capítulo 39

1922 Palavras

Erick já estava há uma hora preso em sua sala, afundado em uma montanha de prontuários amontoados sobre a mesa. O hospital inteiro parecia correr lá fora, mas dentro daquela sala… o tempo rastejava. Seus olhos já ardiam de tanto alternar entre rabiscos e o relógio de pulso, que de teimoso marcava apenas 11h52. Ele largou a caneta com força sobre a mesa. O barulho seco ecoou pela sala silenciosa. Quase meio-dia. O estômago dele revirou — não de fome, mas de inquietação. Aquela conversa com Eliza estava entalada em sua garganta desde cedo. Ele se levantou, pegou o jaleco, saiu apressado pelos corredores, ignorando cumprimentos e olhares curiosos. Ao alcançar o estacionamento, o ar fresco não trouxe alívio algum. Entrou no carro e, com um aperto no peito, partiu para o restaurante onde el

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