OLHO DE ÁGUIA

1113 Palavras
Ana flor O computador do Lee Hoo tem muita coisa, tipo muitas coisas mesmo, seu e-mail está cheio, parecendo que tem dias e dias que não abre. Realmente ser dono de uma empresa como essa deve ser bem difícil. Conseguir responder alguns e-mails como o Rodrigo me ensinou, só comunicando a ausência do Lee Hoo e agendando para as datas disponíveis. Logo depois eu sou liberada e já vou direto para minha casa. - Mãe? - falo abrindo a porta. - Oi, finalmente voltou para casa - diz vindo me abraçar - esta bonita. - Tava na hora de voltar né, estava com saudades já - Eu também, você está bem? - Estou sim, estava sendo bem cuidada lá - Da pra ver, toda bonita. - E a senhora em? como está esses dias sozinha aqui? - vou e sento no sofá. - Sozinha só no modo de falar né, porque toda hora tem uma vizinha fofoqueira vindo me contar alguma coisa. - E a senhora já não gosta né? bom que não fica só - É realmente... mas você faz falta, mas é bom que eu já vou me acostumando pra quando você casar, sinto que não vai demorar disso acontecer - engulo em seco. - Porque a senhora diz isso?? - Ah filha eu sinto, não sei explicar 3 dias depois Já faz três dias que o Lee está fora, e três dias que estou indo para a empresa, e estou gostando bastante, eu sou curiosa então eu gosto de aprender coisas novas. E também o Rodrigo é bem legal e bem paciente comigo, diferente do Lee Hoo, eles são parecidos fisicamente, mas completamente diferentes na aparência. - Bom dia senhorita Lee - diz abrindo a porta da sala do Lee Hoo e entrando. - Bom dia Rodrigo - Chegou cedo hoje, assim que cheguei as meninas da recepção falaram que você já estava aqui - fala sentando na cadeira da frente da mesa. - Sim, tem muitas coisas pra olhar, pra responder... aí preferir vim cedo - falo sincera. - Que dedicada, muito bem... ele vai gostar de ver seu cuidado. - Estou me esforçando - falo sorrindo. - Encontraram a estruturada da antiga recepção desse andar, quer ir lá ver comigo? - Vou sim E assim descemos no elevador e fomos pro térreo do prédio. - Porque você está sempre com essa feição de impressionada? - o Rodrigo me pergunta rindo. - Porque eu realmente estou impressionada, eu vim de outra realidade, então eu fico impressionada com esses lugares ainda. - Entendo, encantador sua perspectiva... e come você parece super feliz de ver um prédio - Isso foi tirando onda comigo?? - Pior que não, essas coisas é tão difícil de se ver hoje, realmente fico admirado. - E você? como é crescer nesse luxo? - Se eu te disser que eu não cresci nesse luxo, você acredita? - pergunta me olhando. - Não? - falo o óbvio. - Pior que não, meu pai e meu tio vieram da Coreia quando eu tinha 2 anos, eu e minha mãe ficamos lá... enquanto eles tentavam a vida aqui, e somente meu tio prosperou, como podemos ver aqui - fala mostrando a construção - como agora você é da família eu posso dizer - dou risada, se ele soubesse - eles tiveram uma briga muito f**a, e no fim só meu tio vingou e meu pai enfim... teve uma vida de qualquer trabalhador brasileiro, e depois de idas e vindas, em alguns anos ele voltou pra Coreia de vez e quando eu fiz 26 anos, minha mãe faleceu. Então eu e meu pai decidimos vim pro Brasil novamente, a nossa qualidade de vida seria melhor aqui e também tiraria a imagem e lembranças de dor da minha mãe. E eu só vim parar aqui nessa empresa depois que meu tio faleceu e o Lee Hoo assumiu, ou seja a 6 anos. - Como você aprendeu português tão bem e porque seu nome é em português? - Na verdade meu nome é Yoonsung, Rodrigo veio quando vim morar no Brasil, e o português eu aprendi em casa, eu vim de uma quase vila e lá tinha pessoas brasileiras, e minha mãe sabia falar português, não me pergunte porque - diz rindo - mas eu cresci ouvindo português e sendo estimulado a aprender, então quando eu vim pro Brasil foi mais pra limpar o sotaque, mas se você ouvir direitinho tem restos de sotaque aqui ainda. - Eu não vejo, pra mim você fala muito bem, até melhor que eu - ele rir - Aí você exagerou, me de palavras difíceis para você ver se não desande tudo. - Que nada, você está ótimo - penso no Lee Hoo, jamais iria conseguir ter uma conversa dessa com ele. - Que cara é essa? - Qual cara? - me faço de desentendida. - Você mente e disfarça m*l, você vai ser mulher do Lee Hoo precisa aprender fazer essas duas coisas bem, o que foi? - Não era nada demais, só que acho que não conseguiria ter essa conversa com o Lee Hoo, eu sou curiosa, mas queria saber mais das coisas dele - falo sincera. - Ah minha querida, tenho algo pra lhe dizer… ali é daquele jeito mesmo, teimoso tal qual uma mula, com o tempo ele vai sendo mesmo ele e virando alguém legal, eu demorei 15 anos pra ter a relação que temos hoje… então… fica tranquila. - Ah fiquei relaxada agora, ufa - ele rir. O Rodrigo realmente é o oposto do Lee Hoo, hoje eu rir bastante com ele, depois de ver a estrutura que eles vão colocar para eu trabalhar, voltamos aos compromissos. E agora já sair da empresa, era pra eu ir pra casa do Lee Hoo, mas decidi ir pra minha casa, aproveitar que ele não está aqui e ir ficar um pouco com ela. Fomos no mercados juntas, passeamos por aí falando do vida dos outros e agora estou no meu quarto descansando e minha vó no dela. Meu celular começa a tocar e vejo que é o Lee Hoo, ué … * Alô * Porque você não está em casa? * Como você conseguiu me ligar do mar ? * Responde o que eu te perguntei * Estou na minha casa, vim fica um pouco com a minha vó. * Você sabe exatamente o nosso trato e já deixei claro que quero que ele continue se cumprindo sem a minha presença, espero que daqui a 3 horas você esteja onde deveria está. Diz e desliga na minha cara, será que alguém ligou pra ele avisando que eu não estava lá? que povo fofoqueiro.
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