55. Elena

1156 Palavras

A porta da casa se fechou atrás de nós com um baque final. O som isolou o mundo exterior; o motorista, o carro, o ar carregado de humilhação. Dentro, só restava o silêncio opressivo da fortaleza e o eco da violência que tinha acabado de acontecer. Dante soltou minha mão assim que a porta se fechou. Ele não olhou para mim. Caminhou até o aparador do hall, onde uma garrafa de uísque e um copo solitário esperavam. Encheu o copo até a borda e o esvaziou de um só gole, sua garganta trabalhando enquanto o líquido âmbar descia. Apenas então ele se virou, encostando-se na madeira polida, seus olhos agora sem o véu da fúria sádica, mas ainda impenetráveis, me examinando. Eu estava parada no meio do hall, envolta no casaco dele que cheirava a seu perfume, a uísque e a sexo. O tecido fino do meu

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