A água quente da ducha escorria pelas minhas costas, tentando lavar a tensão do dia. O vestido cor de vinho estava cuidadosamente pendurado no cabide, um fantasma silencioso da reunião. Os sussurros de Bianca, as palavras de Dante, o olhar de ódio de Alessandro Conti, tudo girava na minha cabeça como cacos de vidro. Vesti um camisola de seda simples, outra das "providências" de Dante que eram ao mesmo tempo luxo e lembrete. Estava sentada na borda da cama enorme, secando as pontas do cabelo com uma toalha, quando o celular na mesa de cabeceira vibrou. Não era meu. Era o aparelho que Dante me deu limpo, rastreado, com apenas um número salvo: o dele. Mas a tela mostrava um número desconhecido. Hesitei. As regras eram claras: não atender números desconhecidos. Mas as regras também diziam q

