Narrado por Maggie
"A mentira coloca em dúvida todas as verdades"
— Achas que isso vai dar certo? — pergunto angustiada.
— Se é como tu dizes e não sabem, pois vão saber hoje mesmo, para não dizer que não sabem e elas são umas santas.
Vamos até à casa de banho e não demora muito para elas aparecerem.
— Meu Deus! — ela coloca os dedos no nariz m*l entra e nos vê. — Eu vi logo que aqui tinha fedor.
— Aposto que vem de ti Maggie sebosa — Sarah fala me rondando.
— Ou então desta tua amiga! — Jennifer diz olhando para a Lou.
— Se calhar vem da tua boca! — Lou retruca, como sempre.
Jennifer faz uma careta.
— És mesmo muito nojenta, acho que ela precisa de uma lição, Daisy. — ela diz à sua dona.
— É, acho que tens toda a razão.
Empurra-me e eu mais uma vez caio no chão.
Lou vem para me defender, mas a Sarah e a Jennifer a agarram pelos braços.
— Onde tu pensas que vais? — Jennifer fala apertando o braço da minha amiga.
— Solta-me sua louca. — ela grita.
Daisy vira-se para mim e me dá um estalo.
Eu coloco de imediato a mão na minha cara.
— Olhem aqui suas m*l cheirosas, eu não as quero aqui nesta casa de banho, porque senão cheiram muito m*l, por causa de vocês, suas porcas. — ela diz aquilo cheia de raiva.
— Tu és muito louca. — Lou diz com raiva.
— MAS QUE MERDA SE PASSA AQUI, DAISY? — Ryan diz ao entrar.
As cadelinhas amestradas deixam de imediato a Lou que vem no meu encalço e a Daisy se assusta.
— Foram elas que se meteram connosco. — ela tenta se defender.
— Não foi isso que eu vi, Daisy, tu estás maluca? — ele ralha com ela.
— Não fales comigo assim à frente desta ralé, Ryan.
Ele revira os olhos.
— Que mania da superioridade, Daisy, por favor. Vamos embora.
Ela hesita.
— Agora, Daisy.
Ela sai em passo pesado e a bufar irritada.
— Meninas!
Ele chama as outras duas doidas e elas saem de imediato.
Ryan chega perto de nós, mas olha diretamente para mim.
— Estás bem? — ele pergunta calmo.
Eu que entretanto já estou de pé, ajeito os meus óculos.
— S, sim, es… estou. — estou a gaguejar.
Ai que vergonha.
— Ótimo, desculpem a Daisy, ela às vezes ultrapassa os limites.
— Às vezes? — Lou fala irritada. — A tua namorada é doida isso sim e não nos deixa em paz, maluca.
Ele encurta o seu olhar.
Desgraça, ele é mesmo bonito, assim tão perto é ainda mais.
— Mas eu não sabia que ela fazia estas coisas, desconfiava, mas não tinha a certeza.
— Parece ser o seu hobby favorito, nos chatear. — eu digo um pouco envergonhada.
— Eu vou falar com ela, ok meninas?
Lou encolhe os ombros e eu não digo nada.
Ele sai da casa de banho, mas não sem antes olhar bem dentro dos meus olhos, me fazendo arrepiar a espinha.
Caramba, que olhar tão penetrante.
— Estás bem? — a minha amiga pergunta preocupada, depois de ele sair.
— Estou, vamos embora.
Saímos cá fora.
— Deu certo não deu? — Ben pergunta m*l saímos cá para fora.
— Sim, Ben, muito obrigada pela tua ajuda. — agradeço.
Benjamim Cooper é da nossa sala e é nosso amigo, pedimos para ele ir chamar o Ryan e o trazer até aqui a casa de banho, para ele ver com os seus próprios olhos o que a namorada apronta connosco.
Ben é um garoto muito sensível, um garoto bonito e delicado, só eu e a Lou sabemos a sua verdadeira orientação s****l, ele gosta de garotos, mas esconde isso de todo o mundo e tenta ser o que todos querem que seja, um garanhão de meninas, ele tenta ser assim, para o aceitarem, porque se alguém desconfiar, ele vira rapidamente motivo de chacota.
As pessoas conseguem ser muito cruéis, com todos os outros que são diferentes, que fogem ao estereótipo que a sociedade acha normal.
Que sabem eles o que é normal ou não, as pessoas são más e pronto.
Vou até ao meu cacifo para guardar uns livros e ir buscar outros, mas m*l fecho a porta do meu cacifo, dou um salto de susto, ao ver ali a doida da Daisy com cara de louca.
— Tu vais-me pagar bem caro sua sebosa de merda, vais só ver.
Ela sai andando pelo corredor fora.
— Maluca de merda. — falo para mim mesma.