52. Elena

1357 Palavras

O café era um oásis de vidro e luz natural, escondido em um mezanino com vista para o átrio principal do shopping. O cheiro de grãos torrados e croissants frescos era uma agressão deliciosa aos sentidos. Bianca escolheu uma mesa no canto, com vista, mas não muito exposta. Os dois homens de terno se posicionaram em pontos estratégicos, invisíveis para a maioria, mas sua presença era um colete de força invisível em volta de nós. — Dois cappuccinos, e uma seleção dos doces do dia — Bianca pediu ao garçom, sem consultar o cardápio, com a autoridade suave de quem sempre é obedecido. Ela voltou-se para mim, os olhos analíticos. — Você parece um pássaro que acabou de escapar da gaiola e não sabe se deve cantar ou ter um ataque cardíaco. — É mais ou menos isso — admiti, minhas mãos ainda treme

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