Capítulo 19- Descobertas Dolorosas

2039 Palavras
Afonso: Como assim medicamento para esquizofrênicos? Nina: Ei, se acalme. Venha sente-se. Disse apontando um dos sofás da sala de espera. Candice ficou ao lado dele o dando apoio e também prestando atenção no que Nina iria dizer. Paul: Tome. Disse entregando um copo de água a ele. Afonso: Obrigado. Disse ainda atônico. Nina: Foi encontrado nas análises do seu sangue, que havia ainda uma grande quantidade de risperidona. Candice: Espera....risperidona? Perguntou confusa. Nina: Sim, conhece a medicação? Candice: Sim, a minha mãe usa risperidona. Um dos médicos que o meu pai a levou, receitou. Tem cerca de um mês mais ou menos, mas ela não é esquizofrênica nem nenhum transtorno mental. Paul: Mas ele não é só indicado para esses casos, ele pode indicado em pacientes com depressão ou que tenha passado por um estresse pós traumático. Nina: Risperidona é um antipsicótico. Ou seja, é um remédio utilizado para tratar sintomas da esquizofrenia, como psicoses, alucinações e pensamentos perturbadores. Mas também pode ser usada em casos de pacientes com depressão, estresse pós traumático, transtorno depressivo Transtorno obsessivo-compulsivo, Transtornos psicóticos agudos e crônicos. A risperidona também é usada para tratar problemas de comportamento, como agressão, automutilação e mudanças repentinas de humor. Afonso: Meu Deus! Candice: Mas...a minha mãe ...ela... Paul: O médico pode receitado em uma dosagem baixa, a sua mãe perdeu uma das filhas, isso pode ter ocasionado o estresse pós traumático ou até o quadro depressivo. Explicou vendo a expressão de Candice. Candice: Isso explicaria como a Bela conseguiu o remédio, a minha mãe tem a receita. Disse pensando alto. Afonso: Como ela colocou isso que eu não vi? Perguntou ainda atônico. Candice: Não sei, Afonso. Ela é argilosa. Respondeu. Nina: Os efeitos desse medicamento variam entre várias possibilidades, dependendo da dosagem aplicada. Afonso: Quais são os efeitos? Nina: É importante que saibam que somente o médico psiquiatra pode receitar e informar a dosagem necessária para cada tipo de tratamento e paciente. A dose prescrita variará de pessoa para pessoa, dependendo da condição a ser tratada. É importante seguir as instruções dadas pelo seu médico. O uso excessivo desse medicamento pode trazer outras sequelas ao ao cérebro humano. Candice: Nina, está nos deixando assustados. O que isso ocasionará em um paciente que não possui nada, como Afonso? Nina: Varia de caso em caso, e da a dosagem utilizada, além do uso constante ou não da medicação. Tentou explicar. Afonso: Que seriam? Nina: Náusea, vômito, tontura, boca seca, azia, ansiedade, agitação, lápsios de memória, sonhos ou pesadelos constantes, dificuldade para urinar, confusão mental, alucinações, perda ou incapacidade s****l, perda da líbido, reações alérgicas, dores no estômago, AVC, até paradas cardíacas e entre outros. Eu poderia citar muito mais, mas acho que já sabem o que de fato aconteceu. Paul: Até essa medição sair por completo do seu organismo, procure se alimentar bem, fazer alguma atividade física. Afonso: A minha vida tá uma loucura, acha que vou ter tempo pra me alimentar bem e fazer exercícios? Disse ríspido. Candice: Ele só está tentando te ajudar. Defendeu Paul. Afonso: Eu sei, me desculpe. Disse a Paul - É que muita coisa para a digerir ao mesmo tempo. - Apesar de ter ingerido isso sem ter nem conhecimento do era, isso ainda não diz nada, não diz se eu transei ou não com a Bela. Só prova que ela se aproveitou da situação ou melhor que armou tudo isso. Eu poso ter feito e nem saber. Disse. Nina: Isso é verdade, mas aconselho a se observar durante esse tempo. E depois podemos fazer mais exames. Afonso: No momento eu não tenho cabeça pra isso. Eu só quero esfregar isso na cara da Bela. Nina: Afonso, você foi dopado com vinho, usar esse tipo de medição com bebida alcoólica não é boa coisa, sei que sua vida está um caos no momento, mas todo cuidado e precaução é bom. Candice: Eu vou ficar de olho nele. Garantiu. Nina: Eu tenho que ir agora, mas qualquer coisa que precisarem tem o meu número. Disse se despedindo deles. Candice: O que vai fazer agora? Afonso: O que mais eu posso fazer? O jeito é contar para Alana. Ela vai me odiar. Meu Deus! Como vou contar isso? Perguntou atordoado. Candice: Ela não vai te odiar, ela pode ficar magoada e precisar de um tempo, afinal ela acorda e está toda essa loucura na vida dela. Mas se aconteceu, eu acho que ela vai entender, ou pelo menos procurar entender que você nunca faria algo tipo em estado totalmente consciente. Afonso: Eu não sei, eu m*l a tive de volta, Candi. Ela pode não querer nem olhar na minha cara. Candice: Eu não acho, eu conheço a minha irmã. Ela não será injusta com você. Ela te ama e sabe que você também a ama. E por mais que doa nela, eu sei que ela vai entender que não foi traição. Afinal, para todos nós ela estava morta. Afonso: Tenho medo dela me odiar. Disse sincero. Paul: Eu não conheço vocês muito bem, mas pelo pouco que pude perceber, não devem deixar a irmã dela atrapalhar ainda mais a relação de vocês. Seria como dá o gosto da vitória a ela. Pensem nisso. Disse solidário. Afonso por mais receoso estivesse sabia que tinha que contar. Não poderia deixar Alana sem saber disso. Por mais doloroso fosse em ambos, por isso quando entrou no quarto e a viu sorrir, quase voltou atrás, mas não seria justo. Com isso aproveitou para selar os lábios dela de forma longa e apaixonada, desfrutando daquele beijo, que no fundo do seu coração tinha medo de ser o último. Após segurar as mãos dela e finalizar o beijo, ele soltou aquela famosa frase "Precisamos conversar" Dali Alana soube que viria mais coisas que a machucariam, percebeu pelo olhar dele. Mas jamais poderia imaginar o que viria. A primeira reação dela foi soltar suas mãos. As lágrimas, os soluços vinham com facilidade. E o pior era que Afonso não podia dizer se tinha feito ou não. Ainda tinha aquela dúvida no ar. Afonso se viu de coração partido ao ouvir o choro dela, ao perceber a dor em seu olhar, saber que estava causando aquilo, saber que não poderia se aproximar, por que ela não deixava. Alana: Beijou ela? Perguntou aos prantos. Afonso: Eu não tinha os pensamentos em ordem, para mim era você. Eu via você. Alana: Então...não sabe se transou com ela? Perguntou sentindo seu coração sangrar. Afonso: Me desculpe, eu não sei... eu não me lembro. Eu juro que faria qualquer coisa para me lembrar. Disse chorando também. Alana: Ela pode estar esperando um filho seu agora. Disse arrasada. Afonso estancou no lugar. Afonso: Não! Isso não, Amor. Eu...não... Alana: Ela pode ter planejado isso desde o começo. Um filho é um laço para sempre. E você jamais iria abrir mão de um filho seu, independente da situação. Disse o conhecendo bem. Afonso: Amor...eu..não sei o que dizer. Disse sincero e totalmente perdido. Alana: Eu preciso de um tempo, Afonso. Preciso pensar, digerir toda essa merda no que transformou a minha vida. Afonso: Alana...eu sei que é difícil, mas...por favor ..por favor não me afaste.. Pediu com seu coração acelerado. Alana: Eu preciso desse tempo, Afonso. Por favor, tenta entender. Disse chorando. Afonso: Eu sei...mas eu não vou suportar perder você de novo... Alana: Eu preciso ficar sozinha...está doendo bem aqui... Disse colocando a mão no peito. - Eu te amo, amo tanto que seria capaz de morrer no seu lugar, dói saber que pode ter transado com a minha irmã, ainda que não seja totalmente culpa sua. Ainda sim, não vai doer menos. Afonso: Eu sei, me perdoa, amor... Eu juro..eu nunca, nunca vi a Bela dessa forma. Eu não consigo nem imaginar um beijo, imagine outra coisa. Alana: Eu sei, eu entendo, de verdade. Sei que não faria isso se não estivesse confuso mentalmente ou dopado. Mas eu preciso digerir isso. Ainda que não mereça consideração nenhuma. A Bela é minha irmã, de sangue, e dói saber tudo isso. Afonso: Eu entendo, eu vou respeitar o tempo que precisa, mesmo que me doa. Disse beijando a testa dela. - Só por favor, não desista de mim, não desista de nós. Alana se calou. Quando Afonso saiu do quarto, ambos desabaram. Candice viu o cunhado encostado a porta em um choro que partia o coração. Candice: Ei! Disse o abraçando. Afonso: Eu não posso perder essa mulher. Eu a amo, Candi. Candice: Eu sei. Eu vou fazer de tudo para ver vocês felizes de novo. Eu prometo. Afonso: Eu tenho vontade de ir até a sua casa e matar a Bela. Acabar com essa desgraçada. Candice: Eu também tenho, mas isso não vale a pena. Você acabaria preso, a Alana sem você e no fim, seria até pouco para a Bela. Morrer seria muito fácil para ela. Afonso: Cuida dela? Pediu a Candi se referindo a Alana e se soltou do abraço. Candice: Sempre. Onde você vai? Perguntou o vendo se afastar. Afonso: Embora, vou para casa. Candice: Vai como? Não é bom dirigir desse jeito. Disse preocupada. Afonso: Eu vou pedir um táxi não se preocupa. Disse sabendo que realmente não tinha condições para dirigir, seria capaz de fazer uma besteira. Candice o viu se afastar cada vez mais, e preocupada com o estado dele, Afonso vinha se mostrando emocionalmente instável e para quem tivera coragem de tentar contra sua vida uma vez, não seria difícil fazer isso novamente, ainda mais no estado em que estava. Por isso ligou para Hugo. Claro que o outro estranhou a ligação, mas atendeu. Candice: está sentado? Perguntou quando ele atendeu. Hugo: Sim, estou. Por que? Candice: Preciso que me escute! Disse firme e Hugo precisou respirar fundo quando Candice começou a contar tudo e por fim ele mesmo que ainda sem acreditar no que ouvia, já pegava as chaves do carro em direção ao apartamento do irmão. - Hugo, não saia de perto dele, tenho medo dele fazer uma besteira. Hugo: Tudo bem, tudo bem. Disse ainda incrédulo. - Como a Alana está? Candice: Fisicamente, está bem. Emocionalmente, péssima. Hugo: Eu vou vê-la. Disse Candice: Conte a Maya. Ela precisa saber. Hugo: É...eu e a Maya terminamos. Disse e Candice ficou surpresa. Candice: Não sabia, eu lamento. Disse sincera. Hugo: Tudo bem, a relação já não estava a mesma fazia tempo, mas somos amigos acima de tudo. Eu vou contar a ela. Candice: Só pede para que não conte a mais ninguém. Ainda preciso contar aos meus pais e estou pensando em um jeito. O choque será muito grande. Hugo: Eu entendo, pode deixar não vou contar a mais ninguém. Candice assim que encerrou a ligação, foi ficar com a irmã. Candice: Ei! Disse ao ver a irmã chorando encolhida na cama. Alana: Por que? Perguntou magoada. Candice: Eu sei que está difícil, e que precisa de tempo, independente de tudo eu sempre vou estar do seu lado. Garantiu. Alana abraçou a irmã. Alana: Obrigada. Candice: Não me agradeça. Eu te amo, irmãzinha. Disse e ficando com Alana em seu peito. E a alguns quilômetros dali Hugo também entrava no apartamento do irmão. Hugo: A Candice me ligou. Disse os ver o irmão voltar da cozinha com uma garrafa de whisky. - Não vai beber. Disse pegando a garrafa da mão dele. Afonso: Eu só quero esquecer, eu preciso esquecer que estraguei tudo com a Alana. Que ela nunca vai me perdoar. Disse sem contar o choro. Hugo o abraçou. Hugo: Deixa de ser bobo, ela te ama. Não vai te entregar assim para a Bela. Disse tentando descontrair, mas não adiantou, porque Afonso chorou ainda mais. Afonso: Eu me sinto um merda, um i****a. Estou com vontade de sumir. Disse fazendo Hugo se preocupar. Hugo fez Afonso o encarar. Hugo: Afonso, não! Pare de pensar isso. Disse preocupado com o estado do irmão. - A Alana está viva! Viva, cara! E independente do que a Bela tenha feito, você precisa de forças para reconquistar a sua garota. E p***a Afonso! Não pense em fazer uma besteira a Alana não suportaria e nem eu suportaria. Eu sou teu irmão, e vou te ajudar. Disse abraçando ainda mais forte o irmão.
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