Samael — Saia, Charlotte. Agora. Charlotte hesitou, os olhos brilhando com uma mistura perigosa de indignação e vulnerabilidade. — A hora da história acabou, volte para o seu maldito apartamento e durma! — dei um sorriso torto, enquanto a olhava ajustar a toalha em torno do próprio corpo. Ela me encarou, os lábios pressionados em uma linha fina, como se tentasse conter as palavras que queria gritar. Mas Charlotte era teimosa. Sempre teimosa. — Não, a hora da história está só começando, eu vou voltar para casa, pegar aquele diário e traduzir linha por linha se necessário. Se preciso for aprenderei aprenderei até a língua do demônio! Dei uma gargalhada forçada. Eu sabia o quanto Charlotte era determinada e podia sentir a sua vibração pulsante percorrendo pelas minhas veias. — Não exi

