O silêncio que se instalou depois daquela noite no bangalô era quase ensurdecedor. Nem mesmo o som das ondas parecia capaz de romper a barreira invisível que havia surgido entre Helena e Thiago. Eles voltaram para a mansão no dia seguinte como se carregassem um segredo que pesava demais para ser compartilhado. Os olhares se evitavam, as conversas eram curtas, tensas, como se a qualquer momento aquela frágil linha de controle pudesse se romper e engolir tudo. Para Helena, o peso do que havia acontecido não vinha apenas da culpa — vinha da consciência crua de que, a partir dali, tudo mudaria para sempre. Cada gesto, cada toque, cada palavra não dita passava a ter um significado duplo, carregado de um desejo que eles tentavam esconder, mas que queimava dentro deles como um fogo que não podi

