Palavras

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Acordei antes do despertador. Cinco e meia da manhã, céu ainda cinza, e eu já de pé, com o coração batendo como se tivesse um tambor dentro do peito. Não era nervosismo comum. Era aquela sensação de que o dia ia mudar tudo — e eu precisava estar pronto. Levantei, fui até a cozinha, e encontrei a vó Cida já mexendo no fogão. — Tá cedo demais até pra você, meu filho. — Eu sei. — Sorri. — Hoje o dia é importante. — Ah é? Vai vender o quê? — Um pedaço do coração, talvez. Ela arqueou as sobrancelhas. — Ih, lá vem você com essas frases de novela. — Tô falando sério, vó. — Pois então toma café antes de desmaiar de amor. Sentei à mesa, e ela serviu o café com pão torrado, como sempre. Enquanto comia, fiquei olhando pra janela — o sol tentando nascer entre as nuvens, a luz dourada bat

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