Dante não nos conduziu direto para os Conti. Isso teria sido muito óbvio, muito desesperado. Em vez disso, ele usou o espaço como um tabuleiro, movendo com a confiança calma de quem é dono do lugar, porque, em muitos aspectos, ele era. — Vamos jogar — ele disse, sua voz recuperando um fio de sua habitual arrogância controlada, agora que estávamos no campo de batalha. Ele me levou até uma mesa de roleta que não estava muito cheia. O crupiê, um homem de meia-idade com um rosto profissionalmente neutro, reconheceu Dante imediatamente. Um leve aceno de cabeça, quase imperceptível. — Dante. Uma honra. Os habituais? — Para mim, sim. Para a senhorita... — ele olhou para mim, seus olhos pedindo uma performance. — O que lhe agrada, cara? O termo de afeto em italiano, sussurrado naquele tom, er

