Capítulo 6: Proposta Indecente

1091 Palavras
A noite parecia comum. Até ela fazer a proposta que deixaria qualquer homem de joelhos — especialmente Kael. Alanna estava recostada na bancada da cozinha, camiseta larga, short minúsculo, e aquele sorriso travesso que sempre o desestabilizava. Kael tentava manter o foco enquanto lavava dois copos, mas sua mente já estava a mil desde o momento em que ela entrou no apartamento dizendo que tinha “uma ideia”. — Você tá quieto hoje, Kael — ela provocou, apoiando o queixo nas mãos e o encarando com os olhos brilhando. — Pensando em quê? — Tentando descobrir qual é a tal ideia que você ficou insinuando a noite inteira — ele respondeu, secando as mãos com a toalha. — E me distraindo com essa roupa. De propósito, né? — Sempre — ela sorriu. — Mas hoje é mais do que só te provocar, Kael. Ele cruzou os braços, encostado na pia, e ergueu uma sobrancelha. — Tô ouvindo. Ela se levantou lentamente, andando na direção dele. Os quadris balançando, os olhos fixos nos dele, como um desafio. Parou a centímetros do corpo dele, tão perto que Kael conseguia sentir o perfume doce que ela usava — e o calor da pele. — E se a gente fizesse um trato? — Que tipo de trato? — Um jogo — ela murmurou, encostando o dedo no peito dele, fazendo um caminho suave até a gola da camiseta. — Eu te deixo me tocar. Descobrir até onde consegue me provocar... sem me possuir de verdade. Kael piscou, surpreso. — E se eu perder? — Se você perder, me deve um desejo. Qualquer um. Sem discussão. — E se eu ganhar? Ela sorriu como se estivesse esperando essa pergunta. — Eu me entrego. Totalmente. Sem resistir. Sem brincadeiras. O silêncio entre eles ficou denso, carregado de eletricidade. Kael sentia o corpo responder antes mesmo de processar a proposta. Os dedos formigando, a boca seca, o desejo latejando. — Alanna... você sabe o que tá propondo? Ela se aproximou ainda mais, os lábios roçando na mandíbula dele quando sussurrou: — Tô contando com isso, Kael. Quero saber até onde você consegue ir... sem se perder em mim. Ele segurou a cintura dela com firmeza, puxando-a contra o próprio corpo. Ela arfou, mas não recuou. O olhar dele queimava no dela. — Você quer brincar com fogo, Alanna? — Não. Eu quero que você me incendeie. Kael gemeu baixinho, a respiração pesada. Ele a virou com um movimento rápido, colando-a contra a bancada, o corpo dele pressionando o dela. — Vai se arrepender, boneca — murmurou, deslizando os dedos pela lateral do pescoço dela, até o decote largo da camiseta. — Porque eu não sei brincar com isso. — Então joga pra valer — ela respondeu, os olhos semicerrados de desejo. — Me mostra o quanto você aguenta antes de se render. Kael desceu a mão pela coxa dela, devagar, fazendo-a se arrepiar inteira. — É uma proposta indecente, Alanna... e eu aceito. Kael a encarava como se ela fosse um desafio que ele estava louco para vencer. Mas, no fundo, ele sabia... ela era um vício disfarçado de brincadeira. Se aproximou ainda mais. Seu corpo firme pressionando o dela contra a bancada. Seus olhos estavam cravados nos dela, e havia uma promessa implícita ali — de prazer, de provocação, de rendição. — Posso começar agora? — ele murmurou contra o pescoço dela, sua respiração quente fazendo Alanna prender o ar. Ela mordeu o lábio, firme na provocação. — Achei que você fosse mais lento com os jogos. — Não com você — ele rosnou, deslizando a mão por dentro da camiseta larga dela, sentindo a pele quente de sua cintura. — Você me deixa faminto. Ela gemeu baixo, quase imperceptível, mas Kael ouviu. Sentiu. Cada som que ela soltava era como um estímulo direto aos instintos dele. Ele passou os dedos pelas costelas dela, devagar, como se estivesse mapeando cada centímetro da pele. Seus lábios encostaram de leve no ombro dela, e ela fechou os olhos, rendida àquela tensão insuportável. — Você é c***l, Kael. — Eu só comecei. Ele virou o rosto dela com um dedo sob o queixo, colando os lábios perto dos dela, sem beijar. A respiração deles se misturava. Alanna estava ofegante. — Quer parar? — Não — ela disse, quase num sussurro desesperado. — Quero ver até onde você vai. — Até onde você me deixar. As mãos dele deslizaram pela coxa dela, empurrando o tecido do short pra cima. O toque era firme, controlado, mas carregado de promessa. Ele se movia com a calma de quem sabia exatamente como enlouquecê-la. — Você tá molhada, Alanna? Ela mordeu o lábio, tentando manter o controle. Mas a resposta veio no olhar, no jeito como o quadril dela se curvou em direção à mão dele. — Experimenta e descobre. Kael sorriu de lado, dominado pela provocação. Seus dedos deslizaram sob o short, sobre a calcinha, pressionando com intensidade o suficiente para fazê-la gemer mais alto. — Isso não é brincadeira, Alanna — ele disse entre os dentes, os olhos cravados nela como um predador. — É tortura. E você vai implorar pra eu quebrar as regras. Ela arfou, tentando responder, mas o toque dele era demais. Ele sabia exatamente onde pressionar, como mover. Ela agarrou a camiseta dele, os olhos semiabertos. — Você vai perder esse jogo, Kael. — Ou vamos perder juntos — ele murmurou, pressionando a testa na dela, com os dedos se movendo num ritmo tão lento e preciso que ela não conseguia nem pensar. O corpo dela tremia, e a respiração vinha entrecortada. — Vai gozar com meu toque, boneca? Sem eu nem tirar tua roupa? — Talvez… — ela sussurrou, a voz entrecortada. — Se você continuar desse jeito… — Então goza — ele provocou, a voz rouca e firme. — Goza pra mim, Alanna. Mostra que o jogo é meu desde o começo. E ela gozou. Ali mesmo, sem penetração, sem beijo. Só com o toque dele, o olhar dele, o comando que saiu de sua boca como uma ordem inevitável. Ela arqueou o corpo, trêmula, gemendo baixo enquanto ele a segurava firme, os olhos cravados nos dela, como se gravasse aquele momento pra sempre. Quando os espasmos cessaram, ela encostou a testa no ombro dele, rindo baixinho. — Isso foi sujo. — Isso foi só o começo. Ela ergueu o rosto e o desafiou com os olhos. — E agora? Kael sorriu, com aquele ar perigoso e encantador. — Agora você me deve um desejo.
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