O sol da manhã entrava pelas janelas quando Júlia despertou, ainda abraçada a Gabriel. O cheiro de café e a luz suave tornavam o quarto quase seguro, quase normal, mas ela sabia que o mundo lá fora ainda era perigoso.
Ela se afastou um pouco, apoiando a mão no peito dele, olhando nos olhos intensos de Gabriel.
— Promete… promete que assim que tiver tudo seguro, você vai me encontrar? — perguntou, a voz tremendo, mas firme.
Ele sorriu, acariciando o rosto dela com delicadeza, como se cada toque fosse uma promessa silenciosa de proteção.
— Eu prometo, amor — disse, baixando a cabeça para beijá-la. — Não importa quanto demore, não importa o que tenha que enfrentar… eu vou voltar pra você. Sempre.
Júlia fechou os olhos no beijo, sentindo cada palavra dele como um escudo, cada toque como uma segurança.
— Então eu espero — ela murmurou quando se separaram, ainda com a testa encostada na dele. — Porque eu vou esperar.
Gabriel segurou a mão dela firme, como se transferisse sua força e determinação através do toque.
— E eu vou cumprir — ele respondeu, com a voz grave e carregada de promessa. — Por você, por nós.
E naquela manhã, por alguns instantes, o mundo fora do quarto desapareceu. O que importava era a certeza de que, apesar de guerras, alianças e ameaças, eles escolheram um ao outro. Sempre.
Gabriel abriu a porta do carro e ajudou Júlia a entrar com cuidado. Antes que ela se acomodasse, ele segurou o rosto dela com firmeza e beijou-a profundamente, como se quisesse deixar ali um pouco de si para ela levar.
— Eu te amo, Júlia — ele disse, com a voz carregada de intensidade. — E vou te buscar. Sempre.
Ela sorriu, encostando a testa na dele por um instante.
— Eu sei, amor. Se cuida. Eu te amo.
Ele soltou-a com relutância, fechou a porta e entrou no carro. O trajeto foi silencioso, mas cheio de tensão e expectativa. Quando chegaram à casa dela, a mãe e a irmã já estavam prontas, com malas pequenas, aguardando.
Gabriel abriu a porta e ajudou as três a entrarem no carro. Ele olhou para Júlia, os olhos cheios de promessa.
— Fiquem tranquilas — ele disse, firme. — Vocês estão seguras comigo.
O carro partiu em silêncio, carregando Júlia, a mãe e a irmã em direção a um lugar seguro, longe de olhares e ameaças. O coração dela estava apertado, mas havia um fio de esperança: Gabriel havia cumprido sua promessa, e nada nem ninguém iria tirá-las de sua proteção.
Enquanto o carro desaparecia na noite, Júlia segurou a mão da mãe e da irmã, sentindo que, finalmente, estavam protegidas, e que, apesar de todo o perigo que ainda existia lá fora, havia alguém disposto a lutar por elas até o fim.