LUCKY GREY.
Busco usar as palavras certas para conseguir o perdão da Ivy, sei que pode ser tarde de mais.
Talvez ela possa ter se cansado de mim, se cansado da minha grosseria.
Sei que nunca fui um terço do homem que ela idealizou na mente.
Mas sei que podemos mudar tudo isso.
Lucky: Eu tentei de todas as formas manter você longe da minha cabeça, Ivy. Mentir para mim mesmo, disse ao meu ser que você é proibida, que eu tenho idade para ser seu pai, que sou ex da sua mãe, que somos opostos um do outro.
Mas eu falhei miseravelmente.
Depois de quase 9 anos, que perdi a sua mãe, eu tentei não trai-la.
Mas você veio e se infiltrou no meu coração, Ivy.
Ivy: Lucky...
Lucky: Xiii. Deixa eu falar,bminha flor. Eu estou apaixonado por você, não suporto a idéia de que vamos nos divorciar.
Não quero nem imaginar você ao lado de um outro homem, isso me desmontaria por completo.
Eu quero você, Ivery Letícia. Quero mais que tudo.
Ivy: Me quer? Eu te amei cegamente, Lucky.
Eu tentei ser igual minha mãe, pensei que você pudesse se apaixonar por mim, éramos parecidas.
Lucky:nE você conseguiu! Não sei quando mas conseguiu e agora eu me pergunto se posso viver sem você?
Ivy: Você não acha que agora é tarde demais?
Lucky: Não, Ivy... Eu sei que você ainda me ama e nunca é tarde demais para o amor.
Ivy: Você me feriu demais Lucky. Me humilhou, me desprezou, eu passei seis anos da minha vida te amando, e tudo isso foi em vão.
Por que agora? Agora que eu me decidi, que eu criei forças e estou me preparei mentalmente para viver sem você. Você decide brincar com os meus sentimentos, eu passei a minha adolescência toda esperando por você.
Lucky: Você era muito jovem, Ivy.
Ivy:Jovem? Quando eu te conheci, eu tinha quase 10 anos e você 28 anos.
Você me tratava bem, me mimava, me paparicava, cuidava de mim. E eu me apaixonei, porrª.
Você não pensou que eu pudesse nutrir algum sentimento por você?
Lucky: Pensei, achei que fosse como um pai ou irmão mais velho para você, Ivy.
Quando eu fiz 14 anos e eu me declarei para você.
Revelei meus sentimentos a você, queria que você entendesse, que eu não idealizava umas simples amizade, que eu queria que fossemos além.
Você disse que eu era muito jovem para saber o que dizia, que logo aquele sentimento acabaria.
Mas ele cresceu, floresceu. E a culpa foi toda sua.
Lucky: Minha? Por que a culpa foi minha?
Ivy: Você sabia o tamanho do problema que isso podia se tornar, mas você não fez nada.
Absolutamente nada.
Lucky :Eu devia te proteger, tive medo que você se entregasse a um cara qualquer.
Ivy: Claro, você tinha que cumprir a mªldita promessa que fez a minha mãe, não é?
Lucky: Eu tinha.
Ivy: Por que você não foi embora depois que eu mªtei o Patrick?
Lucky: Não sei, Ivy. Eu juro que não sei.
Ivy: Você devia ter ido embora, ter me deixado. Você faz ideia de como eu me sentia cada vez que te via saindo do quarto da Suzanne ou da Deborah?
Lucky: Não, não faço, mas tudo aquilo era para te manter longe.
Ivy: Você me destruía, Lucky.
Lucky: Você era só uma criança.
Ivy: Eu sei, eu tentava colocar isso em minha cabeça, tentava.
Eu sabia que você tinha suas necessidades, que você era um homem feito. E eu tentava te odiar. Ela chora.
__Mas bastava um sorriso seu, um beijo na testa, uma barra de chocolate, e tudo ficava bem.
Parecia que seu prazer era me ver sofrer.
Lucky: Me perdoa, me perdoe minha flor.
Ivy: Perdão? Você disse inúmeras vezes que me odiava, que queria que eu morresse, que sumisse da sua vida, que te deixasse em paz.
Eu não sei quantas e quantas vezes dormir chorando, e o que mais me doía era saber que você era o causador de toda a minha dør, o homem que eu amava era um lixø.
Me sentia uma depravada por te amar, mas acabou, Lucky.
Acabou, já chega. Eu não vou ficar sofrendo por uma pessoa que não me merece.
Cansei de te amar sozinha.
Ela tenta levantar das minhas pernas, mas não vou deixá-la partir.
Vou ensina-la a me amar novamente ,estou ciente que agora é minha vez de amar sozinho.