75. Elena

1234 Palavras

A noite caía sobre a casa quando meu celular vibrou na mesa de cabeceira. Um número que eu não via há meses, mas que reconheceria em qualquer lugar. Meu corpo inteiro ficou tenso, os dedos congelando sobre o travesseiro. Dante percebeu imediatamente. Estava sentado na poltrona próxima, um tablet na mão, mas seus olhos estavam em mim, não na tela. — Quem é? Não respondi. Apenas olhei para o telefone vibrando, para o nome que não precisava aparecer porque eu sabia de cor. Ele se levantou, atravessou o quarto em três passos largos e pegou o celular antes que eu pudesse reagir. Olhou para a tela, e seu rosto se transformou. Não em fúria explosiva, mas em algo mais frio, mais controlado. Mais perigoso. — O lixo do seu pai — ele disse, não uma pergunta. Antes que eu pudesse responder, ele

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