62. Elena

1105 Palavras

O dia se arrastou como um animal ferido, cada hora pesada com a antecipação do que estava por vir. A leveza da noite anterior parecia um sonho de outra pessoa, dissipado pelo ar gelado que Lorenzo e Salvatore trouxeram consigo. Dante esteve ausente a maior parte do tempo, trancado em seu escritório em chamadas tensas e, presumivelmente, planejando os detalhes do "teatro" da noite. Eu fiquei no quarto, olhando pela janova, vendo a luz mudar. A governanta, apareceu no início da tarde com uma caixa grande e plana, sem dizer uma palavra. Dentro, sobre um leito de seda preta, estava o traje para a noite. Era um vestido. Mas não qualquer vestido. Era uma obra de arte sádica. Vermelho sangue, um tom impossivelmente profundo e rico, feito de um cetim que parecia líquido sob a luz. O decote e

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