez sinal, pra eu encostar numa vaga de visitantes. Estacionei, desci do carro e o-cumprimentei. _Bom dia senhor! Sou Miguel. Apertei a mão dele. _Bom dia, eu sou Pedro, como vai? _Vou bem e o senhor? De repente, vejo o carro do meu pai estacionando do lado do meu. Ele me seguiu. Meus pais desceram do carro. _Algum problema? O pai dela perguntou _Não senhor, são meus pais. Eles também vão passear no pão de açúcar. Vejo meus pais vindo cumprimentar o pai da Ally. Aproveitei pra segurar na mão da Ally e dar um abraço nela e um beijo na bochecha. _Prazer sou Lucas Guerra, essa é minha esposa Amanda somos os pais do Miguel. _Muito prazer, Pedro Brito. Eles se cumprimentaram com aperto de mão, minha mãe deu um abraço e beijo na Ally. _Sr Pedro, nós vamos em família passear, temos mais um casal de filhos no carro, que ficaram animados quando souberam que o irmão ia no pão de açúcar. _Bonita família. Parabéns! Mas não me chame de senhor, só de Pedro. _Desculpe, Pedro. Chame sua familia, vamos todos juntos. _Obrigado pelo convite, minha esposa está enrolada, cuidando do nosso filho. Quem sabe da próxima vez. Mas, minha filha vai com vocês. Cuide dela por mim, é meu tesouro. _Claro, pode deixar. Mas, se quiser nos encontrar lá, pra almoçarmos todos juntos seria bom. Anota meu contato. "Eu nem acredito, que nossos pais estavam conversando e eu ainda nem pedi a Ally pra namorar" Eu pensei e olhei pra ela, estava tão linda com um vestido florido e soltinho, pisquei o olho pra ela. Minha mãe fez uma cara diferente, eu não entendi nada. Quando percebi eles estavam se despedindo, meus pais foram pro carro, a Ally deu um beijo no pai dela e foi até o carro do meu pai, pra falar com minha irmã, eu aproveitei pra apertar a mão do seu Pedro e disse: _Senhor, eu não tive tempo de conversar com sua filha direito, mas estou interessado em namorar com ela, não sei se o senhor acha que estou sendo rápido demais. Mas gostaria que soubesse que minhas intenções são respeitosas com ela. _Estou impressionado rapaz. Espero que esteja falando a verdade. _Sim, é verdade. _Então cuide bem dela. E saiba, é uma menina de família. _Sim senhor. Ligue para o meu pai e vamos almoçar todos juntos. _Ok, Miguel. Vou ligar sim. _Até daqui à pouco então, seu Pedro. Abri a porta do carro pra Ally entrar e seguimos meu pai, pra Urca. Percebi que Ally estava nervosa. Ela perguntou oque eu estava conversando com o pai dela. _Falei pro seu pai que estava te conhecendo agora, mais que tenho boas intenções com você princesa. E pedi pra ele ligar pro meu pai, pra almoçarmos todos juntos. Acho que ele vai ligar. Chegamos na Urca e fomos pra enorme fila, comprar os ingressos pra entrar no bondinho, meu pai esticou os braços, não sei como, ele ja tinha comprado. Percebi que minha irmã colou na Ally e entraram as duas no bondinho de mãos dadas. Eu fiquei logo atrás dela. Quando percebi que entraram três seguranças do meu pai. Eles ja nos aguardavam com os bilhetes de entrada. O bondinho estava cheio e logo subiu. Luz viu a altura, virou o rosto para o lado com medo, abraçou meu pai, minha mãe estava mostrando o visual pro Vitório. Ally virou e me abraçou também. Era tudo que eu queria, envolvi meu braço em sua cintura e ficamos olhando a paisagem, dei um beijo na bochecha dela e falei em seu ouvido: _Espero que goste da paisagem, porque eu estou adorando a minha. Continuei olhando pra ela. Virou o rosto pra me olhar e sorriu, quase desmontei vendo ela sorrindo, queria muito beija-la na boca. Ela tirou algumas fotos com o celular e quando estava lá no alto. Suspirei no ouvido dela e disse baixinho só pra ela ouvir _Ally, quer namorar comigo? Ela virou o rosto rápido e disse com a voz trêmula. _Eu quero. Ficou com os olhos brilhando. Dei um selinho carinhoso nela. Passei a mão em seus cabelos e cheirei, são tão lindos e bem tratados e o cheiro irresistível. Voltamos a olhar a paisagem, ela puxou minha mão direita e envolveu em seu corpo, fazendo a mão direita encontrar com a esquerda e se segurarem para que eu ficasse mais perto, abraçado na lateral do seu corpo. Exalei o perfume do seu pescoço e continuei olhando a paisagem pra não me desconcentrar. Ficamos conversando baixinho, falando da beleza da cidade, eu olhei rapidamente para meus pais e vi que estavam me observando, acho que eles nunca me viram abraçado com uma garota assim. Quando chegamos na segunda parte mais alta do segundo bondinho, acho que a Ally estava com medo, ficou agarrada no meu pescoço, fiquei dando beijinhos em sua bochecha. Só me soltou quando descemos no local e ficamos passeando para conhecer tudo, de mãos dadas o tempo inteiro. Aproveitei num momento de distração dos meus pais, puxei a Ally pra um canto e beijei a sua boca com vontade. _Principe... falou sussurando _Oi princesa. _É sério que a gente ta namorando? _É sério. E eu quero te falar umas coisas. _Oque? _Ja tem umas duas semanas que não fico com garota nenhuma, na verdade eu nunca namorei. Só fico casualmente, uma delas eu fiquei várias vezes, mas não namoramos. E com você, eu quero namorar. Então, é isso, estou fechado só com você. _Aham. Sorriu. _E tem mais... eu tenho um flat, onde eu levo garotas pra ficar à vontade com elas. Entende? Mas quero que saiba, que só vou voltar lá, se for com você, quando você me quiser. Vou respeitar o seu tempo e te esperar fiel. Falei e ela ficou com os olhos arregalados em mim, um pouco assustada. Mas eu tinha que falar e correr o risco dela não gostar logo no começo. _Ta tudo bem princesa? Falei olhando em seus olhos. _Está tudo bem, é que eu fiquei surpresa. Não esperava que você tivesse um flat pras suas intimidades. _Sim, é mais discreto e seguro. Em casa tem meus irmãos e assim... evito a curiosidade deles e tenho minha privacidade garantida. Mas saiba, nunca saí pegando todas por aí. E sempre uso p**********o. _Entendi. Ela ficou sem graça, mas depois me abraçou e falou no meu ouvido, muito tímida. _Eu ainda sou virgem. Eu sorri pra ela tranquilamente. _Eu sei, eu ja tinha percebido. Mas fica tranquila. Não se sinta pressionada. Vou te respeitar. Se por acaso eu ficar e******o com você, em algumas ocasiões e te deixar desconfortável, quero que me avise. _Ta bom. Voltamos a passear. _Principe... _Oi. _Acho que tem um homem seguindo a gente, aquele de blusa preta. _Não se preocupa, é um dos nossos seguranças, hoje temos 3 aqui conosco, eles são muito discretos, não se incomode com eles, só estão nos protegendo. _Porque vocês andam com segurança? _Porque meu pai é juiz e ja foi ameaçado algumas vezes. Então ele prefere prevenir. _Ah, é verdade. Nos beijamos de novo, e a boca dela me deixa louco, com os lábios carnudo e ela beija muito gostoso. Logo, retornamos ao passeio com meus pais, tiramos várias fotos e selfies e vi quando ela parou e postou na rede social dela, uma foto nossa sorrindo abraçados, e escreveu: "Passeando com meu namorado" Sorri pra ela e dei um selinho. Ela fez selfies com minha irmã e meu irmão também, não sei em qual momento ela conquistou ele, porque ele é sempre muito rebelde e não gosta de tirar fotos. Mas acabou sendo tão natural, ele com os braços no ombro dela, sorrindo para a câmera. Eu e meus pais ficamos impressionados olhando, várias poses que os três faziam. Nem acreditei quando ele pegou o contato dela e depois adicionou ela na rede social dele. Fiquei observando, nem sabia que ele tinha rede social. Meu pai também ficou observando, e imaginei logo oque ele estava pensando... em investigar essa conta dele. Depois ela tirou foto com minha mãe e meu pai e eu pedi pra ela não mencionar os nomes e nem sobrenomes deles no post da rede social dela. Ela entendeu na mesma hora e postou as fotos dos meus pais e irmãos sem colocar nome deles. Quando paramos pra beber uma água, de repente apareceu o pai dela com a mãe e o irmão. Ally ficou muito feliz e surpresa, ela apresentou a mãe dela pra gente, enquanto a mãe dela falava com minha mãe eu abaixei perto do irmãozinho dela, que parecia ter uns 5 anos para perguntar o seu nome e fazer amizade com ele, a Ally imediatamente segurou no meu braço, interrompendo nosso contato, mas o menino abriu os braços pra me abraçar, parecia que queria meu colo, eu levantei ele, pegando no colo, começamos a conversar. Ally ficou com os olhos arregalados e a mãe dela também, eu não entendi nada. Meu pai tinha se afastado um pouco, estava conversando com seu Pedro. O menino me falou meio enrolado, que o nome dele era Daniel. Ally tentou pegar ele do meu colo, mas ele não quiz ir com ela. Então, entendi que ele tinha algum problema. Ficamos conversando sobre o carrinho que estava na mão dele e senti uma dificuldade dele de se expressar. Então, falei pra ele que tinha em casa, guardado uns carrinhos, que eu brincava quando era pequeno. Ele ficou entusiasmado, e perguntou onde estava. _Ta guardado na minha casa. Um dia, sua irmã vai te levar lá, pra brincar. _Eu Quero, você me empresta? _Sim, empresto. Ouvindo ele dizer que queria, Ally me disse que ele tinha gostado de mim. _Gosto muito de crianças e me dou muito bem com elas. _Percebi, mas o Dani não costuma reagir assim com estranhos. Eu fiquei impressionada. Ela disse _Porquê princesa? _Ele é autista. Não gosta de contato físico. Só fica bem comigo, minha vó, meu pai e minha mãe. _E pelo jeito comigo também. _É verdade. Meu pai nos chamou pra almoçar no restaurante que tinha lá, ele ja tinha reservado uma mesa grande e eu nem sabia. Seguimos todos pro restaurante, o Daniel não saiu do meu colo, só queria ficar comigo, nem quiz ir com o pai. A Ally tirou fotos dele no meu colo e fez um video dele conversando comigo. Seu Pedro estava muito à vontade conversando com meu pai. Escutando um pouco à conversa deles, descobri que o pai da Ally trabalhava embarcado em plataforma. E a mãe dela, Cristina, tinha sociedade num salão de beleza no shopping junto com a irmã. E que, a Ally trabalha lá à tarde, 3 vezes na semana. Os outros dias ela se dedica à estudar. Almoçamos todos, meus irmãos conseguiram fazer um pouco de amizade com o Daniel, mas ele não foi tão receptivo quanto foi comigo. Quando estávamos terminando de comer a sobremesa, escutei uma voz, fechei os olhos, abaixei a cabeça. Minha mãe percebeu oque estava acontecendo comigo. A voz era de um espírito de mulher pedindo socorro pro irmão dela. Só eu escutava. Entendi que tinha alguém próximo, passando m*l. Meu guia disse: (("Vai socorrer")) Eu levantei e saí do restaurante, minha mãe veio atrás de mim junto com a Ally e um dos seguranças. Perto da saída do bondinho, um homem caído no chão e várias pessoas em volta. Pedi para as pessoas se afastarem, me abaixei pra escutar sua respiração, peguei no pulso e senti. Observei o peito e comecei a fazer massagem cardíaca. Ally se abaixou do lado e ofereceu ajuda. Fiz 5 compressões e 1 insuflação. Pedi pra minha mãe chamar socorro aéreo. _Miguel deixa eu te ajudar. Ally disse _Faz insuflação Ally. Sabe fazer? _Sei. Continuei com as compressões e Ally com as insuflações, o pulso ainda estava fraco. Minha mãe avisou que tinha um socorro aéreo pousando na pista de pouso. Continuamos com a massagem por uns 5 minutos até que o socorro chegou, e eles assumiram o socorro e conseguiram reverter a situação e levaram o homem de helicóptero pro hospital. Minha mãe trouxe água pra mim e pra Ally. Eu estava suando, me afastei das pessoas e tirei a blusa. Ally foi no banheiro e voltou rapidamente com uma toalha pequena molhada, começou a passar no meu rosto, nas costas e no meu peitoral secando meu suor. Olhei pra ela, estava vermelha. _Que foi princesa? _Nossa, você é lindo! Ela disse olhando pro meu corpo. Achei engraçado despertar o desejo nela e sorri. Ela ficou sem graça, disfarçou e voltou pro banheiro. Fiquei sentado num banco, minha mãe voltou com nossos famíliares e eles ja sabiam que eu e a Ally tínhamos ajudado a socorrer um homem em parada cardio respiratória. Meu pai me abraçou, me deu dois beijos e me deu os parabéns. Seu Pedro também me deu um abraço e eu pedi desculpas por estar sem camisa e mostrei que a minha, estava molhada de suor. Ally tinha voltado do banheiro e ficou observando a gente, meu pai abraçou ela também e o dela fez o mesmo, beijando a filha. Minha mãe foi ver se achava uma blusa pra comprar mim nas lojinhas que tinham ali perto. Ally ficou me olhando de longe, de um jeito diferente. Fiz um sinal pra ela se aproximar e perguntei se ela estava bem. Ela confirmou que sim. Eu abracei ela, que não tirava os olhos do pai, ela parecia que estava com vergonha de me tocar. E entendi, porque ela não queria muito contato, e me afastei do seu corpo, conversando com ela e meus irmãos. Minha mãe voltou com uma camisa e eu vesti logo, Ally pegou minha blusa suada e guardou na bolsinha dela. Depois passeamos com o Daniel, mostrando tudo pra ele. Ela estava me olhando diferente e eu estava doido pra ouvir da boca dela, oque estava se passando na sua cabecinha. Acho que meus músculos acordaram os desejos dela. Ja eram 3hs da tarde, pegamos o bondinho de volta, Daniel só queria ficar comigo. Me abraçou várias vezes e Cristina me agradeceu pelo carinho e cuidado com ele, depois me pediu pra eu cuidar com carinho da filha dela também. Eu confirmei que faria isso, agradecendo a confiança que eles estavam tendo comigo. No bondinho, só tinha nossas famílias e os seguranças. E meu pai aproveitou para apresenta-los para seu Pedro e Cristina, avisando que sempre em família saímos assim, para nossa p******o. Eles entenderam e seu Pedro disse ja tinha percebido. Ficamos todos, muito à vontade tiramos fotos juntos, as duas famílias e foi tudo muito natural. Quando descemos do bondinho, eu falei com seu Pedro que ia dar uma volta na praia com a filha dele. E ele aceitou numa boa. _Guel você vai pra casa? Luz queria saber. _Não maninha, vou dar uma volta com a Ally. _Queria ir com vocês Guel. _Vê com a mamãe, se ela deixar. Ela perguntou, mas nossa mãe não deixou. Falou que outro dia ela deixa saírmos juntos. Perguntei a Ally se ela queria ir em algum lugar especial. Ela disse que eu podia escolher. E o olhar dela estava querendo me falar algo. Nos despidimos de todos e entramos no carro, fomos pra praia de Ipanema. Perguntei se ela queria beber uma água de coco e ela disse que adorava. Então, sentamos num quiosque, bebemos juntos e ficamos conversando. _Não imaginava que você trabalhasse fora. _Sim, eu vou três vezes na semana, o salão é da minha mãe e da minha tia. Nos outros dias, fico em casa estudando. _E ainda faz faculdade... será que vai conseguir um tempinho pra mim? _Você vai querer me ver durante a semana? _Se puder. Sei que vai ser difícil até pra mim. Mas, não vou aguentar ficar sem beijar sua boca tanto tempo. _Então, melhor você aproveitar enquanto estou aqui. Eu puxei minha cadeira pra perto dela e comecei a beija-la. _Miguel... ela suspirou _Oi Ally. Fiquei mexendo em seus cabelos, olhando pra ela, estava com o rostinho vermelho. _Estou com medo, vai devagar.
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