O amanhecer parecia diferente. O céu, antes denso e nublado, se abria em tons dourados e suaves. Pela primeira vez em semanas, Sofia acordou sem o coração pesado. O apartamento estava em silêncio, mas havia café fresco sobre a bancada e um bilhete escrito à mão: “Preciso resolver as coisas de uma vez. Volto pra te buscar. – L.” Ela passou os dedos sobre a caligrafia dele, sentindo o peso e o cuidado em cada letra. Lucas não era o tipo de homem que escrevia bilhetes — e justamente por isso, aquele gesto significava mais do que qualquer promessa. Sofia tomou um gole do café, o sabor forte e amargo, e se olhou no reflexo da janela. Havia algo novo em seus olhos. Talvez fosse esperança. Talvez fosse paz. Na sede da Almeida Corp., os corredores fervilhavam de murmúrios. Funcionários coch

