Capítulo 13

1162 Palavras
É claro que ele queria isso, Marcos queria me tirar do sério, queria me provocar, da maneira dele de ser irritante, ele provoca as pessoas, ele era o encrenqueiro na escola, sempre puxando as trancinhas e tirando sarro das pessoas, ele não tinha mudado nada, e eu cair na dele, devia saber que ele era assim e ignorá-lo para sempre, mas não estava eu aqui perdendo tempo com ele. — O que foi menina? — Minha madrinha perguntou, eu obviamente estava vermelha e entrei pela casa irritada. — Preciso ir para minha casa. — Falei, minha madrinha desceu as escadas. — Me perdoe mas estamos sem carro, pedi para seu pai emprestar o dele para a vizinha, ela estava apenas com um carro e as filhas dela veio para o casamento, não podem ficar sem carro, imagine querer ir na cidade e não poderem ir. — Minha madrinha falou ignorando o fato de isso estar acontecendo comigo, porque ela estava planejando me prender nesse sítio até os fins do meus tempos. — Eu vou de carroça, ou de carona com qualquer pessoa que ainda estiver aqui. — Minha madrinha me olhou ofendida. — Por caso a tratamos m*l? — E minha mãe como se sentisse que minha madrinha precisasse de ajuda para me chantagear emocionalmente, apareceu nas escadas. — Está ofendendo sua madrinha Elisabete? Como ousa ser tão mau educada dessa forma? — E então o palco estava pronto para aquelas duas. — Ela prefere ir de carroça á ficar mais um dia sobre o meu teto, o que fiz para me tratar dessa maneira? — E eu tinha duas opções, a primeira era dizer que Marcos me irritou e fazer com que ela caísse em cima dele, a outra era apenas sorrir e dizer que mas um dia não faria m*l. — Acho que mais um dia, não fará m*l, porém amanhã que sair logo cedo, preciso arrumar minhas malas, quero de imediato encontrar um emprego. — Os meninos estão precisando de uma secretaria se não me engano. — Minha madrinha falou, como se essa ideia ardilosa já não estivesse em seus planos. — Tenho certeza que não tenho os atributos para ser secretária, nunca estudei para isso, eu estudei artes, quero ver se consigo dá aula de teatro na escola da cidade. — Tenho certeza que o salário que vão te oferece, será nada comparado ao que Luan irá pagar. — Disso eu tinha certeza, eu poderia nem saber escrever meu nome, mas elas garantiriam que eu e Marcos ficassem juntos e que tivessem que ameaçar Luan para isso assim seria feito. — Quero trabalhar com o que gosto. — Não quero ficar ainda mais em débito com essa família. — Trabalhar com o que gosta. — MInha da uma risada e eu a conhecia, para saber o que vinha depois. — E isso te levou Liz, pegue a oportunidade que sua madrinha está te oferecendo e agradeça aos céus por ao menos ter isso, já abriu mão de muitas coisas para fazer o que gosta. E eu respirei fundo, brigar com minha mãe era desnecessário, e as pessoas que tinha ficado após a festa já estavam acordadas, não queria ser mais motivo de vexame, então apenas sorrir para minha madrinha. — Irei pensar com carinho, mas por agora irei para o meu quarto. — Eu segurava a barra do vestido que estava cheio de jabuticaba, minha mãe me avaliou. — Vá e coloque outra roupa para o almoço, não ouse se apresentar assim. — A forma como ela tinha esse poder sobre mim, me irritava eu já não era uma menina, mas mesmo assim estava lá fazendo o que ela mandava. Subi as escadas revoltada, como uma adolecente faria, e tranquei a porta, eu sabia que a volta não seria facil, mas esperava que ao menos eu tivesse mais forças para enfrentá-la. Minha mãe sempre me viu como a esposa de Marcos, qualquer hipótese que mudasse isso era inaceitável, ela falava como minha vida seria boa, como ser uma oliveira me tornaria importante, como eu seria dona de tudo que nós sempre tivemos que mendigar. Ela sempre invejou minha madrinha, disso eu sei, meu pai sempre teve um bom emprego, mas nunca podemos luxar com os Oliveiras, ela não era má e com certeza amava meu pai, nunca quis a vida da minha madrinha, mas queria que eu tivesse, ela e minha madrinha planejaram tudo quando perceberam que eu e ele éramos muito próximos, e daí em diante eu e Marcos estávamos prometido um ao outro, antes mesmo de sabermos o que sentíamos um pelo outro. Elas sempre manipulando e armando para que ficássemos juntos, o dia que ele me pediu em namoro, as duas choraram feito crianças e já estavam lá arrumando os preparativos do casamento, que deveria acontecer no máximo um ano após aquele pedido. Antes: Marcos estava começando a ficar cada dia mais impaciente para contar para nossos pais, eu queria esperar, sabia que depois que começasse seria difícil parar nossas mães. — Não podemos ficar nos escondendo para sempre.— Ele fala com seus lindo olhos de mel, ele se balançava no pneu que ficava perto do lago. — Elas acharam um jeito de se intrometer, já não será apenas nós. — Eu conhecia minha mãe, ela sonhou com isso desde que eu e marcos nos tornamos melhores amigos, para ela era um sinal claro que nosso amor não era fraterno como assim era com Luan, ela fala que meus olhos brilhavam de forma diferente por Marcos, e então estamos os dois destinados a sermos um casal. — Não permitiremos, e já combinamos que eu irei fazer administração e você teatro em São Paulo, e lá elas não estarão por perto. — Por isso acho que devíamos falar quando já estivéssemos lá. — Era fácil sendo só nós, sem pressa, apenas dois jovens. — Eu estou ficando bonito sabia. — Marcos fala se levantando o balanço. — Logo as moças irão querer namorar comigo e o que eu vou dizer? — Irá dizer que não quer. — Ele sorriu, sabia que tinha me deixando irritada. — Ou fique com elas se assim preferir. — Eu prefiro está com você, mas quero que todos saibam, quero que saibam que pertenço a ti e você a mim. — Ele se aproxima para me beijar. — Eu prometo que assim que se formar vamos para São Paulo e deixaremos todos eles para trás. Agora Obviamente que fomos engolidos por nossas mães, e Marcos foi convencido que precisava ficar e administrar a empresa junto de Luan, porque meu tio já não estava conseguindo lidar com tudo. E quando vi estamos os dois presos em um noivado, sem ao menos previsão de irmos para São Paulo, e eu seria exatamente o que minha mãe queria, me tornaria uma Oliveira, rica o bastante para não precisar me preocupar em trabalhar, porque ser esposa de um homem de negócio era muito trabalhoso.
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