Nunca acabou?

1161 Palavras

Quando a Clara abriu a porta, por um instante tudo ao redor pareceu ficar em silêncio. O som do vento parou, o barulho da rua desapareceu, e o único som que restava era o batimento acelerado do meu coração. Ela estava linda. Não era aquela beleza de revista — era algo mais simples, real. Vestido de tricô bege, o cabelo solto caindo sobre os ombros, um sorriso contido, meio nervoso, meio feliz. — Achei que você não viria — disse, baixinho. — Eu quase não vim — respondi, tentando parecer calmo. — Mas acho que a gente precisava conversar. Ela abriu mais a porta e me convidou a entrar. O cheiro da casa me atingiu de novo — aquele aroma suave de baunilha e flor, o mesmo de antes, o mesmo que eu tentei esquecer e não consegui. — Quer alguma coisa pra beber? — perguntou. — Um copo d’águ

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