O Eco do Fogo

1640 Palavras

O avião pousou ao amanhecer, e o céu parecia carregado de presságios. A pista molhada refletia o brilho pálido do sol que nascia, e, enquanto descia as escadas, Thiago Nogueira sentiu o vento úmido trazer um arrepio que não vinha do frio — vinha do instinto. O cheiro de maresia misturado a querosene o fez lembrar de casa, mas havia algo diferente no ar. Um silêncio estranho, como se a cidade estivesse em luto. O motorista o esperava com o carro ligado, tenso. — Senhor… o senhor precisa ver isso — disse, entregando um envelope amassado, o olhar evitando o do patrão. Thiago abriu. Dentro havia uma foto: a praia vazia, com manchas escuras sobre a areia. Atrás, uma única frase escrita em tinta vermelha: “As cinzas voltam a respirar.” O mundo dele girou. — Onde? — perguntou, a voz firme

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