ETHAN Acordar não é como eu me lembrava. É mais como voltar a existir, devagar, como se o meu corpo precisasse se convencer de que pode fazer isso. Pisquei várias vezes até que o teto parasse de se mover. A dor no lado me lembra que estou vivo e que não devo me mover. — Não se mexa, Ethan. A voz da minha mãe chega antes do rosto dela. Giro apenas a cabeça. Está sentada ao lado da cama, com olheiras, mas firme, como se não tivesse permitido que o cansaço a derrubasse. — Mãe? Ela concorda e pega a minha mão com cuidado, como se fosse de cristal. — Sim. Que susto você nos deu. Seu tom tenta soar calmo, mas a emoção escapa por entre as fen*das. Tento respirar fundo. A pontada volta. Levo a mão à bandagem e suspiro. — Me balearam. Murmurei. — Já passou. Você foi operado e tudo correu b

