Nicole acordou cansada de um jeito que não reconhecia. Não era sono. Era peso. O corpo parecia mais lento, como se tivesse passado a noite carregando algo que não conseguira largar nem dormindo. As pernas doíam levemente, os braços estavam pesados, e havia uma pressão estranha na cabeça, como se o pensamento estivesse sempre um segundo atrasado. Ela sentou na cama e ficou ali alguns minutos, respirando fundo, tentando entender se aquilo era só mais um dia r**m. Não parecia. Levantou-se, foi ao banheiro, encarou o próprio reflexo. Os olhos estavam opacos. Não tristes — cansados. Um cansaço que vinha de dentro, não do mundo. — Para — murmurou para si mesma. — Você tá exagerando. Mas o corpo não concordou. Na cozinha, a mãe falava algo sobre contas atrasadas, sobre vizinhos, sobre o

