-82-

1008 Palavras

Arthur: Tava ali, mexendo nos potes, mas sem alma cortava os legumes no automático, o peito apertado foi aí que ouvi os passos leves da vó entrando na cozinha nem precisei olhar, já senti aquela presença que acalma. Ela encostou no batente da porta, ficou um tempo me observando em silêncio, depois soltou, do jeitinho dela: — Dora: Filho... quem ama não sufoca, mas também não some. Parei a faca, olhei pra ela. — Ela quer fazer as coisas sozinha agora, vó reclama até da comida ela que quer fazer eu só quero cuidar... só quero ajudar. Ela veio devagar, puxou uma cadeira e sentou. —Dora: Às vezes, ajudar é sair de perto e confiar cuidar também é deixar errar, aprender tu já deu raiz, agora é hora de deixar criar asa. Fiquei em silêncio a vó sempre fala simples, mas bate no meio do cora

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR