Quando Erick parou diante do semáforo vermelho, preso atrás de uma fila interminável de carros, sentiu o peito comprimir. Encostou a testa no volante e fechou os olhos com força, tentando conter a enxurrada de pensamentos e a dor que latejava como se o estivesse rasgando por dentro. Ficou ali, imóvel, por longos segundos… até o toque insistente do celular vibrar no console, cortando o silêncio como uma lâmina. Suspirou pesado ao ver o nome do coordenador do departamento médico piscando na tela. Quase não teve força para deslizar o dedo e atender. — Oi. — tentou soar firme, mas a voz saiu rouca. — Doutor Vegas, onde o senhor está? Precisamos do senhor imediatamente. — A voz autoritária do outro lado o atingiu sem qualquer suavidade. Erick apertou o volante. — O que aconteceu? — pergunt

