P.o.v. Arthur
Quando recebi a telepatia da Melody, fiquei preocupado e já avisei John que na hora já mandou tropas a procura dela, faço o mesmo. Porem, fico muito ansioso e preocupado e resolvo ir atrás eu mesmo. Não demorou muito procurando a toda velocidade para sentir o cheiro dela e um cheiro de sangue também. Corro em direção à cabana que apareceu no meu campo de visão e tem o cheiro dela.
Meu coração dispara quando vejo Stephany caída no chão, com o pescoço marcado pelo ataque do vampiro puro-sangue. A raiva e o medo se misturam dentro de mim enquanto eu encaro aquele ser que a feriu. Minha mente corre a mil por hora, tentando encontrar a melhor maneira de proteger todos nós.
"Não posso permitir que ele machuque mais ninguém", penso, lutando para manter a calma apesar da tensão que toma conta do meu corpo. Observo as outras duas pessoas desmaiadas próximas a Stephany e me pergunto se consigo protegê-las também.
Como sou um híbrido, tenho muitos poderes e é um fato que quanto mais poder tiver é mais difícil desenvolver todos ao máximo, então, às vezes os híbridos podem ficar em desvantagem. Sou um misto de lobo, anjo, anjo da morte e fada, e isso me confere habilidades diversas, mas não sei ao certo se sou forte o suficiente para enfrentar o vampiro de frente.
Respiro fundo, buscando a conexão com a parte de mim que é um anjo da morte. Essa faceta me permite sentir a presença de entidades sobrenaturais ao meu redor e me ajuda a ter controle sobre a vida e a morte. Com as asas de fada invisíveis, tento criar um escudo protetor ao redor de Stephany e das outras vítimas, sabendo que não é o suficiente para protegê-los completamente, mas é tudo que posso fazer no momento.
"Eu preciso distrair o vampiro", decido. Estendo uma mão em sua direção, usando minhas habilidades de anjo da morte para enviar ondas de energia negativa. Espero que isso cause medo e inquietação nele, dando-nos um breve momento de vantagem.
Enquanto tento desviar sua atenção, corro para junto de Stephany e das outras pessoas. Verifico rapidamente suas condições, tentando usar minhas habilidades de cura de anjo para aliviar suas feridas e restaurar um pouco de energia vital, apesar de não ser uma cura muito efetiva como dos bruxos, já ajuda. Sei que não posso enfrentar o vampiro sozinho, então espero que meus esforços para protegê-los ao menos os ajudem a se recuperar.
"Sinto falta dos meus irmãos", penso, olhando ao redor em busca deles. "John e Melody, onde estão vocês? Preciso da ajuda de vocês agora."
Enquanto continuo protegendo Stephany e as outras vítimas, permaneço alerta, aguardo meus irmãos chegarem, tenho total certeza que eles vão vir. Sei que a batalha está apenas começando e que precisamos nos unir para enfrentar esse vampiro puro-sangue. Minha determinação em proteger aqueles que amo só aumenta, e estou pronto para fazer o que for preciso para garantir a segurança de todos nós.
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— Hora de acabar com isso_ Melody fala com firmeza.
A energia pulsante da batalha envolve o ar, enquanto me preparo para enfrentar o vampiro puro-sangue ao lado de Melody. Observo-a com admiração, mesmo sabendo que ela é uma bruxa poderosa por sermos trigêmeos, além de ser também uma loba e ter habilidades angelicais e de anjo da morte. Juntos, somos uma dupla formidável, pronta para proteger Stephany e os outros.
O vampiro sorri com desdém, parecendo subestimar nossa força combinada. Seus olhos vermelhos brilham com malícia, e ele se lança em nossa direção, ágil e veloz. Meus instintos de lobo me guiam, e salto para o lado, evitando o ataque direto.
Melody entra em ação, controlando a água ao redor do vampiro e formando correntes congelantes que o prendem. Ele grunhe de frustração e tenta se libertar, mas Melody mantém o controle com habilidade.
Aproveitando a distração do vampiro, corro em sua direção com velocidade sobrenatural, minhas asas de anjo impulsionando meus movimentos. Antes que ele possa reagir, uso minha magia de anjo da morte para envolver minhas mãos em uma aura sombria que pode decompor materia.
Meus punhos se chocam contra o vampiro, liberando uma explosão de energia que o empurra para trás. Ele se recupera rapidamente e avança novamente, mas desta vez, Melody conjura um escudo de gelo para nos proteger.
Nossa cooperação é perfeita, como se estivéssemos conectados por uma força maior. Melody utiliza sua magia para controlar a água e o gelo, enquanto eu emprego minhas habilidades de lobo, anjo e anjo da morte para enfrentar o vampiro.
Meus sentidos aguçados detectam os movimentos do inimigo, permitindo-me antecipar seus ataques e contra-atacar com precisão. Com um contra-ataque, faço ele ficar tonto e restringiu ele com a energia sombria.
Melody aproveita a a******a e lança poderosas correntes de gelo que se entrelaçam ao redor do vampiro, restringindo-o ainda mais. Ele luta para se libertar, mas a combinação de nossos poderes é implacável.
Enquanto lutamos, mantenho meus sentidos aguçados, atento a qualquer movimento do vampiro. Seu ódio por híbridos é evidente em seu olhar, e sei que ele não vai desistir facilmente.
Melody e eu trocamos olhares, reafirmando nosso compromisso de proteger Stephany e os outros a todo custo. Nossa determinação se funde em um único objetivo: derrotar o vampiro e garantir a segurança de todos.
Com um movimento ágil, Melody conjura uma poderosa torrente de água e gelo, lançando-a em direção ao vampiro. Ao mesmo tempo, uso minhas asas para ganhar altitude, preparando-me para um ataque final.
A torrente de água e gelo envolve o vampiro, congelando-o em uma prisão de gelo. Em um instante, mergulho em direção a ele, liberando toda a minha força de lobo, anjo e anjo da morte em um golpe certeiro.
A explosão resultante é intensa, e quando o gelo se dissipa, o vampiro está imobilizado no chão, derrotado. Melody e eu nos aproximamos com cautela, prontos para agir caso ele tente se libertar.
— Você nos subestimou — digo com firmeza, minha voz ecoando no ar carregado de energia mágica.
Melody assente, e juntos observamos o vampiro, certificando-nos de que ele não represente mais uma ameaça. Nossa cooperação foi efetiva, e a sensação de ter protegido nossos amigos é reconfortante.
Assim que percebo que ele não tem chance de escapar, corro até a Stephany e vejo que ela ainda não acordou e nem os outros. Pego ela no colo e me sento na poltrona perto, apoiando ela no meu peito. Ela não aparenta tá machucada mais, já que tanto eu como Melody curamos ela. Percebo que melody está exausta porque assim que relaxou, ela deitou no chão e lá ficou.
— O que aconteceu?_ diz o homem que tinha acabado de acordar. Ele olhou em volta e percebeu que algo tinha acontecido e assim que me viu com a Stephany ele entrou em posição de ataque._ Quem é você? O que esta fazendo com ela?_ diz ele um pouco irritado.
— Creio que quem tem direito de perguntar isso sou eu e não você_ digo enquanto acaricio o cabelo da Stephany. Ela tá vestindo uma camiseta que tem o cheiro dele e isso me deixa com ciúmes.
— Um deus grego?_ a garota que tinha acabado de acordar atrás do homem, disse enquanto esfregava os olhos me olhando.
Encaro ela sem saber exatamente do que se trata e sem saber como reagir a tal pergunta. Se ela estiver falando de como eu me pareço, deve se referir a minha aparência que sei bem que sou muito bonito, mas o porquê dela falar isso nesse momento é estranho.
— Talvez você seja o companheiro da Stephany? Você com certeza merece o elogio que parece um deus, bem como Stephany disse._ ela disse chegando numa conclusão antes da minha resposta.
"O que ela disse de mim? Eu sou do agrado dela?"_ penso um pouco envergonhado e com certeza um pouco vermelho, já que não espera tal elogio vindo da minha companheira.
— Eu... Sou Arthur — respondo, tentando disfarçar a surpresa diante dos comentários sobre minha aparência. — E sim, sou um dos companheiros da Stephany.
Observo a garota, tentando decifrar suas palavras e expressões. Ela parece estar bem, mas ainda um pouco sonolenta. Porém, o que mais me chama a atenção é a menção de Stephany ter feito um elogio sobre mim. Meu coração dispara e sinto um calor se espalhar por meu rosto.
"Stephany me chamou de um deus? Por que ela diria algo assim?", questiono-me, tentando entender o significado por trás daquele comentário. "Será que ela realmente... gosta de mim dessa forma?"
Enquanto tento lidar com essa nova informação, percebo que o homem que estava em posição de ataque agora se acalmou um pouco e nos observa com curiosidade.
— Desculpe por minha reação anterior — ele diz, esboçando um sorriso de leve. — Eu sou Henry, ela é minha irmã Celine. Fico aliviado que ela esteja bem, mas o que aconteceu aqui?
— Um vampiro puro-sangue nos atacou — respondo, ainda com o olhar fixo em Stephany, que continua desacordada em meus braços. — Ele tinha um ódio particular por híbridos, e Stephany acabou sendo ferida. Melody e eu conseguimos derrotá-lo, mas ela ainda não acordou.
Henry franze a testa, claramente preocupado com Stephany. Porem ele não se aproxima, ele parece saber que ela está segura comigo. Não demorou muito para sua expressão suaviza.
— Vou buscar um pouco de água para ela beber quando acordar — diz Henry, levantando-se e indo até uma pia próxima. — Fico grato por vocês estarem aqui para protegê-la. E nos proteger também apesar de não nos conhecemos.
Assinto agradecido, mas minha mente ainda está mergulhada em pensamentos sobre o que a Celine havia dito sobre mim.
— Aqui está a água. Espero que ajude quando ela acordar — diz Henry, demonstrando sua preocupação com Stephany e agradecendo a presença deles.
Arthur assente agradecido e segura suavemente o copo de água enquanto continua a apoiar Stephany em seu peito. Seus olhos não saem dela por um momento sequer, preocupado com seu bem-estar.
Enquanto aguardamos Stephany acordar, Melody começa a fazer perguntas sobre o vampiro que atacou. Ela quer saber se ele tinha algum motivo específico para escolher Stephany como alvo.
— Não sabemos ao certo — respondo, mantendo meu foco em Stephany. — Talvez ele tenha percebido que ela era uma guardiã e quis atingi-la por isso, ou talvez seja apenas o ódio dele pelos híbridos. De qualquer forma, ela foi alvo dele e nós não poderíamos deixá-lo feri-la.
— O que é uma guardiã?_ perguntou Melody, a olho um pouco pensativo.
— Uma guardiã é uma pessoa que tem a responsabilidade de proteger algo ou alguém de ameaças, ou perigos. No caso da Stephany, ela é a sua guardiã, mas guardiões também podem dar sua vida pelo do protegido._ explico um pouco sobre isso e vejo ela ficar surpresa.
— Ela é minha guardiã? Desde quando?_ perguntou confusa e parecia irritada.
Percebendo o tom de surpresa e irritação na pergunta de Melody, decido explicar melhor a situação.
— É uma conexão que Stephany sentiu desde o momento em que você despertou seus poderes. Como guardiã, ela se sente responsável por proteger e cuidar de você, assim como dos outros que são importantes para ela. Essa ligação não é algo que pode ser explicado de forma racional, é algo que vem do coração e da alma. Ela sentiu essa conexão com você desde o início, e isso a tornou sua guardiã — explico, tentando encontrar as palavras certas para esclarecer a situação.
— Entendo..._ falou um pouco baixo_ só queria que ela tivesse me contado antes, parece que ela não confia em mim as vezes._ ela foi e sentou num sofá proximo e apoiou a cabeça nele.
Resolvo deixar ela quieta, o que me faz refletir e pensar se devo ou não contar sobre sermos irmãos. Nossa coneção durante a batalha provou que temos como irmãos gemeos, só lutei nesse sincronismo com John.
"Devo abordar esse assunto?"_ penso sobre o assunto durante um tempo e chego a conclusão depois de um tempo_ "Ainda não é o momento certo para contar a verdade", penso, olhando para Melody com carinho. A revelação de que somos irmãos trigêmeos é algo delicado e pode afetá-la de várias maneiras.
Continua