ENTRE SANGUE E O ABISMO

1308 Palavras

Depois que Caio sumiu na escuridão do depósito, ficou um silêncio estranho. Não era paz. Era aquele tipo de silêncio que só existe quando algo foi quebrado por dentro e ainda não fez barulho suficiente pra todo mundo ouvir. Eu fiquei parado por alguns segundos, olhando para o ponto onde ele tinha estado. Minha cabeça girava. As palavras dele ecoavam como tiros m*l dados, ricocheteando dentro de mim. “Projeto Erik.” “Te odiar pra sobreviver.” “Eu já desisti.” Passei a mão no rosto, sentindo a pele quente, o corpo ainda tremendo. Não era só a dor do ferimento no ombro. Era algo mais profundo, mais antigo. Era como se eu tivesse acabado de descobrir que uma parte de mim foi arrancada anos atrás… e devolvida agora, distorcida, afiada. — Erik… — a voz da Samanta veio de trás, baixa, caute

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