O carro parou em frente ao prédio espelhado de fachada moderna. O logotipo da empresa de Thiago brilhava na entrada, refletindo o céu carregado. Lucas desligou o motor e permaneceu imóvel por alguns segundos. O silêncio dentro do carro era denso, cortado apenas pelo som do motor esfriando. Sofia olhava pela janela, o coração apertado. — Tem certeza disso? — Tenho. — A voz dele saiu firme, mas baixa. — Chega de fugir. Ela assentiu, mas a inquietação não disfarçava o medo. Não era apenas sobre negócios; era sobre o que aquele homem representava — um passado que ela acreditava ter enterrado. Lucas abriu a porta e deu a volta no carro. Estendeu a mão para ela. — Vamos? Ela respirou fundo e aceitou. O toque dele era quente, firme, um lembrete silencioso de que agora estavam juntos. Entrar

