Episódio 16

1778 Palavras
POV DE EDUARD Chego ao ateliê, jogo tudo no chão e bufo de frustração. — Quem essa pirralha pensa que é para me rejeitar? Ninguém nunca me rejeitou em toda a minha vida, e uma pirralha dessas vem me dizer não. Quem você pensa que é, Brigitte Mitchell?! Quem você pensa que é?! Jogo uma faca na pintura coberta. Quando vejo que a acertei, vou até ela, a descubro e percebo que acertei bem no coração. Retiro a faca, deixando um buraco no coração de Brigitte. Passo os dedos sobre ele, lembrando que pintei este quadro no primeiro dia em que ela recebeu o seu primeiro presente. Foi lindo observá-la de longe enquanto ela o abria, sorria e abraçava o seu ursinho de pelúcia. Passei a tarde inteira tentando entender o último quadro. Achei que não precisaria ir tão longe, mas vou ter que ir, porque essa garota está desistindo muito fácil. Ela é muito diferente das outras. Não precisei seduzi-las para que se apaixonassem por mim. Elas vieram até mim por conta própria. Algumas já tinham maridos, cônjuges ou namorados. Tanto faz, o importante é que nunca precisei forçar ninguém. Todas tinham mais de vinte anos. Brigitte é a mais jovem, a única por quem tive que esperar, e a minha espera não será em vão. Passei cinco m*alditos anos esperando por ela, para isso durar meses? Não, Brigitte, você será minha, hoje, amanhã e sempre. O tempo voa e, antes que eu perceba, a noite caiu. Cubro o quadro e, ao sair do quarto, tranco todas as portas. É um quarto que esconde muito sobre mim. Brigitte é a única que já esteve lá, e isso porque eu queria assim, porque era a única chance que eu teria de me aproximar, já que essa garota não veio até mim na primeira noite. Por um momento, cheguei a pensar que ela era virgem, e que por isso se abstivera de se oferecer para mim, mas descobri que ela não gostava de tomar a iniciativa, preferia ser cortejada. Enquanto me dirijo à casa grande, o meu olhar se fixa no teto, bem no quarto dela. Não há luz acesa. Ela deve estar dormindo ou absorta naquele computador, porque se tivesse saído, não saiu. Se tivesse, o motorista teria me ligado, mas até agora não recebi nenhuma mensagem. Subo as escadas, os meus pés fazendo barulho, entro no quarto e encontro Barbara já em casa, recém-saída do banho. Vou até ela e, conforme me aproximo, ela solta o roupão que cobria o seu corpo. Seu m*aldito corpo sensual. Sempre me perguntei como ela conseguia evitar estrias na barriga, como seus se*ios permaneciam firmes e empinados. Ou ela não é a mãe da Brigitte, ou era apenas uma pros*tituta que ne*gou o peito à menina. Seja lá o que tenha acontecido, não me importo. Tudo o que me importa é destruí-la… na cama. Fico de pé na frente dela, levanto os braços para que ela tire a minha camisa e, ao abaixá-los, bato com as mãos na suas nádegas fartas, deixando marcas. Sei que isso a excita ainda mais. Então, pressiono os meus lábios contra os dela, devorando a sua boca com desejo, com fúria, com intensidade. Ela recua até cair na cama. Assim que me deito, tiro as calças e penetro nela. Não é tão apertada quanto a da fillha, mas isso não importa, porque Barbi sabe como fazer com que a largura da sua va*gina não seja um obstáculo para desfrutar dela. Adoro tê-la em cima de mim, observando-a se mover, arfar e explodir em êxtase. Esta noite, quero que ela grite, que os seus gemidos perfurem as paredes deste quarto e cheguem ao quarto, onde ela está. Quero que Brigitte ouça tudo, que deseje estar aqui, então vou com tudo, com força e sem restrições, fazendo-a gritar a cada org*asmo. Depois que terminamos, desabamos na cama, cansados, suados, mas satisfeitos. Barbi vem até mim, me abraça e expressa o seu amor. Ela esperou cinco anos para que eu dissesse que a amo quando estamos sozinhos, mas isso é algo que não farei, porque não a amo, porque não conheço esse sentimento. Eu apenas aproveito, saboreio o ótimo se*xo que ela me proporciona. Tento me levantar, mas ela me impede. — Eduard, por que você não me diz que me ama quando estamos sozinhos? Olho-a diretamente nos olhos. — Por que você só diz isso quando tem alguém por perto? Por que você não me diz enquanto fazemos amor? — De novo isso, Barbi? Já não basta eu estar com você, a gente trai*sar assim? Droga, é insuportável você ficar querendo ouvir essa palavra. Sem dizer mais nada, levanto, vou ao banheiro, me lavo e visto o meu pijama. Quando saio, Barbi não está mais na cama. Ela foi para o banheiro dela. Vale ressaltar que cada uma de nós tem o seu próprio closet e banheiro. Não gosto de dividir esse espaço com ninguém, nem mesmo com a mulher que se diz minha esposa. Vendo que ela foi para o banheiro e vai demorar um pouco, volto para o meu banheiro, tiro o azulejo que cobre a porta secreta, que leva ao segundo quarto. Construí esse túnel pensando que seria o que a Brigitte usaria. Porém, Barbi deu a ela um mais distante, mesmo estando ambos desocupados. Ela o preparou para a Brigitte. Assim que entro no segundo quarto, subo pelas varandas até o dela. Eu estava prestes a entrar quando a ouvi chorar. Olhei pela janela e a vi através do vidro. Ela estava deitada na cama, abraçada a um travesseiro. Estendi a mão para a porta, mas estava trancada. Presumi que a porta do banheiro também estivesse trancada, então voltei pelo mesmo caminho. … De manhã, quando abro os olhos, Barbi não está mais na cama. Depois de me espreguiçar, vou até a varanda e a vejo tomando café da manhã com Brigitte no jardim. Agora ela também está brava, só porque eu não disse que a amo. Droga, como se mentir para os outros não fosse suficiente. Porque quando Barbi decide comer sem mim, é porque está brava. Foi assim que ela ficou da primeira vez que eu disse que ainda não queria ser pai. Mas, depois de tantos anos, ela continua insistindo em me dar um filho, mesmo sem poder. Há menos de um ano, ela tentou contratar uma barriga de aluguel para gerar nosso filho. Eu disse que sim, que concordava, mas me certifiquei de que a gravidez não acontecesse e que todas as portas para a barriga de aluguel estivessem fechadas para ela, porque eu não quero um filho sem planejar por conta própria. Vou ao banheiro, escovo os dentes e desço as escadas. Assim que chego, olho para Brigitte. Quando ela olha para mim, dou uma piscadela, já que Barbi está de costas para mim. Envolvo Barbara com o meu braço, dou-lhe um beijo e murmuro: por que você não me esperou para o café da manhã? Me acomodo, lançando um olhar para Brigitte, cujo olhar está em outro lugar, provavelmente depois do beijo que dei em Barbi. — Bom dia, Brigitte. Ela retribui o meu cumprimento em voz baixa enquanto sua mãe diz: eu queria que você descansasse. Você estava muito cansado. — Depois do que você me fez, quem não estaria? — Eduard! — O quê? — Não diga essas coisas na frente da Brigitte. — Que coisas? Sobre a recepção que você me deu? Eu sorrio, olhando para Brigitte. — Ela não é mais criança. Provavelmente está tramando alguma coisa. Ela engole em seco, se levanta e se despede da mãe. — Não volto para o almoço. Vou ficar fora o dia todo. Ela sai sem olhar para mim. Eu também não olho para ela, pois seria muito óbvio, já que Barbi está me observando. Eu trituro a comida com os olhos de Barbi em mim. — Desde quando você percebeu que ela não é mais criança? Eu a encaro. Sustento o seu olhar enquanto termino de triturar a comida. — Desde que vi ela no aeroporto. Digo, continuando a comer. Ela tenta falar, e eu murmuro: gosto de mulheres mais velhas, Barbi. Você é minha esposa por um motivo, senão não estaria sentada aqui. Sem dar outra colherada, levanto-me. — Bom apetite, Barbi. Saio com um sorriso nos lábios. Sim, eu sei que sou cínico, mas é uma das minhas muitas qualidades. Subo as escadas apressadamente e, quando chego ao corredor, vejo-a saindo. Ela para por um segundo, depois acelera o passo, tentando passar. No entanto, eu a impeço e a empurro contra a parede. — Saia daqui ou eu grito! Ela ameaça. Essa Chapeuzinho Vermelho certamente se mostrou bastante rebelde, mas chegará o momento em que a domarei. Não será difícil, porque nada é difícil para mim. — O motorista estará aqui para você em quatro horas. Se você não entrar, estará selando o destino do seu querido amigo. Sem dizer mais nada, me afasto, deixando-a livre. — Você está me chantageando? — Entenda como quiser, Chapeuzinho Vermelho. Digo, abrindo os braços e gesticulando para que ela continue. Como ela não sai, me retiro sem dizer mais nada. — Estarei esperando por você, meu amor. Dito isso, vou para o quarto, me troco e saio sozinha para o escritório, porque quando Barbi está brava, ela não quer ficar perto de mim. Parece que mãe e filha têm o mesmo temperamento. Chego à recepção e, enquanto caminho para o elevador, paro ao ouvir o meu nome. M*al viro a cabeça para olhá-la. — O que dia*bos você está fazendo aqui? Agarro-a pelo braço e a arrasto até as escadas, prendo-a contra a parede e grito: Seu tempo acabou. Não volte aqui. Não venha me procurar de novo, porque eu juro... — Eu já sei quem será sua próxima submissa, e estou lhe dizendo, eu já a avisei. Ela diz, e eu a encaro. O que ela disse só me deixa mais furioso. — Você se atreveu a aparecer na minha casa? — Escrevi para ela, aconselhando-a a sair daquela casa. Aquela va*dia. Eduard, eu pensei que você tivesse se apaixonado por aquela mulher, como nunca se apaixonou por mim ou pela minha mãe, mas parece que você estava esperando por ela. Por que você esperou tanto por ela? Por quê, Eduard? ‍​‌‌​​‌​‌​​‌​‌​​​​​​​​​‌​​‌​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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