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O SÓCIO

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detetive
escritório/local de trabalho
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Sinopse

Em "O Sócio", somos apresentados ao intrigante universo profissional de Ana de Santis e Max Blake, dois indivíduos que, à primeira vista, parecem destinados a se tornarem adversários ferrenhos. Ao serem forçados a se tornarem sócios em uma empresa, as faíscas voam e as dúvidas sobre a dinâmica entre eles são inevitáveis. Será que essa parceria resultará em uma colaboração harmoniosa, ou será palco de uma intensa batalha entre gato e rato?

"O Sócio", mergulha no intricado jogo de emoções, desafios profissionais e romances imprevisíveis, proporcionando uma experiência cativante e envolvente. Prepare-se para acompanhar o fascinante desenrolar dessa história, onde a parceria forçada pode se transformar em uma jornada inesperada rumo ao coração.

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Capítulo 1 | ANA
Numa tarde ensolarada de outono, eu encontrava-me sentada num café acolhedor, imersa em pensamentos que flutuavam entre a realidade e a fantasia. Olhando através da janela, via as folhas douradas dançando ao sabor do vento, enquanto um suspiro escapava dos meus lábios. "Amor de conto de fadas..." murmurei para mim mesma, deixando escapar um sorriso amargo. No café movimentado, o murmúrio das conversas misturava-se com o aroma tentador do café recém-preparado. Ao meu redor, pessoas riam e abraçavam-se, mergulhadas nos seus próprios momentos de felicidade fugaz. E ali estava eu, uma mulher madura, com uma xícara de café meio-vazia diante de mim, minha expressão reflexiva e um tanto cética. Os jovens à mesa ao lado falavam animadamente sobre as suas próprias aventuras românticas, e uma pontada de descrença se entranhava no meu peito. "Como podem acreditar nessas histórias?", pensei, olhando para a fumaça que se elevava da minha xícara, parecendo dissipar os meus sonhos restantes. Como seria um amor de conto de fadas? Será que existe na vida real? Não sei se existe, mas não tenho o luxo de imaginar como seria, sou uma mulher, real, madura, que cresceu e não acredita em contos de fada, isso é apenas contado em livros e filmes. Não compreendo por que permitem que as meninas vejam e acreditem em filmes românticos, contos de fadas e histórias fantasiosas. Qual o propósito? Para que acreditem em príncipes que não existem? A realidade da vida é completamente distinta e frequentemente resulta em desilusões amorosas. Há pessoas sortudas? Sim, claro. (Que não é no meu caso –Pensamento irônico) OK! No fundo, talvez, lá, no fundo, mas bem lá, no fundo, sinto por não encontrar alguém. Não precisa ser lindo, não precisa ser rico, não precisa ser um "gomadinho", nem nada disso, as mulheres de hoje em dia sonham com algo do tipo (revirando o olho) NÃO EU, A responsabilidade recai nos contos de fadas e nelas mesmas, que projetam e acreditam que tais cenários são possíveis. Busco alguém que me ame, com um bom caráter, que me proporcione segurança, seja honrado, inteligente, fiel, aprecie estar ao meu lado, seja respeitoso, e, igualmente importante, que não demonstre traços de egoísmo, má educação, extremismo machista, preconceito ou que adote uma postura de vítima. Não importa a aparência física – seja feio, magrelo, pobre, forte, gordo, rico, até mesmo torto –, contanto que haja uma disposição para trabalhar e lutar pelos ideais. Isso é pedir demais? NÃO. Claro, a química também é essencial para que a conexão seja completa. Homem bonito é problema e alguns são os mais babacas que já conheci. Ok! Tudo bem, estou generalizando...hoje em dia a maioria é babaca e não precisa ser bonito, rico, forte, feio e magro pra ser.... Babaca. Está tudo bem, pois reconheço a minha autonomia e me amo, o que é o mais importante. Não dependo de outra pessoa para ser feliz, pois encontro a felicidade em mim mesma e nos verdadeiros amigos, que são contados nos dedos. Talvez um dia, eu encontre alguém especial, mas, no momento, as minhas prioridades estão voltadas para a minha vida profissional. (Não sou viciada em trabalho, ok) Ah! O meu nome é Ana e gosto de sair, (Que clichê, não é mesmo?) Brincadeiras à parte, kkkk. Eu sou uma influenciadora há 6 anos, com um canal de vídeos que possui 4 milhões de seguidores. Nele, compartilho vlogs, meu dia a dia, dicas, DIY e diversas outras experiências há 2 anos. No Instagran, conto com uma audiência de 6 milhões de seguidores, estou lá a mais de 6 anos, onde compartilho fotos de looks, pratos de comida, compras e outras atividades do meu cotidiano, E algumas publi. Além disso, estou presente em várias outras redes sociais. Gosto de cozinhar, mas gosto mais ainda é de comer. Doce predileto? Sorvete e chocolate. Salgados? Lasanha, pizza, e strogonoff de carne. Os meus interesses incluem dormir, sendo que a minha cama é meu segundo amor, além de envolver-me em exercícios, dançar, cantar e diversas outras atividades que me trazem prazer. Além da minha atuação como influencer, tenho outro trabalho que me traz grande satisfação. Trabalho no gerenciamento de eventos, cuidando da organização, decoração e desempenhando diversas funções, realizando pelo menos aquilo que consigo abraçar. Quais eventos? Atuo no gerenciamento de diversos tipos de eventos, incluindo casamentos, aniversários, chás temáticos, eventos de caridade, desfiles e muitos outros. A minha atuação abrange uma ampla variedade de celebrações e ocasiões especiais, proporcionando uma experiência abrangente no campo do gerenciamento de eventos. Sempre que possível, tenho uma preferência pelo controle. Gosto de manter o controle sobre tudo que está ao meu alcance.(e não, não sou a louca controladora, só gosto das coisas do meu jeito) É verdade, sinto-me verdadeiramente completa quando estou no controle. No entanto, anseio por alguém com a mesma energia e confiabilidade que eu, alguém que possa colaborar. Apesar da plenitude que o controle me proporciona, às vezes, parece que essa liderança constante acaba-me deixando exausta. Embora seja benéfico de um lado, também traz desafios do outro. Amo a minha empresa de eventos que chama "Esplendor Eventos" e logo mais vou amar outra empresa. FOFOCA rolando aqui! No futuro, pretendo ser proprietária (eu vou ser) de um edifício que abrigará a sede de grandes empresas, e tenho planos de expandir ainda mais o meu negócio. A oportunidade para adquirir o prédio surgiu de forma simples: o meu tio decidiu que não precisa mais dele e tem planos de viajar pelo mundo com a sua esposa, a Tia Alice. Na verdade, ele procura alguém em quem confiar para administrar os seus bens, e quem melhor para isso do que eu? EE, eventualmente, a "Empresas De Santis" automaticamente passaria-me, uma vez que sou a herdeira. Ele vai se aposentar, e isso é algo que ele realmente deseja. É um sonho que se tornará realidade, e estou confiante na minha capacidade para realizá-lo. Eu sei disso, e ele terá ainda mais orgulho de mim. Estou em San Diego, Califórnia há dois dias, vindo do Brasil. Tenho o plano de estabelecer a sede da minha empresa de eventos neste prédio. Espero que tudo ocorra conforme o planejado. Se conseguir encontrar alguém confiável no Brasil, pretendo manter uma empresa lá e abrir uma nova aqui. Caso contrário, considerarei encerrar a empresa no Brasil e transferi-la para cá. Amanhã cedinho (07:30) o meu tio Scott marcou uma reunião para falar sobre a empresa e tinha novidades (Ansiosa) Aproveito para tomar o meu café e, em seguida, farei uma visita ao shopping para comprar algumas coisas que considero necessárias. Depois, retornarei ao meu apartamento para organizar algumas coisas e arrumar outras. 05:30 O despertador toca pontualmente às 5:30. Olho para ele com uma raiva tão intensa que a minha vontade é jogá-lo para bem longe, para algum lugar distante. — Queria dormir mais um pouco! - digo com voz sonolenta, bocejando levemente para enfatizar a minha vontade de permanecer na cama. A expressão sonolenta e os olhos semicerrados complementam a sensação de cansaço matinal. — Não, preciso tomar um banho e arrumar-me antes que eu me atrase. - afirmo, enquanto me levanto com determinação.SQN 06:10 Dou uma olhada no relógio e percebo que estou quase terminando de me arrumar. Só falta escolher a roupa, calçar os sapatos e fazer a maquiagem. A pressa aumenta, mas mantenho a calma enquanto me organizo para completar as etapas finais do meu preparo. Maquiagem: No rosto, apliquei uma base da mesma cor da minha pele, buscando uma aparência natural, sem exageros. Optei por não usar corretivo, mas passei um pó translúcido para selar a maquiagem. Nos cílios, usei uma máscara preta que proporciona muito volume. Para os lábios, escolhi um batom nude com um toque de rosa. No final, finalizei tudo com um spray fixador de maquiagem. Ao olhar no espelho, apreciei o resultado. Ficou natural, e é assim que eu prefiro! — Maquiagem Pronta! Dirijo-me ao meu closet e fico parada, contemplando as opções de roupas diante de mim, pensando no que vestir. Passam-se cinco minutos, mas a escolha não parece mais fácil. Não trouxe muita roupa, preferi comprar aqui para ter opções frescas e alinhadas com o local. O desafio agora é decidir o visual perfeito para o dia. — Isso. - Digo enquanto pego o vestido na mão. A escolha está feita, e seguro a peça, avaliando-a por um momento antes de começar a vestir-me. O tecido desliza entre os meus dedos, e eu visualizo mentalmente como ficará quando vestir. Ao colocar o vestido, percebo que ele tem um comprimento equilibrado, não tão curto e nem tão comprido, chegando a quase um palmo acima do joelho. Observo no espelho e aprecio como ele se ajusta ao meu corpo. Está bonito e apropriado para a ocasião, satisfazendo a escolha feita no meu closet. Vestuário: estou a usar um vestido preto maravilhoso, combinado com um casaco que é ainda mais amplo do que o próprio vestido, também na cor preta. Essa escolha monocromática oferece uma elegância atemporal e sofisticada. Agora a dúvida: optar por um salto preto clássico ou por um nude elegante? Ambas as opções podem funcionar bem, dependendo do visual desejado. Se preferir uma abordagem mais discreta, o nude pode suavizar o conjunto, enquanto o preto proporciona um contraste sofisticado. Ah, vou levar uma bolsa de mão em tom pastel. Nela, vou colocar apenas os documentos, um batom, um perfume pequeno de bolso e o celular. Continuo a observar a minha pequena sapateira que trouxe. Agora, qual cor de sapato escolher? — Sim, sim... é esse. - O pego nas minhas mãos. Os meus olhos brilham, pois este é, sem dúvida, o melhor sapato: um scarpin de bico fino na cor vermelho carmim. Essa escolha audaciosa certamente adicionará um toque de elegância e personalidade ao meu visual, contrastando lindamente com o vestido preto e o casaco da mesma tonalidade. 6:50 Olho no relógio antes de sair do apartamento. Ao sair, eram 6:50, e fiquei surpresa com a rapidez em que me arrumei. Senti até orgulho e admiração por mim mesma. Percebo que tenho apenas 10 minutos para chegar, o que parece impossível! Felizmente, o local é próximo. Moro num apartamento lindo e espaçoso, a cerca de 20 minutos de carro do meu futuro local de trabalho. Decido pegar um táxi, já que não me lembro tão bem como chegar lá. 07:10 Ok, estou atrasada! Chegando no prédio, subo para o vigésimo quinto (25º) andar, onde fica o escritório do meu tio Scott. As secretárias, localizadas no primeiro andar, no saguão de entrada, nem se importaram com a minha entrada sem que eu me pronunciasse, e eu também não me preocupei com isso. Eu sabia exatamente onde ficava o andar do meu tio e já havia guardado o crachá que ele me enviou um dia antes. Chegando no andar do meu tio, sou super bem atendida pela secretária dele, que se chama Patty e é uma amiga de longa data. Já consegui o emprego para ela há algum tempo, e agora ela será a minha nova colega de apartamento; aliás, vamos dividir o apartamento. Além dela, um amigo nosso também vai dividir o espaço, somos três dividindo um apartamento (sempre bom economizar). Quando eu passava férias aqui, Patty era uma das minhas melhores amigas, e também conheci o Eric, que é um dos moradores do apartamento e um grande amigo. Aproxima-me da recepção com confiança, a atendente que é a Patty que esta na recepção nota a minha presença e cumprimenta com um sorriso. — Bonjour - Patty cumprimenta em francês com um amplo sorriso simpático. — Bonjour - respondo em francês e com um sorriso igualmente caloroso. — Como vai? Estou com saudades! - Patty expressa. - A voz dela transmite uma mistura de carinho, alegria e ansiedade para se reconectar, refletindo a emoção por trás das palavras. — Ah, Patty, que coisa mais fofa! Saudades? Já? Tô sentindo a energia positiva daqui, sério mesmo. Eu tô de boa, na correria de sempre, mas saber que sentiu saudades é tipo um boost de ânimo, sabe? E você, o que tem feito para matar essa saudade toda? Conta aí, tô pronto para ouvir! - a minha voz reflete surpresa, alegria e um toque de humor, enquanto expresso a gratidão pela saudade e mostro interesse nas experiências dela. — Você é só convencida mesmo, não senti falta nenhuma, ainda mais agora que vou ver você sempre por aqui. - Ela diz, debochando de mim, e eu mostro a língua para ela como resposta. — Convencida eu? Imagina! (expressão de descrença) m*l posso acreditar que não sentiu a minha falta, Patty. Acho que vou ter que fazer um drama aqui, chorar, sei lá, para você perceber o quanto sou insubstituível. (risada maliciosa) E olha só, vou-te ver sempre por aqui agora, hein? Prepare-se para a overdose da minha presença. — Então, vou receber um aumento de salário! - Patty afirma, toda animada. - a sua voz transmite entusiasmo e alegria, revelando a empolgação com a boa notícia do aumento salarial. — Eita, Patty! Que notícia incrível! Aumento de salário é tipo música para os ouvidos, né? Nossa, meu tio deu aumento para você? - eu fico surpresa pelo gesto do meu tio; geralmente, ele só dá aumento para funcionários com mais de 5 anos de serviço. - A minha voz reflete tanto a alegria pela notícia quanto a surpresa diante do gesto incomum do meu tio. — Não, amiga, você vai-me dar o aumento! - ela diz bem humorada. — Eu vou? (Fiquei surpresa) — Vai, sim, amiga. - Patty sorri-me. — Ah, Patty, você pegou-me agora! (sorrio) Eu, dando aumento? Tá me zoando, né? Mas, sério, adoraria ser a responsável por essa boa nova. Imagina só, eu distribuindo aumentos por aí, seria o máximo! - A expressão de surpresa e alegria são evidentes na minha voz ao responder a Patty. — Já estamos sabendo pelos boatos que você vai ser a nossa nova chefe, (fala baixinho) aliás, eles não sabem de uma coisa que eu sei. Eu sei quem é a chefinha. Eles apenas sabem que vai ser uma parente de Scott. — Ops, boatos voando, hein? E você já tá sabendo da fofoca toda! (Falo baixinho também, só entre nós) — É Ana, para você ver, a fofoca aqui rola solta. E o que veio mesmo fazer aqui? Esqueci! — Percebi. Mas eu vim hoje para resolver sobre esse lance, se tudo der certo, serei sua Patroa, E chefe quem tem é cacique! (Sorrio). Espero que dê tudo certo! Torce por mim? (Olho para ela e pisco) — Seria demais ter você como patroa, e você já tá mandando a real sobre quem é que manda, hein? Chefe quem tem é cacique! (sorri) Claro que tô torcendo por você, pode apostar! Vai dar tudo certo, eu tô sentindo! - Patty faz aquele olhar de quem tá torcendo mesmo e ainda piscando, tipo cumplicidade total! E mostra com os dedos o formato de figa.) — E deixa isso em OFF, por enquanto Patty, quero conhecer todos sem me bajulem primeiro. (Pisco para ela). — Claro, Ana, tudo em OFF, pode deixar! (ela faz aquela expressão de quem entendeu direitinho, sabe como é.) Nada de bajulações por enquanto, a gente deixa isso para depois. Vamos fazer aquela entrada triunfal, né? (Pisca de volta, na mesma vibe.) — Isso ai. O telefone toca, e a Patty, com um movimento decidido. Ela ouve atentamente a pessoa do outro lado da linha, balançando a cabeça ocasionalmente como quem entendeu tudo. Pode até rolar um olhar de soslaio enquanto ela atende. Ao anunciar que a pessoa chegou, um sorriso sutil aparece no rosto de Patty, e ela assente, concordando com algo que foi dito do outro lado da linha. — Ela já chegou! Uhum... ok..... - Ela murmura com uma confiança calculada. — vou pedir para ela entrar na sala e aguardar você. Patty desliga o telefone com um movimento rápido e firme. O clique do aparelho ecoa na sala. Patty, com um jeito amigável, transmite a mensagem. Os seus lábios formam um sorriso. — Amiga, Sr. Scott, o seu tio pediu para você esperar na sala. Ele está a terminar a reunião com o advogado, e vai chamar você logo que terminar. Disse que não vai demorar muito. - O tom dela, embora sério, carrega uma ponta de simpatia, como quem entende que a espera pode ser um negócio meio-chato. Enquanto fala, Patty faz um gesto com o dedo indicador, mostrando que vai ser rapidinho, como se estivesse tentando suavizar a situação. — Tudo bem, vou indo lá. Obrigada. - Já em movimento, encaminho-me decididamente em direção à porta, revelando a minha familiaridade com o ambiente, Patty responde com um — De nada! - carregado de boa vontade, mas aí, solta um — Boa sorteeeee!- com um grito que ecoa pelo corredor. A entonação do "sorte" é prolongada, quase como se estivesse a lançar um feitiço de boa sorte. Eu sorrio, agradecendo. O espaço onde a Patty se encontra tem a vibe de uma recepção movimentada, pontuada por algumas secretárias que coordenam as atividades de diversos setores. Nesse andar, há uma diversidade de ramos, todos sob a coordenação do meu tio. Ao passar pelas mesas das secretárias, situadas quase no centro, você se depara com sofás e uma mesa de centro logo à frente. Grandes janelas de vidro oferecem uma visão panorâmica da cidade, mas, quando o sol está intenso, essas janelas se escurecem, criando uma atmosfera mais reservada. A disposição estratégica dos corredores leva a diferentes setores, cada um com as suas responsabilidades específicas. Mais adiante, a porta da sala do meu tio marca o ponto focal. A arquitetura do ambiente parece projetada para otimizar a eficiência e, ao mesmo tempo, proporcionar vistas impressionantes da cidade. Cada corredor representa uma faceta do império que o meu tio comanda. Nesse cenário, a sala de recepção e os seus arredores refletem a complexidade e a organização das operações. O contraste entre a agitação das secretárias, a vista panorâmica e a seriedade dos corredores que conduzem a setores específicos cria uma atmosfera única. E, no final do caminho, está a porta da sala do meu tio, ponto de convergência para negociações e decisões importantes Tudo ali era construído com vidro transparente. Ao atravessar essas portas, depara-se com uma sala espaçosa, adornada com sofás em couro preto e uma mesinha no canto, coberta por algumas revistas. As paredes, predominantemente escuras com toques de marrom, conferem um ar sóbrio ao ambiente. Sempre me intrigou o tamanho dessa sala. Quando eu começar a trabalhar aqui, algumas mudanças são necessárias. A escuridão, a estética séria e masculina... tudo isso precisa de uma repaginada. Vou trazer alegria, cores vibrantes, iluminação mais aconchegante e, claro, sofás que não sejam tão duros. (ajeito-me desconfortavelmente no sofá, planejando o que fazer.) Enquanto divagava sobre essas ideias, percebi vozes vindo da sala do Tio Scott. Havia mais gente lá dentro, pessoas que eu ainda não conhecia. E, claro, a minha curiosidade habitual já estava aguçada. Eu tinha ciência de que o advogado do meu tio estava presente, mas as vozes indicavam a presença de outras pessoas. Essa curiosidade sempre me motiva a querer saber mais, mesmo que eu saiba que certos assuntos são reservados aos negócios da família. A atmosfera na sala, entretanto, sugere que há algo mais acontecendo além das reuniões rotineiras. — Quem serão eles? - Sussurro para mim mesma num tom baixo, como se estivesse a compartilhar esse pensamento apenas comigo. A curiosidade paira no ar, e as vozes abafadas da sala do Tio Scott só aumentam a minha intriga. Enquanto me pergunto sobre a identidade dessas pessoas, o ambiente ao redor parece ganhar um toque de mistério. A sala, com seus tons escuros e detalhes em marrom, torna-se palco para as minhas reflexões. Talvez eu esteja ansiosa para descobrir mais sobre o mundo que está se desenrolando além das portas de vidro. Uma sensação esquisita toma conta de mim, um frio na barriga que percorre meu corpo inteiro, como se uma voz sutil murmurasse: "Não vai ser tão simples como você imaginou." Decido sentar no sofá próximo à porta, na esperança de captar algum fragmento da intrigante conversa que acontece na sala do Tio Scott. No entanto, meus esforços são em vão, o que resulta numa careta de frustração. Observo o tempo passar, perdida em pensamentos, enquanto mexo no celular para disfarçar a ansiedade. Quinze minutos arrastam-se, parecendo uma eternidade. Para dissipar a tensão, pego uma revista e depois outra, escolhendo aquelas recheadas de fofocas, só para ficar por dentro da nata da sociedade. A leitura distrai um pouco, mas a curiosidade persiste, alimentando a inquietação Passados intermináveis 30 minutos, a impaciência me leva a começar a jogar no celular, tentando preencher o tempo vago com alguma distração. Os minutos parecem arrastar-se lentamente, mas após 40 minutos, finalmente, escuto o som de cadeiras sendo levemente arrastadas e pessoas se levantando das suas cadeiras. Um suspiro de alívio escapa de mim. Num gesto de animação, levanto a mão para o alto, indicando o meu desejo de participar do que quer que esteja a acontecer na sala do meu tio. A espera, embora ainda não totalmente compreendida, parece estar a chegar ao fim. — Até que enfim! - exclamo, aliviada. Uma sensação de impaciência misturada com alívio permeia os meus pensamentos. A ideia de que poderia ter aproveitado o tempo para tomar um café surge de forma irônica na minha mente. — Pensei que ficaria mais tempo esperando. - digo para mim mesma com um tom sarcástico, destacando o quão demorada e inesperada a espera foi. Observo o meu tio se despedindo de todos na sala, e é aí que percebo que todos são advogados. Reconheço dois deles como advogados do meu tio, pois já os vi em outros eventos familiares. Os outros dois são os advogados dos meus pais, e os três restantes são desconhecidos para mim. Fico ali, na observação, enquanto todos saem. A pergunta paira na minha mente: "Advogados de quem?" A situação intriga-me, pois esperava a presença do advogado do meu avô, que não está presente. O cenário parece envolto em segredos legais e problemas que estão além do meu entendimento. Enquanto os advogados se afastam, fico a pensar nas tramas e nas complexidades que permeiam as relações familiares e os negócios.

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