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A DANÇARINA E O CAFETAO

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Sinopse

Os planos são definidos a partir do que a gente quer. Nossas vidas vão até onde permitimos, e nosso destino, vem para desmoronar todos nossos planos.

Markos O’Connell que veio de uma família de rua. Seus pais eram moradores de rua e ele foi criado assim. Sem nenhum luxo e nem nada. Eles viviam de ajuda dos outros, e ele foi crescendo assim. Seu pai não buscava muito para sua família e sua mãe vivia drogada pelas ruas.

Mas ele cresceu e se tornou um homem. Um homem dono do seu destino e da sua vida. Ele se transformou em um c*****o.

Daniela Clarke. Não é dona de si. Vive às regras que às leis impõem para ela. Cansada de lutar para ter seus planos concretizados, ela busca outra alternativa de vida. Se transformando assim em uma Dançarina.

O caminho de ambos se cruza, duas pessoas que não são fáceis. Duas pessoas com a vida parecidas, porém, distintas. Ele não tem sonhos. Ela sonha demais. Ele vive para o hoje. Ela vive para o presente e futuro. O desejo acontece, mas será que ambos cederam? Será que ambos deixaram suas vidas de lado para se unirem e formarem um só?

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CAPÍTULO 1
— Sra. Clarke, a Sra. está entendendo o que o advogado do Sr. Wilson está a dizer? A juíza questiona e eu não quero saber disso. Eu me casei com o filho dele, e não aceito que depois de tanto tempo casada, e depois viúva, tenho que aceitar que viverei sobre os comandos do meu sogro. Ele não pode fazer isso comigo. — Eu não quero saber. Eu tenho vinte anos. Sou maior de idade, e pelas leis dos Estados Unidos, eu posso ir e vir. Digo com raiva dessa audiência. Não é a primeira audiência que fazemos sobre o mesmo assunto, e as três audiências, foram mesmas conversa. — A Sra. não tem condição de se sustentar sozinha. Seu marido não deixou nenhum bem para a Sra. O maldito advogado diz e eu olho com mais raiva. — Então é isso? Eu preciso arrumar um emprego para tirar essa tutela i****a sobre mim? Indaguei com certa relutância. Eu estava cansada de discute. — Na verdade, a Sra., precisa provar o seu sustento e ainda garantir que não vai precisar nem do estado e nem de ninguém. O advogado do meu sogro diz. — Então tá. Eu vou arrumar um emprego e provar que eu sou capaz de me sustentar. — A Sra. ainda está com restrição à noite, portanto o seu trabalho deve ser até as dezoito horas. O advogado diz e vejo o sorrisinho i****a do meu sogro. Nojento. — Não faz sentido, meritíssima. Pois eu não tenho experiência em nada. Como a Sra. leu nos meus registros, eu nunca pude trabalhar. Me casei aos dezessete anos sobre a lei de emancipação, e desde que me casei, eu não tive muitas escolhas, porque o meu marido não me deixava estudar e nem trabalhar. Dito isso, eu preciso de uma liberação para que eu possa encontra algo. Nem que seja uma faxina na madrugada. Vejo o meu sogro me olhando com ar de vitória. — Protesto, Meritíssima. O meu cliente zela pela proteção da nora e não quer que ela fique até tarde na rua. Reviro os olhos, porque sei a proteção que ele quer exercer sobre mim. — Dr° Henriques, acho valido o que a Sra. Clarke disse. Eu não poderei acatar essa restrição. Portanto, a partir de hoje ela tem livre arbítrio de andar a noite. Lembrando Sra. Clarke, que a mesma está sob tutela do Sr. Clarke. Portanto, não é admitido que a Sra. durma fora de casa. — Tudo bem. E quando eu arrumar um emprego, eu posso ter a minha vida de volta? Esperança cresce em mim. — Tudo será avaliado em uma audiência. Peço que não inflija as leis. E se concentre em um trabalho valido para que você tenha a sua liberdade. — Ok. — Sessão encerrada. A Juíza diz e eu me levanto. — Você não precisa trabalhar. Eu posso cuidar de você como o meu filho cuidou. Meu sogro diz e eu não quero. Nunca quis e agora piorou. — Pois eu quero a minha vida de volta. Eu não quero mais fica sob os seus olhos. Eu já estou bem crescidinha. Mas, obrigado pela sua demonstração de afeto. Falo com sacarmos. Saio de perto dele e do seu advogado. — Você não vai se livrar de mim. Escuto ele dizer e eu aponto o dedo do meio para ele se fuder. A minha vida não foi nada fácil. Nunca foi. Eu casei-me sonhando uma coisa e vive outra. Mas hoje nada disso importa. Importa que eu quero a minha liberdade de volta. Importa que acordei para vida e não pretendo abrir mão disso mais. Cheguei em casa e tomei um banho. Eu tinha que conseguir um emprego mais rápido possível. Não podia mais fechar os meus olhos para a vida que tenho com um maníaco. E eu não entendo o motivo dele ter me prendido a ele, mas vejo nos seus olhos o desejo nojento. Porém, eu não estou sujeita a nada do que ele queira ou quer. Eu preciso da minha liberdade desse inferno. Eu sempre me mantive quieta e calada em relação a essa tutela que ele solicitou assim que fiz dezoito anos. Thomas e eu éramos casados. Para mim foi somente uma cautela, uma preocupação por eu ser sozinha no mundo. Por eu não ter ninguém, mas depois que Thomas morreu, eu queria viver a minha vida. Queria trabalhar e estudar, coisa que Thomas não me permitiu dizendo que nada me faltaria. Por um lado, eu achei ótimo ser cuidado, porém, alguma coisa dentro de mim, dizia que eu estava sendo sufocada. Que eu estava me perdendo no meio dessa superproteção. Eu não saia. Somente com eles. Eu não podia comprar uma roupa sozinha, que pai e filho já se intrometiam e diziam que eu poderia esperar por eles. E eu calada estava, calada fiquei. Eu amava Thomas demais que o deixei me cegar. Mas, essa cegueira durou muito, pois mesmo ele morto, eu estava parecendo que tinha me casado com o pai dele também, pois o mesmo não me deixava sair. Não me deixou viver o luto pela perda do seu filho, meu marido, como eu queria. Eu fui obrigada a chorar no seu ombro. Fui obrigada a falar como eu estava me sentindo sobre essa mudança na minha vida, para no fim, ouvir que ele estava ali para mim. Que eu não precisava ficar tão triste, pois ele cuidaria de mim, melhor do que o filho dele. Essas palavras me fizeram acordar. E quando eu acordei para minha liberdade, me deparei com essa Tutela. Pego minha bolsa. Me olhei a última vez no espelho e estava pronta para conquistar meu mundo. — Onde você pensa que vai? Wilson indaga assim que eu chego na escada. — Procurar um emprego. Digo passando por ele. — Você não vai conseguir. Sorrio para ele e o deixo. Não vou discutir com ele. Não falarei nada, pois não quero me desgastar. Eu morava no Brooklin, pelos menos quando me casei com Thomas, eu vim morar aqui. Não é um bairro glamuroso, mas Thomas e o seu pai tem uma casa ótima. Eles não são ricos e nunca foram, mas nada me faltou. Porém, arroz e feijão podem encher uma mesa, mas não aquece um coração e nem a alma. Roupas eu só tinha quando eles queriam me dar. Maquiagem, nem pensar. Exceto se fosse para os olhos de Thomas, mas, um dia entendi, que teria que ser para os olhos de pai e filho. Sapatos de saltos eram para prostitutas. Brincos? Nem pensar. Isso tudo era errado aos olhos deles. Eu me casei e me moldei. Mesmo porque, com dezessete anos, eu não sabia nada da vida. Não sabia o que vestir e o que calçar. Não sabia nem o que gostava de comer. E tudo isso foi imposto para mim. Eu vivia sob as ordens deles. Eu não tinha desejo, e nem nada, porque os desejos de Thomas e do seu pai, eram os meus. Não tinha um dia que podia expressar a minha vontade. Chego no centro do Brooklin. Onde tem lojas e mais lojas. Talvez tenha uma que precise de uma faxineira. Entro em uma loja roupas masculinas e as atendentes todas vestidas uniformizadas com o logótipo da loja destacado nas suas roupas. Elas me olham estranho, mas não me intimido. — Quero que saia da loja. Uma mulher fala atrás das atendentes. — Calma, eu só vim... — Não interessa o que você veio fazer aqui. Eu quero você fora dessa loja, pois se não vou chamar a polícia. Franzo a testa. — Por quê? Eu só quero um emprego. Pode ser de qualquer coisa. Digo com calma. — Sei o emprego que você quer. A mulher fala e eu não estou entendo essa hostilidade toda. — Escuta, eu não sei o motivo de você está me tratando assim. Se não tem nada para mim, pode dizer. Não precisa... — Não tem nada para você aqui. Ela fala mais firme me interrompendo. Assinto saindo. O ser humano é podre. Fui em outra loja e a recepção não foi a das melhores também. Mais cinco lojas e ninguém quis me ouvir. Todos me trataram com ignorância. Porém, eu não estava entendo o motivo. E para ser sincera, nem queria. Fui embora desolada. Cheguei em casa e Wilson estava sentado no sofá. Ele me olhou e deu um sorriso, sorriso não, uma gargalhada enorme. — Eu disse que você não iria conseguir. Ele diz e eu subo com raiva. Ele não vai ganhar essa. Ele já tem a minha vida, porém, não por muito tempo. Eu não quis descer para jantar. Mesmo ele me chamando, eu não quis saber e nem ver a cara de satisfação dele. Porém, isso não vai continuar. Eu vou atrás da minha liberdade. No outro dia... Eu estava de pé muito cedo. Eu tinha que conseguir um emprego. Assim que pus os pés na sala, Wilson começa a gritar comigo. — A casa é minha, e você não tem direito de trancar a porta do seu quarto. — Pois, enquanto eu morar aqui, eu trancarei. É a minha privacidade. E se você não me quer aqui, na sua casa, você sabe o que fazer. Digo com raiva dele querer me tirar o que eu mais prezo. — Não venha com essa, Daniela, porque, eu sou dono dessa casa e de você. Você não vai consegui o que quer. — Vamos ver se não. Vou me encaminhando para porta. Há, continua querendo que a minha porta do quarto fique aberta, que eu vou até à juíza mostrar as suas intenções de cuidado. Não espero ele responder e saio. Eu nunca quis ter o pensamento de que Wilson tinha desejos por mim, mas antes mesmo de Thomas morrer, eu já tinha notado os seus olhos em mim e desde então, eu me mantenho afastada dele. Sei o plano dele ao me manter aqui, sobre a tutela dele. Nojo. Vou em mais lojas, supermercados e nada. Assim que eu passo pelas portas dos estabelecimentos, eles já me olham de cara feia, parecendo me conhecer. E mais uma vez eu não consigo nada. O que tinha com essas pessoas? O porquê nem me ouvem para saber do que eu quero, quando entro no estabelecimento deles? Não faz sentido. Passei mais um dia pra lá e pra cá, e nada. Eu só quero resgatar a minha vida e nada mais. Chego em casa mais desanimada do que ontem. Entro e dou de cara com o advogado de Wilson e o mesmo na sala. Não dou atenção a eles e resolvo subir, porém, Wilson me para com a sua voz potente. — O que você quer? Digo não descendo. — Venha aqui. Dr°. Henriques precisa conversar com você. Suspiro. — O que foi dessa vez? Indaguei me sentando, sem paciência nenhuma. — Fui alertado por alguns comerciantes que você tem os incomodados. Frazo a testa. — Incomodando? Pois eu só fui pedi emprego. Não fiz nada. — Eles não vão te dar nada. Ninguém dessa cidade vai te ajudar. Me disseram que se você aparecer novamente, ou até mesmo ir naqueles que você não foi, você será presa por perturbação. Sorrio de nervoso. — Isso é coisa sua, não é? Indaguei para Wilson. Ele dá um pequeno sorriso. — Eu disse que você não iria conseguir nada. Você não precisa trabalhar. Eu estou aqui para você. — É mesmo? Você está aqui para mim? Querendo dormir com a sua nora? Me fazer a sua esposa? Me estuprar? Ele vem para cima de mim e bate na minha cara. — Nunca mais repita isso. Eu jamais encostaria em você sem o seu consentimento. Estou com o rosto ardendo. Olho para ele com ódio. — Você nunca mais encostará a sua mão em mim. Eu te odeio. E isso não vai mudar. Pelo contrário. Só aumentar. Subo as escadas. Tranco a porta e desabo no chão chorando. Eu não queria essa vida para mim. Nunca pensei que estaria desse jeito ao tomar a decisão de casar.

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